Conheça a artista | Juliana Burigo
Na exposição Densidades na rarefação: ensaios de presença, Juliana Burigo convida o público a experimentar o espaço como matéria viva.
Sua pesquisa articula desenho, pintura e escultura, partindo da ideia de que é na linguagem que se funda a experiência. Na série de pequenos formatos em aquarela sobre papel, iniciada em 2019, a artista trabalha a partir de fotografias e da observação direta para tensionar os limites entre desenho e pintura. Os “vazios” deixam de ser ausência e passam a atuar como figura e/ou cor; a aquarela é conduzida de modo a impedir que a cor se acomode, criando um jogo de presenças em que figura e fundo se alternam e se confundem.
Esse princípio atravessa também suas esculturas em alumínio (2025–2026), nas quais o desenho abandona o plano, ergue-se e se sustenta no ar. Em escala humana, as obras ativam o corpo do espectador e transformam o vazio em elemento estruturante - campo de tensão, pausa e respiro. “A ideia de densidade e rarefação aparece como uma chave de leitura possível, mas não rígida”, afirma a artista.
Artista visual, arte-educadora e brincante, Juliana atua desde 2004. Bacharel em Gravura pela EMBAP/UNESPAR, realizou a individual Juliana Burigo: esculturas no Solar do Barão (2009) e participou de mostras como a QUEERMUSEU – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, no Santander Cultural e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, além de Estado da Arte: 40 anos de arte contemporânea no Paraná, no Museu Oscar Niemeyer.
Créditos das obras:
- Sem título/ Shissô, aquarela sobre papel, 30,5 cm x 22,5 cm, 2020.
- Sem título / Shissô, caneta sobre papel, 42,3 cm x 29,7 cm, 2021.
- Sem título / Coleus, aquarela sobre papel, 19 cm x 30 cm, 2019.
Foto: Barbara Sanson
@babizen
Projeto aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura – Governo Federal.