A Athena tem o prazer de anunciar a representação de @jonasarrabal !
Mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e graduado em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Jonas explora em sua produção diferentes linguagens como vídeo, instalação e escultura em diálogo com o teatro, o cinema e a literatura. Há um interesse inicial em uma investigação entre a escrita e a voz para pensar em um gesto escultórico que tensiona outras formas de criação da imagem. Nesse processo, Arrabal evidencia outra percepção de temporalidade, numa tentativa de tornar o tempo visível, seja através do próprio processo de construção da obra, seja pela eleição dos materiais utilizados.
Articular tempo e memória, refletindo acerca dos lugares das coisas em espaços outros, em processos de deslocamento, transição, transformação e desaparecimento contínuos são recursos que interessam ao artista. Seus trabalhos partem de uma operação que transita entre invisibilidade e visibilidade, numa aproximação com os elementos da natureza e materiais orgânicos em oposição aos materiais industriais, investigando a transformação constante das coisas e, com isso, permitindo mutações novas.
Dentre suas principais exposições individuais estão: 2019 - Os Vivos e os Mortos (Paço Imperial - Rio de Janeiro, Brasil); 2015 - Volume Morto (Centro Cultural Sistema FIEP - Curitiba, Brasil); 2014 - Fundação (Centro Cultural da Justiça Federal - Rio de Janeiro, Brasil), entre outras.
Dentre suas exposições coletivas estão: 2022 - Objeto não identificado (Galeria Athena - Rio de Janeiro, Brasil); 2020 - Casa Carioca (Museu de Arte do Rio - Rio de Janeiro, Brasil); 2018 - Juannio 2018 (Museo Ixchel Del Arte Indígena - Cidade da Guatemala, Guatemala) - 2017 - The sun teaches us that history is not everthing (Osage Art Foundation - Hong Kong); 2015 - 10ª Bienal do Mercosul (Porto Alegre, Brasil), entre outras.
Jonas Arrabal possui trabalhos em coleções públicas/privadas como Museu de Arte do Rio (Rio de Janeiro, Brasil) e Osage Art Foundation (Hong Kong).
English version in the comments.
Em 2014 eu queria fazer um trabalho artístico que partia de um ~trabalho~…aprender um ofício. Aprender a ser conferente portuário, o mesmo ofício desempenhado pelo meu avô, pelo meu pai e pelos meus tios. Do porto de Arraial do Cabo (RJ), controlar, gerenciar, cuidar de todo produção de sal da região, que partia dali para o refino. Esse ofício, que fora tratado como herança, e que foi interrompida na minha geração, porque descobri que queria fazer teatro, primeiro, depois, artes visuais. Ali, em 2014, eu queria frequentar o porto e aprender, com os conferentes atuais, como desempenhar esse ofício. O trabalho era o ~trabalho~.
Uma série de e-mails foram enviados para o sindicato, depois para a administração, porém nenhuma resposta foi dada. O trabalho-trabalho virou uma instalação, numa exposição também em 2014. Os e-email, sem troca, exibidos numa parede e no chão uma espécie de espelho em A4 de sal (e-mails, esses, sem nenhuma revisão e escritos numa ânsia por uma resposta imediata, um “ sim, você pode fazer a sua residência artística-trabalho no nosso porto).
Porto do Forno, nome desse porto de sal, nunca me deu uma carteirinha de conferente, o que fez com que eu falsificasse uma, usando o modelo que vigorava na época. O trabalho-trabalho virou uma comunicação unilateral e o ofício ficou no esquecimento, como uma história de família que não é contada e que se perde no tempo.
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O agrimensor, 2014