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Natália Anjos | Fotografia

@itnaty

Ancestralidade, afeto, arte, terreiro, sorrisos e Carnaval✨ CINEMA EladaBF🎥 @iyamesan @centralderiva @isaura_espetaculo
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De repente dindas… Um amor enorme por essa delícia de bebê Que chegou de surpresa, nos enganou logo de cara e nos faz tão feliz!!!!!
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3 days ago
Tem quem pague promessa de manhã e, à tarde, esteja no samba agradecendo. Tem quem faça seu pedido em silêncio e depois cante alto, como quem já recebeu. Porque a fé aqui não é só recolhimento, ela também é expressão, é corpo, é encontro coletivo. São Jorge e Ogum seguem caminhando junto com o povo, agora entre um gole e outro, entre um refrão e outro. E talvez seja isso que torne tudo tão potente: a mistura. A certeza de que a espiritualidade não se limita ao silêncio do altar, mas também vibra na rua, na música, na troca. Quando a noite chega, ainda há vela acesa, ainda há canto, ainda há samba ecoando. A fé não se encerra, ela só muda de forma. Porque no subúrbio carioca, São Jorge não é só do dia 23. Ele é presença constante. É força diária. É proteção que se carrega no corpo, na memória e também nos encontros que fazem a vida valer a pena. Realizei um sonho de anos, que era viver essa experiência. Não vou iludir ninguém dizendo que foi fácil, porque a multidão causa a ansiedade, mas consegui desviar através da arte de reparar em outras coisas. Reparar no que não necessariamente alguém notou. Se permitir estar nesse meio, também é se permitir evoluir na comunicação junto com Ogum, também é viver combatendo alguns inimigos que moram dentro da gente. Como São Jorge combateu os dragões. Obrigada ao universo por isso. O povo de Jorge é grandioso demais!
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18 days ago
E quando o dia enfim clareia, a fé não diminui, ela se transforma. Ganha novos sons, novos cheiros, novos encontros. O sol nasce e revela o que já estava ali desde cedo: um subúrbio inteiro em movimento, atravessado pela devoção e também pela celebração da vida. As filas seguem nas igrejas, os terreiros continuam em gira, mas pelas ruas o ritmo muda. O samba começa a surgir tímido, depois toma corpo, pandeiro, tantã, palma na mão. A fé também dança. Porque ali, celebrar São Jorge é também celebrar estar vivo, resistindo, insistindo, acreditando. A cerveja gelada aparece como extensão desse encontro. Não como desrespeito, mas como partilha. É brinde entre amigos, é respiro depois da oração, é conversa jogada fora na calçada enquanto o dia corre. No subúrbio carioca, o sagrado e o cotidiano não brigam, eles convivem. A reza e o riso dividem o mesmo espaço.
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18 days ago
No subúrbio carioca, o dia 23 de abril não amanhece, ele explode em fé. Antes mesmo do sol pensar em nascer, às 5h da manhã, a alvorada já corta o silêncio com fogos, cantos e passos apressados. É como se a madrugada inteira estivesse em vigília, esperando o momento de chamar por ele: São Jorge. A rua ainda está meio escura, mas já pulsa. Gente de todos os cantos, de todas as crenças, se encontra ali. Tem quem venha da igreja, com sua devoção católica firme no peito. Tem quem venha do terreiro, carregando no corpo e na alma a força de Ogum. E tem também quem nem saiba explicar direito sua religião, mas sente e isso basta. Porque São Jorge, no Rio, é mais que santo: é ponte. É encontro. Entre velas acesas, fitas vermelhas, espadas simbólicas e imagens erguidas com orgulho, a multidão se mistura. O cheiro de café recém-passado se junta ao de pólvora dos fogos, ao perfume das flores, ao suor de quem já começou o dia em oração. É fé que anda, que ocupa as ruas, que atravessa bairros inteiros. A alvorada das 5h não é só um horário é um chamado. Um despertar coletivo. É o momento em que o subúrbio se levanta junto, em coro, para pedir proteção, abrir caminhos e agradecer pelas batalhas vencidas e pelas que ainda virão. São vozes que se cruzam: “Salve São Jorge!” e “Ogunhê!” ecoam quase como um só som. E ali, no meio da multidão, não importa de onde você vem. Importa que você acredita. Nem que seja só por um instante. Porque nesse dia, nesse chão, a fé não tem fronteira, ela se mistura, se fortalece e segue, como um exército invisível, marchando junto com o povo. No subúrbio carioca, São Jorge não é só lembrado. Ele é vivido.
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18 days ago
O amor, quando é de verdade, não começa no agora, ele atravessa o tempo. É como se duas almas já se reconhecessem antes mesmo do primeiro encontro, como se carregassem memórias antigas, sussurros de outras vidas, de outras histórias que insistem em continuar. Amar também é honrar o que veio antes. É reconhecer que cada um carrega sua ancestralidade, suas raízes, suas dores e suas forças. E, ainda assim, escolher caminhar junto. É entender que o amor não apaga histórias. Ele soma, fortalece, transforma. E é nesse ponto que o sentimento transborda, como na voz de Arlindo Cruz em Será Que É Amor, quando as palavras já não dão conta de tudo que se sente: “tenho tanto pra te falar, não sei por onde vou começar, toda hora que eu te vejo, quase morro de desejo, acho que é paixão..." E quando duas almas se encontram assim, com verdade, com respeito e com afeto, o amor deixa de ser apenas sentimento, ele se torna caminho.
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1 month ago
Baile da Vogue 2026. Stephanie & Theo. Registrar essa noite foi transformar moda em memória. 🖤 #BaileDaVogue2026 #FotografiaAutoral
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2 months ago
Ser fotógrafa no Brasil é, antes de tudo, um ato de resistência. É escolher a arte mesmo quando o mercado insiste em tratar criação como luxo. É transformar sensibilidade em trabalho, mesmo quando dizem que “não dá dinheiro”, que “não é profissão”, que “é só um clique”. Fotografar arte é ainda mais difícil. Porque arte não se explica fácil, não se encaixa em fórmulas, não segue tendência o tempo todo. Ela exige tempo, estudo, entrega e quase nunca vem acompanhada de estabilidade. É difícil se manter. Difícil cobrar o justo. Difícil não se comparar. Difícil não pensar em desistir quando os boletos chegam antes do reconhecimento. O mercado é instável, excludente, competitivo e, muitas vezes, ingrato. Mas, ainda assim, sigo aqui. Não por teimosia apenas, mas porque recomeçar também é uma forma de sobreviver. Todos os anos eu recomeço. Reaprendo, reorganizo, caio e levanto. Mudo rotas, mudo planos, mas não abandono o olhar. Esse olhar que insiste em ver beleza, história e verdade, mesmo quando tudo parece árido. Não sucumbi até agora. E isso, por si só, já é vitória. Ser fotógrafa no Brasil é não desistir de si mesma, mesmo quando o mundo inteiro parece pedir que você desista.
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4 months ago
O samba encontra abrigo nesses pequenos corpos que dançam com o coração inteiro. Eles se dedicam, aprendem, se emocionam e nos emocionam. São eles que seguram a chama acesa, que mantêm a roda girando, que lembram ao mundo que tradição é continuidade. E que, enquanto houver infância pulsando no compasso, o samba jamais deixará de existir. Viva o Dia do Samba! Viva Pimpolhos! @pimpolhosdagranderio
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5 months ago
Carta aberta à minha Vó Jacy, meu amor. Minha vó sempre foi sinônimo de cuidado. De mãos que acolhem, de olhos atentos, de um coração que nunca soube amar pela metade. Foi ela quem me deu tantos sabores da vida, literalmente! Com suas comidas gostosas, feitas com aquele carinho que só quem ama de verdade coloca na panela. Foi ela também quem me ensinou que o mundo pode ser leve. Nos passeios de carro, nas viagens improvisadas, nos risos espalhados pelos caminhos. No auge dos seus sessenta e poucos anos, ela carregava uma alegria tão grande que contagiava todo mundo ao redor, especialmente nós, os netos privilegiados por viver tantas aventuras com ela. Entre tantas memórias que guardo com carinho, existe uma que hoje ganha ainda mais força: a de estar com ela agora. De poder retribuir, com presença e afeto, tudo aquilo que ela me deu sem nunca pedir nada em troca. Esse tempo que vivemos juntas hoje é um presente, talvez o mais precioso de todos. E eu agradeço. Por cada gesto, cada cuidado, cada pedacinho de amor que ela plantou em mim. Porque tudo o que sou carrega um pouco dela. E sempre vai carregar. Te amo, minha véia 🤍
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5 months ago
O amor também é uma forma de memória. Ele costura as horas como quem reencontra fios antigos e tece, devagar, um território onde a gente pode descansar. Há afetos que voltam mesmo quando o tempo tenta dispersar tudo. Eles atravessam os dias como água subterrânea... ninguém vê, mas seguem correndo, firmes, insistentes. O amor tem esse poder de guardar o que a vida tenta roubar. Ele recolhe fragmentos, resgata silêncios, e devolve, em nós, o que já parecia perdido. Porque aquilo que é verdadeiro não se desfaz. Ele retorna. Ele se reinscreve. Ele encontra frestas e floresce de novo; às vezes mais forte, mais maduro, mais nosso. É assim, o amor não só lembra. Ele anuncia. Ele prepara. Ele escreve o futuro com a mesma mão que acolhe o passado. E é nessa costura firme, lenta e teimosa que a gente entende que nada que nasce do afeto sincero se perde no tempo. Apenas muda de forma para continuar existindo.
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5 months ago
União 💚 📷: @itnaty
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6 months ago
Filhos do tambor, pequenos gigantes de axé, carregam no peito a fé que nunca vacila. Pés firmes no chão sagrado, olhos que brilham como orí iluminado. São herança, são futuro, são a eternidade do nosso povo. Que nada os cale, que nada os quebre. Porque onde uma criança de terreiro dança, O mundo inteiro aprende o que é força e ancestralidade. Não existe futuro sem raiz. As crianças de terreiro são força, fé e continuidade. Proteger e valorizar cada uma delas é garantir que nosso axé seja eterno. Fé que não se perde. Axé que não se apaga. #Candomblé #Axé #Tradição #CulturaViva #FéQueMove #PovoDeAxé #CriançasDeTerreiro #ForçaDaTradição #Resistência
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8 months ago