Com quanto discurso de ódio e com quantas fake news se faz uma guerra?
O autor da manifestação é o veterano de guerra que atuou no Iraque, Mike Prysner.
Os programas policialescos, que brotam diariamente na mídia tradicional, como a TV, também se multiplicam nas plataformas digitais.
Um rápido passeio no Instagram, por exemplo, é possível encontrar alguns destes perfis policialescos, produzidos na Paraíba.
E, infelizmente, assim como os policialescos na televisão, os das plataformas também contam com uma significativa audiência e um número crescente de seguidores.
Em um deles, o repórter entrevista uma mulher, que havia sido vítima de violência doméstica por parte do namorado.
Mesmo anunciando que não iria identificá-la, o repórter mostra partes do rosto dela, que para qualquer pessoa que a conheça, consegue reconhecê-la, o que pode colocar em risco, novamente a sua vida.
A moça buscava no policialesco virtual o espaço para pedir ajuda, e não percebe que este não é o espaço adequado para pedir segurança para sua integridade.
Por @mabdias9
No @brasildefatopb
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O Brasil, que tem um papel protagonista no debate latinoamericano sobre esta matéria, deve assumir uma posição firme na defesa de direitos digitais e no fortalecimento da regulação de plataformas. Isso exige a busca por uma regulação que garanta a proteção dos direitos humanos e o combate à desinformação.
O que inclui, dentre outras medidas: implementar e fiscalizar marcos regulatórios, como o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); estabelecer parcerias com organismos internacionais e sociedade civil para criar diretrizes globais de governança digital; exigir, por meio de lei, como o PL 2630/20 já indicava, transparência e accountability das plataformas, incluindo relatórios regulares sobre moderação de conteúdo.
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Por @rameniav
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A oficina Vozes em Ação está chegando na Ilha!
Uma iniciativa de @nell_souza em parceria com o @intervozes para debater pesquisas sobre comunicação e mídia produzidas pelo coletivo.
O projeto leva oficinas itinerantes de educação midiática a diferentes territórios, fortalecendo o direito à comunicação e informação para ampliar a democracia.
👉É dia 20 de maio, às 14h, no @ceja.ilha
Centro de Educação de Jovens Adultos
Rua Sargento João Lópes, 315 - Jardim Carioca, Rio de Janeiro
Brota!
#intervozes #democracia #comunicação
Em pesquisa realizada pelo Datafolha, em 2024, sob encomenda do Instituto Alana, nove em cada dez pessoas acreditavam que as empresas de redes sociais fazem menos do que deveriam para proteger as crianças online.
Além disso, a maioria da população (86%) considera que as crianças só deveriam acessar as redes sociais a partir dos 15 anos.
Não restam dúvidas de que o ECA Digital foi um passo importante para atender a uma demanda da população, além de sensibilizar a sociedade sobre a atuação das plataformas no país.
Por @vivirtavares
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#RelatórioDiracom
Em outubro de 2025, o Brasil virou manchete internacional com a repercussão da chacina no Complexo do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
A operação policial causou 121 mortes, em um dos massacres mais letais da história do país, e trouxe protagonismo ao então governador Cláudio Castro (PL). Este, por sua vez, renunciou ao cargo meses depois para não ser cassado – em março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou sua inelegibilidade por oito anos devido aos crimes de abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.
Com a vacância, o então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil) deveria assumir o governo fluminense. No entanto, o deputado havia sido cassado e preso acusado de envolvimento com o Comando Vermelho. O ex-deputado TH Jóias (MDB) e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto também foram acusados de vazar informações para o crime organizado.
A situação do Rio de Janeiro é um retrato da violência no Brasil e que revela o quanto o crime está organizado nos três poderes do Estado. Mas também expõe as diferenças no tratamento midiático e policial sobre os suspeitos.
Por @mabdias9
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#RelatórioDiracom
👉🏾 Enquanto as telas exibem perseguições, sangue e prisões ao vivo no horário do almoço, o “Caso Pix” escancara a dor da periferia ser transformada em espetáculo lucrativo na TV aberta.
O apresentador Marcelo Castro, conhecido pelo programa policialesco Alô Juca, sentou no banco dos réus acusado de envolvimento no desvio de mais de R$400 mil arrecadados via Pix para famílias em situação de vulnerabilidade. Dinheiro que deveria chegar a mães periféricas, mas que, segundo a acusação, tomou outros caminhos.
📺 Mesmo diante das investigações, a lógica do mercado televisivo não mudou. O programa teve horário ampliado e continuou no ar normalmente, mostrando como audiência e responsabilidade pública seguem operando em universos diferentes.
A reportagem de Eufrásia Neres também relata como programas policialescos ajudam a construir um sistema que lucra com a exposição da violência, criminaliza corpos negros e periféricos e naturaliza violações de direitos humanos como entretenimento cotidiano.
⚠️ Especialistas ouvidas pela matéria, apontam o racismo estrutural e a ausência de fiscalização sobre emissoras que transformam sofrimento em produto comercial. Enquanto pessoas negras da periferia enfrentam prisões, violência policial e falta de acesso à justiça, figuras midiáticas seguem protegidas por brechas institucionais e pelo silêncio conveniente do mercado.
💬 Programas assim existem porque têm audiência. O que isso diz sobre a sociedade brasileira? Conta pra gente nos comentários.
🔗 Leia o texto completo no link da bio.
#TV #Bahia #Pix #AlôJuca #Violência
Enquanto mães e crianças doentes apareciam na TV pedindo ajuda, doações feitas por telespectadores podem ter sido desviadas em um esquema que, segundo a investigação, movimentou cerca de R$ 400 mil.
O caso envolvendo Marcelo Castro, o Juca, e outros réus voltou a julgamento em Salvador após denúncias de uso de chaves PIX que não pertenciam às vítimas exibidas nos programas.
As vítimas tiveram suas histórias expostas. E até hoje seguem esperando justiça.
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Um ano sem Mujica. Até sempre!
"Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade."
Se esse texto fosse feito para viralizar nas redes sociais, provavelmente teríamos aqui um material que captasse a atenção dos usuários de plataformas nos primeiros quatro segundos.
E para tal, o ritmo seria extremamente acelerado, com cores vibrantes e com personagens que já não sabemos se é real ou inteligência artificial. Porque a lógica hoje em dia é a de captar sua atenção. Imagina isso com uma criança? Se seguíssemos essa lógica, muito provavelmente reduziríamos a aprovação do ECA Digital ao dia 6 de agosto de 2025, quando o youtuber, influenciador digital e humorista brasileiro Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca, postou um vídeo que chocou o país.
Com cerca de 50 minutos de duração, o vídeo viralizou, contrariando a lógica algorítmica que incentiva conteúdos curtos e edições que imprimem agilidade à mensagem – até o fechamento desta edição, a publicação registrava cerca de 53 milhões de visualizações e mais de 300 mil comentários.
Nele, é explicado como materiais contendo abuso sexual infantil, pedofilia, sexualização precoce e adultização de crianças circulavam livremente dentro do espaço digital e, mais, como o design dessas ferramentas estimulavam este tipo de conteúdo fortalecendo redes que violam os direitos das crianças.
Mas não aderimos à lógica das plataformas. Pelo contrário, temos de entender, refletir e incidir sobre a atuação delas.
Por @vivirtavares
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#RelatórioDiracom
"Quem controla a mídia?" também em áudio!
O livro “Quem controla a mídia? Dos velhos oligopólios aos monopólios digitais” está disponível também como audiobook.
Mais acessibilidade, mais alcance, mais gente nesse debate.
A obra analisa como a concentração da mídia, das grandes corporações às plataformas digitais, impacta diretamente a democracia, os direitos e a diversidade de vozes no Brasil.
O livro também aponta caminhos para enfrentar problemas como desinformação, discurso de ódio e silenciamento de temas que afetam grupos historicamente marginalizados.
Democratizar a comunicação também é garantir acesso.
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Neste primeiro quarto do século XXI, o futebol mudou, a mídia mudou, a tecnologia nem se fala, mas muita coisa permanece como antes.
E, assim, quase dez anos após o primeiro artigo publicado pelo Intervozes a respeito dos dilemas das transmissões de futebol no Brasil, seguimos longe de chegar a uma solução.
A fim de aprofundar os impasses nesse campo pantanoso, o Observatório das Transmissões de Futebóis tem produzido um robusto levantamento de dados sobre os principais campeonatos exibidos no Brasil, via TV e streaming, fornecendo bases para uma análise do direito à comunicação a partir de um dos maiores patrimônios culturais do país.
Para Amanda Trovó, coordenadora do projeto, “O Observatório atua neste período para ampliar as pesquisas dentro do futebol e compreender o mundo e as atuais condições socioeconômicas do território brasileiro através do futebol – principalmente, através das transmissões e seus agentes transmissores”.
Por @iago.vernek
Artigo completo já disponível no @diplomatiquebrasil
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