InterStruct Collective

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Interdisciplinary arts collective working towards artistic projects of social significance and inclusivity.
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✂️🪡𝘞𝘩𝘦𝘯 𝘪𝘵𝘴 𝘦𝘥𝘨𝘦𝘴 𝘧𝘳𝘢𝘺𝘦𝘥 𝘢𝘯𝘥 𝘪𝘵𝘴 𝘮𝘪𝘥𝘥𝘭𝘦 𝘵𝘩𝘪𝘯𝘯𝘦𝘥, 𝘪𝘵 𝘸𝘢𝘴 𝘤𝘶𝘵 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘦𝘥𝘳𝘦𝘴𝘴𝘦𝘥 de Vijay Patel, reutiliza um sari de chiffon bordado com zari e chama à atenção para a escassez de informações disponíveis sobre as vidas daqueles que desafiaram as referências ocidentais de binarismo de género. Existem inúmeras formas de designar, descrever e compreender a não conformidade de género a partir de perspetivas não ocidentais. Traçar histórias interculturais e criar espaços mais seguros para a descoberta pode ser um convite à conexão com a ancestralidade e desenvolvimento de vínculos de ternura. Vitória, uma mulher negra sequestrada do Reino do Benim, vendida e escravizada no século XVI, viveu em Ponta Delgada, onde afirmou a sua identidade de género feminina. Foi presa em Lisboa em 1556 e levada a julgamento pela Inquisição portuguesa. Só temos conhecimento da existência de Vitória através de documentos dos tribunais da Inquisição. É provável que muitas outras pessoas e redes de solidariedade tenham existido nos Açores ao longo dos séculos, mas permanecem não documentadas. O motivo do punho erguido é inspirado por um cartaz criado por Navjot Altaf que, como membro do Movimento Progressista da Juventude de Esquerda, produziu cartazes serigrafados para serem usados em marchas, ocupações, comícios e encontros de ativistas. Palavras, símbolos e padrões têm o potencial de expandir o pensamento e gerar novas perspetivas. Depois desta exposição, esta faixa será erguida nas marchas do orgulho. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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8 months ago
🌊📖Em 𝘗𝘢𝘴𝘴𝘢𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘔𝘦𝘪𝘰, curta metragem de Neuza Furtado, duas jovens que passeiam pela costa encontram um lenço e um estojo envelhecido pelo tempo contendo uma carta que revela o testemunho de Mandy, uma mulher escravizada que, considerada carga indesejada, é lançada ao mar durante a travessia do Atlântico. No papel, a sua voz ecoa através dos séculos — a carta relata a sua nova realidade como “sobrevivente”, a resignação à sua condição. Mandy questiona os valores das decisões dos seus captores sobre o seu destino, expõe as verdades duras da vida de uma mulher escravizada e as suas preocupações com o não-futuro do seu filho por nascer, validando as crenças da vida após o fim. Cantos de sereia e amor perdido no mundo. Apesar de todas as circunstâncias tem presente a busca da luz. Com uma abordagem poética e visceral, 𝘗𝘢𝘴𝘴𝘢𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘔𝘦𝘪𝘰 resgata uma história silenciada, entrelaçando passado e presente para refletir sobre memórias que não podem ser esquecidas, “Para que as minhas memórias vivam após a minha partida...”. Na escultura 𝘝𝘪𝘥𝘢 𝘍𝘶𝘯𝘥𝘢, a artista traz-nos a materialização do fim/começo de vida de Mandy. A obra retrata o momento de revelação, do alcançar da luz. “A calma do fundo dá-me perspetiva sobre a minha existência, vejo futuro melhor”. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📷 @marianalidl #vagapdl
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9 months ago
🌊📖Em 𝘗𝘢𝘴𝘴𝘢𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘔𝘦𝘪𝘰, curta metragem de Neuza Furtado, duas jovens que passeiam pela costa encontram um lenço e um estojo envelhecido pelo tempo contendo uma carta que revela o testemunho de Mandy, uma mulher escravizada que, considerada carga indesejada, é lançada ao mar durante a travessia do Atlântico. No papel, a sua voz ecoa através dos séculos — a carta relata a sua nova realidade como “sobrevivente”, a resignação à sua condição. Mandy questiona os valores das decisões dos seus captores sobre o seu destino, expõe as verdades duras da vida de uma mulher escravizada e as suas preocupações com o não-futuro do seu filho por nascer, validando as crenças da vida após o fim. Cantos de sereia e amor perdido no mundo. Apesar de todas as circunstâncias tem presente a busca da luz. Com uma abordagem poética e visceral, 𝘗𝘢𝘴𝘴𝘢𝘨𝘦𝘮 𝘥𝘰 𝘔𝘦𝘪𝘰 resgata uma história silenciada, entrelaçando passado e presente para refletir sobre memórias que não podem ser esquecidas, “Para que as minhas memórias vivam após a minha partida...”. Na escultura 𝘝𝘪𝘥𝘢 𝘍𝘶𝘯𝘥𝘢, a artista traz-nos a materialização do fim/começo de vida de Mandy. A obra retrata o momento de revelação, do alcançar da luz. “A calma do fundo dá-me perspetiva sobre a minha existência, vejo futuro melhor”. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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9 months ago
🫚🫚𝘓𝘶𝘤𝘺10 é uma instalação de Natasha Bulha Costa, que procura dar uma interpretação pessoal sobre a complexidade cultural e ecológica da mestiçagem. Combina dados históricos reais, memórias e utopias, numa instalação artística imersiva que entrelaça a botânica e a identidade híbrida, usando raízes reais e elementos vegetais vivos como metáforas da mestiçagem, da adaptação e da resistência. Estas raízes formam assim um espaço corporal e sensorial, um “ninho” onde se evocam questões sobre origem, pertença e invisibilidade. Propõe um paralelismo crítico entre a chamada “beleza exótica” atribuída a plantas e a pessoas mestiças, desconstruindo olhares coloniais e fetichizantes. O público é convidado a interagir com a instalação, gravando mensagens ou nomes nas raízes, contribuindo para transformar uma “natureza morta” num organismo vivo de memórias, afetos e expressão identitária. 𝘈𝘳𝘲𝘶𝘦𝘰𝘭𝘰𝘨𝘪𝘢 𝘥𝘢 𝘔𝘦𝘮ó𝘳𝘪𝘢 é uma coleção de objetos pessoais e peças artísticas trazidas e produzidas pelos participantes de um workshop colaborativo, desenvolvido pelo InterStruct em colaboração com a AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores, e orientado por Natasha Bulha Costa, que contou com a participação de pessoas imigrantes de primeira e segunda geração da Ilha de São Miguel. As sessões tiveram como objetivo a conexão e encontro com a diversidade de pessoas habitantes da ilha, as suas histórias únicas, as suas origens, as suas inquietações e descobrir qual o seu sentimento de pertença em relação a este território. São criadores deste projeto: Alexandra dos Santos, Altina Pontífice, Cirila Fernandes, Cristina Borges, Jannette Benevides, Kateryna Kondratieva e sua filha Rada Kondratieva, Patrícia Monteiro, Sanyo Geraldo e Tatiana Tavares (em colaboração com x027). 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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9 months ago
⛰️📖𝘚𝘰𝘣 𝘰 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘦 𝘥𝘢 𝘮𝘰𝘯𝘵𝘢𝘯𝘩𝘢 é um vídeo-escultura de Miguel F, que, partindo de uma crónica do escritor açoriano Gaspar Frutuoso, instiga o movimento como condição para poder ver e propõem uma reflexão sobre o efeito paralaxe na construção da História e de narrativas políticas dominantes. Em Saudades da Terra, Gaspar Frutuoso conta-nos a história de um homem guineense escravizado pelos portugueses nos primeiros anos do povoamento da ilha de Santa Maria (1439/1444). “Em tempo de verão e sem névoa”, o homem foge para o cume de uma serra no norte da ilha “por algum delito ou falta que fez a seu senhor”. Quando regressou diz ter avistado a norte “uma terra grande”. Na sequência deste episódio e porque anteriormente os portugueses tinham falhado a missão de chegar até à Ilha de São Miguel, é enviada uma nova expedição que desta vez consegue desembarcar na ilha. Este episódio e o homem guineense que o protagoniza é não só tido como inverossímil como historicamente irrelevante por a ilha poder ser facilmente avistada desde Santa Maria com condições meteorológicas favoráveis. Mas aparentemente, não por um homem escravizado durante os primeiros anos do seu povoamento. 𝘚𝘰𝘣 𝘰 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘦 𝘥𝘢 𝘮𝘰𝘯𝘵𝘢𝘯𝘩𝘢, através de uma estrutura lenticular que permite a visualização simultânea de diferentes palavras e imagens a partir de distintos pontos de observação, confronta narrativas antagônicas: a montanha como lugar de refúgio ou de poder; elementos simbólicos de diversos sistemas de opressão e redes de resistência; fragmentos ficcionais de um mapeamento audiovisual feito no território de São Miguel. Quem olha quem? Como olha? De onde olha? 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📷 @marianalidl #vagapdl
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9 months ago
🫚🫚𝘓𝘶𝘤𝘺10 é uma instalação de Natasha Bulha Costa, que procura dar uma interpretação pessoal sobre a complexidade cultural e ecológica da mestiçagem. Combina dados históricos reais, memórias e utopias, numa instalação artística imersiva que entrelaça a botânica e a identidade híbrida, usando raízes reais e elementos vegetais vivos como metáforas da mestiçagem, da adaptação e da resistência. Estas raízes formam assim um espaço corporal e sensorial, um “ninho” onde se evocam questões sobre origem, pertença e invisibilidade. Propõe um paralelismo crítico entre a chamada “beleza exótica” atribuída a plantas e a pessoas mestiças, desconstruindo olhares coloniais e fetichizantes. O público é convidado a interagir com a instalação, gravando mensagens ou nomes nas raízes, contribuindo para transformar uma “natureza morta” num organismo vivo de memórias, afetos e expressão identitária. 𝘈𝘳𝘲𝘶𝘦𝘰𝘭𝘰𝘨𝘪𝘢 𝘥𝘢 𝘔𝘦𝘮ó𝘳𝘪𝘢 é uma coleção de objetos pessoais e peças artísticas trazidas e produzidas pelos participantes de um workshop colaborativo, desenvolvido pelo InterStruct em colaboração com a AIPA – Associação dos Imigrantes nos Açores, e orientado por Natasha Bulha Costa, que contou com a participação de pessoas imigrantes de primeira e segunda geração da Ilha de São Miguel. As sessões tiveram como objetivo a conexão e encontro com a diversidade de pessoas habitantes da ilha, as suas histórias únicas, as suas origens, as suas inquietações e descobrir qual o seu sentimento de pertença em relação a este território. São criadores deste projeto: Alexandra dos Santos, Altina Pontífice, Cirila Fernandes, Cristina Borges, Jannette Benevides, Kateryna Kondratieva e sua filha Rada Kondratieva, Patrícia Monteiro, Sanyo Geraldo e Tatiana Tavares (em colaboração com x027). 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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9 months ago
📖⛰️𝘚𝘰𝘣 𝘰 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘦 𝘥𝘢 𝘮𝘰𝘯𝘵𝘢𝘯𝘩𝘢 é um vídeo-escultura de Miguel F, que, partindo de uma crónica do escritor açoriano Gaspar Frutuoso, instiga o movimento como condição para poder ver e propõem uma reflexão sobre o efeito paralaxe na construção da História e de narrativas políticas dominantes. Em Saudades da Terra, Gaspar Frutuoso conta-nos a história de um homem guineense escravizado pelos portugueses nos primeiros anos do povoamento da ilha de Santa Maria (1439/1444). “Em tempo de verão e sem névoa”, o homem foge para o cume de uma serra no norte da ilha “por algum delito ou falta que fez a seu senhor”. Quando regressou diz ter avistado a norte “uma terra grande”. Na sequência deste episódio e porque anteriormente os portugueses tinham falhado a missão de chegar até à Ilha de São Miguel, é enviada uma nova expedição que desta vez consegue desembarcar na ilha. Este episódio e o homem guineense que o protagoniza é não só tido como inverossímil como historicamente irrelevante por a ilha poder ser facilmente avistada desde Santa Maria com condições meteorológicas favoráveis. Mas aparentemente, não por um homem escravizado durante os primeiros anos do seu povoamento. 𝘚𝘰𝘣 𝘰 𝘭𝘪𝘷𝘳𝘰 𝘦𝘴𝘵𝘢́ 𝘰 𝘤𝘶𝘮𝘦 𝘥𝘢 𝘮𝘰𝘯𝘵𝘢𝘯𝘩𝘢, através de uma estrutura lenticular que permite a visualização simultânea de diferentes palavras e imagens a partir de distintos pontos de observação, a obra confronta narrativas antagônicas: a montanha como lugar de refúgio ou de poder; elementos simbólicos de diversos sistemas de opressão e redes de resistência; fragmentos ficcionais de um mapeamento audiovisual feito no território de São Miguel. Quem olha quem? Como olha? De onde olha? 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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9 months ago
🧶🌊⛰️ 𝘌𝘯𝘵𝘢𝘯𝘨𝘭𝘦𝘥 𝘌𝘤𝘩𝘰𝘦𝘴 𝘰𝘧 𝘢 𝘊𝘰𝘭𝘰𝘯𝘪𝘢𝘭 𝘗𝘢𝘴𝘵, de Desirée Desmarattes, é uma colagem têxtil que tem como ponto de partida fotografias tiradas no contexto da expedição militar colonial de João Maria de Aguiar em Angola, atualmente conservadas na Biblioteca e Arquivo Municipal de Ponta Delgada; e por um trono entalhado à mão do povo Chokwe, da mesma região e período, atualmente guardado no Museu Carlos Machado. Embora estes objetos sejam diferentes no seu formato/função e estejam separados pelos seus enquadramentos institucionais, são ambos testemunhos de um passado colonial partilhado. O seu silêncio reflete a violência estrutural presente nos processos de arquivamento, posse e exposição que continuam a moldar a memória e a representatividade. A peça encompassa duas dimensões : a da colagem fotográfica, que justapõe as imagens de arquivo e imagens de paisagens captadas durante a residência artística de Desirée em São Miguel; e do bordado, que emerge como um ato lento e tátil de lembrança, religando os fios perdidos como um gesto de reparação. O trabalho explora os emaranhados coloniais por meio de objetos esquecidos e narrativas submersas. Refletindo sobre a hipótese de que as ilhas dos Açores poderão ser os cumes da cidade submersa de Atlântida, essas narrativas entrelaçadas reaparecem numa Atlântida fictícia especulativa, reimaginada através da perspetiva do Atlântico Negro. No entanto, a sua peça não chegou a entrar na exposição. “Algures entre Berlim e os Açores, a encomenda enviada perdeu-se. Mais uma coisa perdida no Atlântico. Talvez a sua ausência não seja uma coincidência, mas sim um lembrete de que as coisas que não conseguimos localizar são muitas vezes as que mais precisamos de recordar.” 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective 📹@caodefilaprod #vagapdl
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9 months ago
Repost from @vagapdl • 🪞🌊💫 𝘕𝘢𝘮𝘦𝘴 𝘞𝘪𝘵𝘩𝘰𝘶𝘵 𝘙𝘦𝘴𝘵 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘑𝘰𝘶𝘳𝘯𝘦𝘺 𝘏𝘰𝘮𝘦...? de Claire Sivier @csivs é uma curta-metragem e instalação que imagina a história não contada de uma entre as muitas mulheres escravizadas que morreram nos Açores durante o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas : sem nome, mas presentes. O espírito de uma mulher negra ocupa o Capote e Capelo, tradicionalmente usado por mulheres em todo o arquipélago e passado de geração em geração. A partir de registos de óbito e batismo da Ilha Terceira, entre 1583 e 1696— contendo apenas nomes, datas e o género presumido —, a obra reflete sobre a profunda ausência de informações pessoais e espirituais dessas pessoas, procurando tornar visível aquilo que a história em grande medida apagou. Como pesquisadora social, e após a recente perda de sua avó, cristã devota, na Jamaica, Sivier reflete sobre as fronteiras difusas entre os rituais de morte cristãos e as tradições espirituais africanas sobreviventes, ambas profundamente ligadas pelos legados do colonialismo. Inspirada em 𝘋𝘢𝘵𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘳𝘢𝘪𝘵𝘴: 𝘝𝘪𝘴𝘶𝘢𝘭𝘪𝘻𝘪𝘯𝘨 𝘉𝘭𝘢𝘤𝘬 𝘈𝘮𝘦𝘳𝘪𝘤𝘢, de W.E.B. Du Bois, a artista explora como os dados podem ser transformados em atos visuais de memória. Um espelho entalhado tenta tornar essas vidas visíveis, revelando o número de mulheres negras que foram registadas como baptizadas (695)e falecidas (59). E imagina uma das muitas possíveis jornadas que essas mulheres seguem no pós-vida. Tomando como referência os rituais fúnebres jamaicanos conhecidos como 𝘕𝘪𝘯𝘦 𝘕𝘪𝘨𝘩𝘵, a obra honra a perda, a memória e a auto-determinação, levantando questões sobre lembrança, presença e retorno. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective #vagapdl
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9 months ago
🪞🌊💫 𝘕𝘢𝘮𝘦𝘴 𝘞𝘪𝘵𝘩𝘰𝘶𝘵 𝘙𝘦𝘴𝘵 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘑𝘰𝘶𝘳𝘯𝘦𝘺 𝘏𝘰𝘮𝘦...? de Claire Sivier @csivs é uma curta-metragem e instalação que imagina a história não contada de uma entre as muitas mulheres escravizadas que morreram nos Açores durante o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas : sem nome, mas presentes. O espírito de uma mulher negra ocupa o Capote e Capelo, tradicionalmente usado por mulheres em todo o arquipélago e passado de geração em geração. A partir de registos de óbito e batismo da Ilha Terceira, entre 1583 e 1696— contendo apenas nomes, datas e o género presumido —, a obra reflete sobre a profunda ausência de informações pessoais e espirituais dessas pessoas, procurando tornar visível aquilo que a história em grande medida apagou. Como pesquisadora social, e após a recente perda de sua avó, cristã devota, na Jamaica, Sivier reflete sobre as fronteiras difusas entre os rituais de morte cristãos e as tradições espirituais africanas sobreviventes, ambas profundamente ligadas pelos legados do colonialismo. Inspirada em 𝘋𝘢𝘵𝘢 𝘗𝘰𝘳𝘵𝘳𝘢𝘪𝘵𝘴: 𝘝𝘪𝘴𝘶𝘢𝘭𝘪𝘻𝘪𝘯𝘨 𝘉𝘭𝘢𝘤𝘬 𝘈𝘮𝘦𝘳𝘪𝘤𝘢, de W.E.B. Du Bois, a artista explora como os dados podem ser transformados em atos visuais de memória. Um espelho entalhado tenta tornar essas vidas visíveis, revelando o número de mulheres negras que foram registadas como baptizadas (695)e falecidas (59). E imagina uma das muitas possíveis jornadas que essas mulheres seguem no pós-vida. Inspirando-se nos rituais fúnebres jamaicanos, conhecidos como 𝘕𝘪𝘯𝘦 𝘕𝘪𝘨𝘩𝘵, a obra honra a perda, a memória e a auto-determinação, levantando questões sobre lembrança, presença e retorno. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective #vagapdl
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10 months ago
🪸🌊🫂 Em 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑, o @interstruct.collective envolve-se criticamente com narrativas históricas dominantes, focando-se nos silêncios e ausências existentes entre elas. Através da ficção especulativa, memória partilhada e conhecimento incorporado, o coletivo reimagina o que está em falta — convidando o público a considerar novas formas de ver e imaginar novas possibilidades de futuro. A exposição explora histórias coloniais ligadas aos Açores e é moldada pelas experiências dos artistas durante uma residência na ilha de São Miguel, mergulhando em lacunas arquivísticas e institucionais, legados silenciados e na política da memória. 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑 até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h entrada livre curadoria @interstruct.collective Artistas: Desirée Desmarattes, Claire Sivier, Miguel F, Natasha Bulha Costa, Neuza Furtado e Vijay Patel #vagapdl
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10 months ago
🪸🌊🫂 Em 𝑅𝑒𝑖𝑚𝑎𝑔𝑖𝑛𝑖𝑛𝑔 𝑡ℎ𝑒 𝑈𝑛𝑡𝑜𝑙𝑑, o @interstruct.collective envolve-se criticamente com narrativas históricas dominantes, focando-se nos silêncios e ausências existentes entre elas. Através da ficção especulativa, memória partilhada e conhecimento incorporado, o coletivo reimagina o que está em falta — convidando o público a considerar novas formas de ver e imaginar novas possibilidades de futuro. 📣 𝑉𝑖𝑠𝑖𝑡𝑎 𝑔𝑢𝑖𝑎𝑑𝑎 𝑎̀ 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑠𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜: 03 𝑗𝑢𝑙, 18ℎ com @dezoschkeeposch — gratuito com inscrição: [email protected] até 30 𝑎𝑔𝑜 @vagapdl qui—sáb, 12h—18h — entrada livre 📸 @marianalidl
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10 months ago