Esse foi um carnaval de muito trabalho pra mim e definitivamente colhi lindos frutos da minha relação de amor com a fantasia.
Quando
@bel.nobrega me convidou pra ministrar uma oficina de customização de biquínis
@use.pano para tantas mulheres incríveis, talentosas e criativas, confesso que tremi na base um pouquinho.
A verdade é que o carnaval e a fantasia me ensinam muito sobre moda como sentimento, no lugar mais puro do desejo. Falei um pouco disso pras meninas antes da oficina começar, e queria também contar por aqui.
Acho que de alguma forma, diariamente, usamos a moda pra fantasiar. Pra gente poder ser o personagem do dia - aquele que mostra de maneira polida tudo de mais íntimo por trás dos nossos desejos.
Quando podemos DE FATO fantasiar, sair na rua vestindo o que a gente bem quiser, sem julgamento ou pudor, deixar a imaginação escolher e ser quem sabe até o bobo da corte ou nossa cantora favorita - pra mim isso é o supra-sumo do vestir, da arte de usar moda como expressão criativa.
Minhas primeiras empreitadas foram com marcas de acessórios de carnaval, faz uns 10 anos. Nelas, desenvolvia artesanalmente alguns adornos, sempre peças únicas e exclusivas. Entendi muito cedo que fantasia é uma coisa beeem íntima, por isso nunca gostei muito de “tendências pra esse carnaval.”
Empreender com uma marca de vestuário muitas vezes me exigiu burocracias e assuntos sérios, e vira e mexe tirou de mim a brincadeira e a diversão que a fantasia me trás ao falar de roupa. A falta de obrigação com a perfeição, o poder rasgar pelo bloco, e o total desapego de tendências efêmeras que o fantasiar carrega, pra uma sagitariana que odeia regras como eu, é gostoso demais.
A verdade é que desde que fechei a Nuska tenho redescoberto quem sou e pra onde vou. Caminho com a certeza de que quero que a vida tenha mais gosto de carnaval o ano todo, que a imaginação e a criatividade me permitam ir pra onde eu quiser, e que trabalho também seja essa gostosa brincadeira. É tudo sobre amor.