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Educadoras de todo o Brasil, esse manual é pra vocês! 🎨📚
O Manual de Apoio da NAMI já está disponível para download gratuito! Link na Bio! Pensado para educadoras e educadores que queiram usar o grafite como forma de dialogar com os jovens sobre a prevenção da violência doméstica e os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha.
O Manual de Apoio da NAMI é:
💥 Gratuito – qualquer pessoa interessada em realizar a oficina pode acessar. 🧩 Prático e com linguagem direta e acessível. 🎨 Criado com base na experiência da NAMI, que há mais de 10 anos realiza oficinas em escolas e comunidades.
👉 Ajude a espalhar essa ideia! Compartilhe o manual e marque quem pode usar essa ferramenta na sua escola ou comunidade!
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O conhecimento de anos utilizando o graffiti como ferramenta de educação de Kia e da Rede NAMI está compartilhado nesse manual de apoio lançado esta semana. Baixe pelo link na bio.
Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher
Criado pela Organização das Nações Unidas em 1999, o dia 25 de novembro homenageia Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que perderam a vida em 1960 por se oporem à ditadura da República Dominicana. O caso ocorreu porque as irmãs lutavam por melhores condições de vida para as mulheres do país.
O objetivo deste marco é ampliar a compreensão pública sobre as diversas formas de violência: física, psicológica, sexual e moral, e reforçar a necessidade de práticas de prevenção. A data também faz parte da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.
Usando arte e educação, a Rede NAMI continua desenvolvendo metodologias e ações que estimulam conversas sobre esse tema em escolas e outros territórios, fazendo esse debate chegar a mais pessoas.
→ A eliminação da violência começa com informação, acolhimento e trabalho coletivo.
📸 Escola Municipal Maranhão
📸 Escola Boa União Ensino Jovem
📸 E.M. José Marques Castanheira
O mural “Toda mulher é linda” de 2017 é um dos mais reconhecidos da grafiteira Kia, e tornou-se símbolo de valorização da mulher e da diversidade.
A obra, que já foi apagada, ocupava toda a extensão de um muro na rua do Catete no Rio de Janeiro. Com tons quentes como laranja, amarelo e vermelho, evocavam energia e vitalidade. Duas figuras femininas de rostos intensos e cabelos entrelaçados se fundem a grandes flores, sob a frase em branco: “TODA MULHER É LINDA.”
O mural celebra a pluralidade das mulheres e desafia padrões de beleza impostos pela sociedade. Ao afirmar que toda mulher é linda, desloca o olhar do julgamento estético para a valorização da existência e da dignidade da mulher — em todos os tons de pele, corpos, idades e histórias.
As flores, que brotam entre os rostos, simbolizam crescimento e multiplicidade. As cores contrastantes reforçam potência e paixão, e as figuras, com feições fortes e expressivas, rompem com o padrão eurocêntrico de beleza, reafirmando a identidade de mulheres reais e diversas.
O uso do espaço público como suporte é, em si, um gesto político. A frase direta transforma o muro — antes símbolo de separação — em lugar de encontro, acolhimento e reflexão sobre a equidade de gênero.
Alinhado ao ODS 5 da ONU, o mural reafirma que a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são essenciais para a sustentabilidade e a justiça social. Ao reconhecer cada mulher como plena e múltipla, propõe um futuro em que diversidade e autonomia sejam forças de transformação.
✨ Reconhecer a beleza das mulheres é afirmar novas formas de existir e reinventar o futuro do planeta. 🌍💪🏾
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📰 Anarkia Boladona estreia exposição com grafites — O Globo, 2015
Conhecida por levar a arte urbana para o centro dos debates feministas, Panmela Castro, então sob o nome artístico Anarkia Boladona, apresentou sua exposição “Eva” na Galeria Scenarium, no Rio de Janeiro. A mostra reuniu 14 obras em spray sobre tela, vídeos, fotos e instalações que giram em torno da figura simbólica de Eva — a primeira mulher da história bíblica — ressignificada como ícone de resistência e autonomia feminina.
Panmela explica que a maçã, presente em suas obras, tornou-se sua marca registrada e um símbolo de reflexão sobre os mitos e tabus que cercam o feminino. A artista conta que começou a usar a imagem após um episódio de violência e intolerância: ao pintar uma “Eva” na Lapa, teve seu grafite apagado e recebeu ameaças de morte. Em resposta, escreveu sobre a obra a frase “Ninguém respeita as mulheres nesse país! Bando de machistas!”, que viralizou na época e se tornou um manifesto visual contra o machismo e a censura às mulheres nas ruas.
A artista reflete que sua luta não é apenas estética, mas também política e social — uma tentativa de romper com o estigma histórico da mulher pecadora e submissa, transformando Eva em símbolo de empoderamento e liberdade.
“Hoje estamos superando estigmas e reconstruindo o feminino. Mas, na percepção geral, a mulher ainda não é igual culturalmente”, afirma Panmela.
A exposição “Eva” marcou um ponto de virada na trajetória da artista, consolidando seu papel como uma das pioneiras do graffiti feminista no Brasil e inspirando o nascimento do projeto Graffiti Pelas Mulheres, que hoje segue fortalecendo vozes femininas através da arte.
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A relação entre a obra de graffiti de Kia e a obra de Frida Kahlo se estabelece a partir de uma prática artística profundamente enraizada na autobiografia e na luta política por meio da estética, uma vez que ambas utilizaram seus próprios corpos e experiências como territórios de enunciação e resistência.
Frida Kahlo, através da pintura, construiu uma poética que articula dor, identidade, pertencimento e afirmação de sua existência enquanto mulher, mestiça e deficiente física. Sua obra transborda a intimidade, mas opera politicamente inserindo questões pessoais como espelhos das opressões estruturais.
Kia, por sua vez, se apropria da rua, um espaço tradicionalmente masculino, para inscrever sua subjetividade e disputar narrativas no espaço público. Seu graffiti é um gesto de ruptura com a lógica sexista do graffiti e do próprio sistema das artes. Assim como Frida faz de seu corpo suporte para narrativas de dor, desejo e resistência, Kia faz da cidade uma extensão de seu corpo e de sua voz, construindo uma estética confessional, afetiva e insurgente.
As duas tensionam a separação entre público e privado, transformando suas histórias em ato político. Se Frida inscreve sua biografia na tela, Kia inscreve a sua na parede e deslocam o íntimo para o campo coletivo, ativando o olhar do outro como parte constitutiva da obra.
Tanto Frida quanto Kia elaboram uma prática onde arte, vida e militância se tornam indissociáveis, desafiando os sistemas de opressão e subvertendo os dispositivos normativos de gênero, corpo e poder no campo da arte
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#TBT Em março de 2012, Kia foi destaque na lista das “150 Mulheres que Abalaram o Mundo”, publicada pela revista americana Newsweek. Reconhecida ao lado de personalidades como Dilma Rousseff, Michelle Bachelet e Oprah Winfrey, Kia foi celebrada por seu trabalho social e artístico nas favelas cariocas, promovendo os direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero. Este reconhecimento internacional ressalta o impacto transformador de sua arte e ativismo, colocando a mulher brasileira no centro de revoluções sociais e culturais globais. 💪 #PanmelaCastro #ArteAtivismo #Newsweek #kiapelasmulheres
Kia ilustra com suas gêmeas siamesas a coletânea Sutilezas do patriarcado, organizada pela escritora Mirna Brasil Portella, traz 26 mulheres brasileiras escrevendo histórias que atravessam todas as mulheres do mundo. Histórias sobre abusos contra mulheres naturalizados no dia a dia. Na coletânea, as leitoras e os leitores não encontrarão a violência estampada nas manchetes dos jornais. Nela, as escritoras falam dos pequenos assassinatos, dos abusos “sutis” sofridos, cotidianamente, nas esferas psicológica, moral, obstétrica, laboral, patrimonial, jurídica, que, de modo sorrateiro, perfazem a engrenagem do patriarcado. Com autoras de diferentes regiões do Brasil e lugares sociais distintos, de 18 a 72 anos. Sutilezas do patriarcado quer falar para o maior número de mulheres — e homens — possível.
“𝗞𝗶𝗮”, diminutivo de “Anarkia Boladona” é o apelido de graffiti da artista @panmelacastro - Rainha do Graffiti Brasileiro, vanguarda do uso do graffiti para a promoção dos direitos das mulheres. Sejam bem vindos a este perfil, administrado pela equipe do Ateliê da artista e pela @redenami ‼️#panmelacastro