uma retrospectiva da minha cozinha experimental durante minha residência na
@casero_residencia
aqui, tive a sorte de encontrar a umidade da Mata Atlântica, no Parque Nacional de Itatiaia, parte do estado do Rio de Janeiro. um biótopo preservado, onde a vida é um caldeirão biológico e ecossistêmico. uma superfície densa onde a "trepadeira" e a "bromélia" se misturam até encontrarem a luz. um labirinto que nunca dorme, da noite à manhã, onde os sons de várias espécies se encontram, como uma composição que nos ensina a virtude da discrição. um clima e uma canção de ninar que oferecem os melhores cochilos (como
@lu_rabinovich me indicou), onde a exploração dos sonhos é inevitável. um playground às vezes perigoso, onde é preciso bater os sapatos todas as manhãs para poder calçá-los sem surpresas desagradáveis... (
@adrianaamaralartistavisual visual usa até caneleiras antiofídicas!).
então, obviamente, nesse ambiente agitado, a questão da coabitação se torna óbvia. aqui, é a natureza que controla nossos corpos e nossas ações, e não o contrário. dessa forma, com a argila que coletei com
@debora_mazloum na beira da estrada e o acúmulo de nossos resíduos orgânicos durante a residência coletiva, pensei em criar um espaço no qual nossa presença nessa floresta retornasse à terra.
obrigado a
@kalicinski.olivia pela imensa energia e pela qualidade das imagens.
obrigado a
@renatalaguardiaxavier pela comunicação e tradução das trocas, às vezes complicadas...
obrigado a
@shneumayr pela doçura e pelo gosto pelas pequenas coisas.
obrigado a
@kallmomila pela aventuraaaa e pela bobagem de nossas trocas.
obrigada
@almendralila pelo sorriso constante e pelas manhãs de iogas.
obrigada
@patstagi pela acolhida, pelo compartilhamento de conhecimento e pela confiança (você vive em um dos refúgios do mundo).
saudades... ⛈️🎋