. 🅴🆂🆀🆄🅸🅽🅰 🅳🅾 🅼🆄🅽🅳🅾.
🅴🆂🆀🆄🅸🅽🅰 🅳🅾 🅹🅰🆉🆉.
O Dia Mundial da Poesia corria pelo mundo,
e este Chiado de Poetas,
pulsava vibrante de memórias.
De repente, um homem jovem,
um trompete e uma pauta poética,
improvisada de notas quentes, harmoniosas.
De olhos fechados,
como quem se resguarda da luz que já não serve,
ele soprava um metal que conta histórias antigas.
O Chiado, com a sua pressa de ser visto, parava ali. Notas suaves e roucas,
o murmúrio da multidão alheada,
e a melancolia da tarde a ir embora.
O jazz, na sua improvisação,
era como a vida em Lisboa:
incerta, mas cheia de beleza.
O artista, imerso na sua arte
- ele sim, parecia alheio a tudo em volta,
perdido num mundo de sons e emoções,
como se surfasse numa onda de um mar,
feito pauta, tal o seu virtuosismo e improviso.
A vida parou nos instantes do silêncio
de quem ficou na sua música.
Era como se o metal tocado pelos seus dedos, fundisse em nós, feitos também de metal
e de silêncio, na espera que ele abrisse os olhos
e nos dissesse que, afinal, por um instante,
o Chiado tornava-se mais do que uma rua.
Era um palco de sonhos e nostalgias poéticas.
Um Chiado, Esquina do Mundo, Esquina do Jazz.
(Uma Esquina de Jazz, um Passeio de Encontros.)
Obrigado
@funkaclau e
@harmony._dreams pelo momento numa noite amena.