Do interesse pela compressão sonora como método escultórico, ao conceitualismo radical dos anos 60, passando pelo gesto ritualístico de enterrar um case na entrada da galeria, Juliana Frontin (1990, Rio de Janeiro) desdobra o pensamento por trás de uma obra que opera no limiar entre presença e ausência, ruído e pausa, transe e vigília.
Frontin atravessa som, pintura, escultura, performance e vídeo a partir de um eixo central: a tentativa de dar forma ao imaterial, de conter e esculturizar o som no espaço e no tempo. Em ocasião de ‘Trance Continuum’, sua primeira individual na Yehudi Hollander Pappi, realizamos um mergulho na sua obra
A entrevista completa está disponível no nosso site, através do link na bio.
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From an interest in sound compression as a sculptural method to the radical conceptualism of the 1960s, and the ritual gesture of burying a case at the gallery’s entrance, Juliana Frontin (1990, Rio de Janeiro) unfolds a body of thought that operates on the threshold between presence and absence, noise and pause, trance and wakefulness.
Working across sound, painting, sculpture, performance, and video, Frontin is guided by a central axis: the attempt to give form to the immaterial, to contain and sculpt sound in space and time. On the occasion of ‘Trance Continuum’, her first solo exhibition at Yehudi Hollander Pappi, we take a deeper look into her practice.
The full interview is available on our website via the link in bio.
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1
‘CONTRA-VOLUME’, 2026
Caixa de luz, led e cera
38 x 46 x 10 cm
3
‘ENDGAME’, 2026
Case de transporte e livro
129 x 140 cm
5
‘TRANCE CONTINUUM’, 2026
7
‘THEIR VIOLENCE IS THEIR VULNERABILITY’, 2026
Resina PU sobre tela
30 x 35 cm
8
‘THIS IS RITUAL SPACE #1’, 2026
Still de vídeo MINI DV sobre hahnemuhle photo rag satin
hoje saiu a matéria sobre TRANCE CONTINUUM na @folhailustrada , com texto maravilhoso escrito pelo @perassolo . obrigada pela leitura sensível da exposição!
em cartaz até 30 de abril na Yehudi Hollander Pappi 🤍 #yehudihollanderpappi
[PT/ENG] Juliana Frontin investiga o som para além da escuta, tratando-o como forma, matéria e presença no espaço. Na ABERTO5, apresenta Sem título e Contra-volume (2026), em resina (poliuretano) sobre sarja, desenvolvidos a partir de um material líquido que se solidifica em camadas sucessivas, cristalizando volumes e registrando o tempo na superfície.
Nessas obras, o som não aparece como emissão, mas como latência. A resina projeta um contra-volume — um negativo do espaço onde o vazio ganha espessura — aproximando som e matéria a partir de parâmetros como duração, ritmo e intensidade.
Fragmentos de texto atravessam as superfícies, deslocados de seus contextos originais. Em uma das obras, “at least good enough” surge quase imperceptível — visível apenas sob certos ângulos — tensionando o que se revela e o que escapa ao olhar. As superfícies brancas e reflexivas operam como pausas, reorientando a percepção.
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Juliana Frontin investigates sound beyond listening, treating it as form, matter, and presence in space. At ABERTO5, she presents Untitled and Counter-volume (2026), in resin (polyurethane) on twill, developed from a liquid material that solidifies in successive layers, crystallizing volumes and recording time on the surface.
In these works, sound appears not as emission but as latency. The resin projects a counter-volume — a negative of space where emptiness gains thickness — bringing sound and matter into proximity through parameters such as duration, rhythm, and intensity.
Fragments of text cut across the surfaces, displaced from their original contexts. In one work, “at least good enough” appears almost imperceptibly — visible only from certain angles — creating tension between what is shown and what escapes the gaze. The white, reflective surfaces operate as pauses, reframing perception.
hoje abre minha primeira individual, TRANCE CONTINUUM, na Yehudi Hollander Pappi.
obrigada a todos que me ajudam e apoiam sempre, amo vocês!
vejo vocês mais tarde 🟦◻️⬜️
18h às 21h
Alameda Lorena, 1295
@frontinn__ chega para conduzir a nossa pista a um estado de intensa imersão.
DJ e artista visual, traz consigo uma profunda pesquisa sonora que atravessa atmosferas hipnóticas, texturas obscuras e progressões lentas que conduzem a pista a um estado de presença inigualável.
Integrante do coletivo ODD, ela já passou por festivais como Lente Kabinet, Dekmantel, DGTL, Não Existe e Gop Tun Festival.
Esse sábado ela faz sua estreia na Casa Torta e nós não poderíamos estar mais animados para recebe-la. Não tinha maneira melhor de encerrarmos nosso ano.
Se você ainda não garantiu seu ingresso, ta ficando pra trás.
Link na bio 🏠
Foto por @ivimaigabugrimenko
Arte por @afonsocaampos
O 14º Leilão Anual do Pivô está chegando!
O Leilão acontece entre os dias 29 de novembro e 9 de dezembro de 2025 e o pregão online será no dia 6 de dezembro. Eu e mais de 170 artistas participamos deste movimento, apoiando o Pivô e contribuindo para a manutenção do projeto.
Todas as obras e informações sobre os artistas participantes desta edição já estão no site �leilaoanualpivo.org.br
Mais novidades e detalhes no perfil @pivoartepesquisa
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sem título, 2025
resina PU sobre tela
10 x 14 cm
#TakeoverKura @frontinn__ |
“Not another word as long as I drew breath, nothing to break the silence of this place.”
-Samuel Beckett, Happy Days
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Juliana Frontin
‘Hardcase hardcore’, 2025
38 x 97 x 18 cm
Case de transporte, livro e serigrafia
Registros de montagem
Supernova 1572
Yehudi Hollander-Pappi
#TakeoverKura @frontinn__ | A partir de elementos como cera, resina e embalagens de mídias sonoras, esses trabalhos exploram as variações sutis dos tons de branco. A alteração gradual das cores congela ou comprime uma dimensão temporal, investigando a possibilidade de dar forma à imaterialidade do som e do tempo.
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Using elements such as wax, resin, and sound media packaging, these works explore subtle variations of white tones. The gradual shift in color freezes or compresses a temporal dimension, investigating the possibility of giving form to the immateriality of sound and time.
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Fig.1 e 2
Assumptions, 2025
10 x 14 x 4 cm
cera de parafina
Fig.3
volume e repetição, 2023
7 x 11 x 7 cm
embalagens de fitas vazias empilhadas
Fig.4
contra-volume, 2025
40.5 x 46 x 2.5 cm
resina sobre linho
Fig.5
cmw-104, 2025
26.5 x 27 cm
flexidisc, resina e acrílico
Fig.6
white noise, 2023
10 x 14 cm
resina de poliuretano e decalque sobre embalagem de fita
Fig.7
a morte que nos interessa, 2023
Resina de poliuretano e letraset sobre linho
10 x 14 cm
#TakeoverKura @frontinn__
Juliana Frontin (1990, Rio de Janeiro) explora o som em suas diversas dimensões e extensões no tempo/espaço. Seus trabalhos tratam da contenção do som e, ao mesmo tempo, dos seus transbordamentos, do volume no espaço e sua materialidade e possibilidades escultóricas e visuais. Suas especulações sobre a repetição, o espaço negativo e a forma sonora se desdobram em esculturas, instalações e apresentações sonoras.
Sua prática investiga como o som não apenas ocupa o espaço, mas o define e transforma. Ao olhar para o som como algo aprisionável no tempo-espaço, Frontin desafia a noção de efemeridade sonora, criando experiências que envolvem corpo, arquitetura e silêncio.
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Juliana Frontin (1990, Rio de Janeiro) explores sound in its various dimensions and extensions in time/space. Her works deal with the containment of sound and, at the same time, its overflow, its volume in space and its materiality and sculptural and visual possibilities. Her speculations on repetition, negative space, and sound form unfold in sculptures, installations, and sound presentations.
Her practice investigates how sound not only occupies space, but defines and transforms it. By looking at sound as something that can be imprisoned in time-space, Frontin challenges the notion of sonic ephemerality, creating experiences that involve the body, architecture, and silence.
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Ft [ph] Marcelo Mudou
Hoje, sexta-feira 01.07
Belisa b2b Frontinn no mamãe bar
All night long 🌚
um set que atravessa proto-house, electro, deep house, acid, new beat e indie dance
e nas luzes @mau_schramm ✨
A partir das 22h, vamos!