Como foi divertido traduzir esse livro! O que não significa que foi fácil. Nunca é.
Um universo que eu amo, das crianças — o livro foi pensado para ser lido dos 7 aos 120, como diz o autor numa notinha ao final —, e ainda cheio de piadas, trocadilhos, expressões. A maioria teve que ser recriada, pra fazer sentido na nossa língua. Ao longo do processo eu só pensava: esse livro rende uma oficina inteira de tradução!
Eu já tinha traduzido outros livros do Joël Dicker para a
@intrinseca , então, quando recebi esse, estava esperando que de certa forma seguisse o estilo dos anteriores. Mas me surpreendi totalmente e foi bonito testemunhar um autor se reinventando e se saindo tão bem nessa reinvenção.
Deixo aqui um trecho dessa nota final em que ele conta um pouco suas motivações para escrever essa história:
“O que mais me comove nos comentários que recebo dos leitores é saber das leituras em conjunto, compartilhadas em família, entre amigos ou em clubes de leitura. [Tentei escrever] um livro que despertasse a vontade de ler e de fazer os outros lerem, sem distinção. E que fizesse a gente se reencontrar.”
Também acredito nesses superpoderes dos livros.
Hoje comecei a ler ele aqui em casa com meus filhos, que depois vão precisar dar uma avaliada rigorosa na tradução ☺️
Obrigada à
@erosamode , editora cuidadosa e atenta. À
@ilana_gold , que fez a preparação também com muito respeito e ótimas ponderações. E à Marie-Océane e Maria Marques, que estão sempre disponíveis pra aturar meus impasses e dúvidas (
@agringanobrasil e
@entrelinhas_fr.br )
Por fim, nada melhor que ter um namorado que sabe muito francês e de quebra é um ótimo piadista.
@maustal fez parte desses bastidores!