Debora Fleck

@fleck_debora

Tradutora e revisora em relacionamento sério com os livros | sócia da @apretexto
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Em “Por Britney”, autora usa personagens como exemplares do que acontece com mulheres em uma sociedade controladora. 🔗 Leia um trecho do livro no link na bio da @quatrocincoum 📖 “Por Britney”. Louise Chennevière (@louisechenneviere ). Trad. Debora Fleck (@fleck_debora ). Editora Ercolano (@ercolanoeditora ) 📷 Drew de F Fawkes/Reprodução; Teddy Attia/Divulgação
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1 month ago
Um livro breve, mas que revira a gente e produz um barulho que é difícil de calar. Tamanho definitivamente não é documento. Um jorro, uma catarse, um emaranhado de histórias pessoais da @louisechenneviere , com a vida da Britney e da Nelly Arcan (autora quase desconhecida por aqui). Tudo tão bem articulado, que a gente vai lendo e quase sufocando. Um uso inteligente da forma a serviço do que se quer contar. É pela Britney e para a Britney, poor Britney. A desordem aparente e a pontuação caótica e heterodoxa também dizem coisas. Uma tradução difícil, justamente por todas essas dimensões. Mas como é bom ver o livro pronto e lindo! Minha primeira tradução pra @ercolanoeditora , essa editora incrível que de fato valoriza e respeita o trabalho de quem traduz. Além do nome na capa, vi outros três créditos a mim. Isso também diz coisas. Obrigada, @mariana_delfini , pelo convite e pela coordenação gentil e certeira. Obrigada, @eloahpina , pela edição cuidadosa e respeitosa. Que bom quando o trabalho coletivo é realmente coletivo. Viva o @regis.mikail e o @robborges_ , que em pouco tempo já criaram uma editora com um catálogo tão espetacular e fora do óbvio 👊🏾 Torço pra que esse livro seja muito lido e debatido, também pelos homens, fazendo favor.
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1 month ago
Sucesso aqui na hora de dormir, porque dá pra ler um, dois, quantos poemas couberem antes dos olhos dizerem que chega. Reabrimos amanhã. Aí vira um jogo: cada um pode escolher uma letra, porque assim está organizado o sumário — ótima sacada. A letra escolhida traz algumas opções de poemas, e a possibilidade de mais uma escolha. Li em algum lugar que esse momento da leitura conjunta não devia acabar nunca. A gente acha que a criança que já lê sozinha não teria por que “precisar” disso. E claro que precisar não precisa, mas por aqui tem nos feito muito bem. Recomendo! Na escola, esse poema “Mil coisas” dava pra substituir um semestre inteiro de português burocrático.
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1 month ago
Como foi divertido traduzir esse livro! O que não significa que foi fácil. Nunca é. Um universo que eu amo, das crianças — o livro foi pensado para ser lido dos 7 aos 120, como diz o autor numa notinha ao final —, e ainda cheio de piadas, trocadilhos, expressões. A maioria teve que ser recriada, pra fazer sentido na nossa língua. Ao longo do processo eu só pensava: esse livro rende uma oficina inteira de tradução! Eu já tinha traduzido outros livros do Joël Dicker para a @intrinseca , então, quando recebi esse, estava esperando que de certa forma seguisse o estilo dos anteriores. Mas me surpreendi totalmente e foi bonito testemunhar um autor se reinventando e se saindo tão bem nessa reinvenção. Deixo aqui um trecho dessa nota final em que ele conta um pouco suas motivações para escrever essa história: “O que mais me comove nos comentários que recebo dos leitores é saber das leituras em conjunto, compartilhadas em família, entre amigos ou em clubes de leitura. [Tentei escrever] um livro que despertasse a vontade de ler e de fazer os outros lerem, sem distinção. E que fizesse a gente se reencontrar.” Também acredito nesses superpoderes dos livros. Hoje comecei a ler ele aqui em casa com meus filhos, que depois vão precisar dar uma avaliada rigorosa na tradução ☺️ Obrigada à @erosamode , editora cuidadosa e atenta. À @ilana_gold , que fez a preparação também com muito respeito e ótimas ponderações. E à Marie-Océane e Maria Marques, que estão sempre disponíveis pra aturar meus impasses e dúvidas (@agringanobrasil e @entrelinhas_fr.br ) Por fim, nada melhor que ter um namorado que sabe muito francês e de quebra é um ótimo piadista. @maustal fez parte desses bastidores!
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3 months ago
—————— “Seu erro, vejam só, foi ter amado demais os livros.” Essa é a segunda adaptação pra HQ que traduzo dos irmãos Paul e Gaëtan Brizzi, para a Nova Fronteira. Além de eu adorar traduzir histórias em quadrinhos, essa ainda teve o mérito de me fazer consultar várias traduções do Dom Quixote, em especial a que saiu pela Antofágica, na tradução deliciosa da @silvia_massiminifelix e da Paula Renata de Araújo. Tá linda a edição, sou fã do traço desses irmãos. Obrigada, @luanaluzfreitas por mais esse presente!
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5 months ago
Eu já conhecia esses relatos da Sophie Calle como leitora, e também já tinha trabalhado alguns deles em oficina de tradução. Mas este ano nossa relação mudou: tive a alegria de fazer a preparação desse livro que estava esgotado e saiu há pouco pela @relicarioedicoes , num formatinho lindo que cabe em qualquer pochete. Sou fã da Sophie, muito, mas também muito fã da @mariliagarcia , que foi @quemtraduziu . Me embrenhar nessas palavras foi como ter um acesso privilegiado à mente dessas duas e ficar espiando antes de todo mundo o que elas aprontaram. Esse livro é uma grande brincadeira, mas uma brincadeira de gente grande. Adorei ser chamada pra festinha!
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5 months ago
Completamente zonza depois desses três livros da Ágota Kristóf. Bouleversada, embasbaquê. Fui segurando as últimas páginas pra durar um pouco mais — o que pra mim já seria a definição de livro bom. Depois de alguns títulos meio esquecíveis que li nos últimos tempos, essa Trilogia dos gêmeos me pegou de jeito: literatura pra valer, com experimentações diferentes nos três livros, que juntos formam um universo cruel, doido, cinza, com personagens de sonho e de pesadelo. Os gêmeos são tudo menos os clichês reiterados que o “tema” costuma produzir. E o grande tema pra mim aqui é a própria literatura (e não a guerra). Saímos — pelo menos eu saí — com muitas perguntas, querendo saber mais, saber mais da Ágota também, que criou todo esse monumento. Tradução impecável do @odiegogrando nessa edição linda da @dublinense . Indicação sob medida do melhor leitor, @maustal 😍
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6 months ago
Sabemos que o caminho não é fácil, mas pode ser muito prazeroso. Fora que não tem um caminho único! Pra comemorar o Dia da tradução, 30/9, decidimos fazer uma aula aberta, com o tema “A tradução literária é pra mim?” Vamos pensar juntos? Vai ser divertido e cheio de insights! (Pode me mandar DM, que envio o link pro grupo)
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7 months ago
TRADUÇÃO NÃO É BICO! Xô tradução meia-boca. Vem pra mentoria: apretexto.com.br/mentoria
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8 months ago
Ele chegou, e tô aqui meio abobalhada. Sou muito fã da Yasmina Reza, bem antes de pensar em virar tradutora. Não é nada fácil trilhar um caminho na tradução editorial — são muitas frustrações pelas curvas da estrada —, mas quando temos a chance de traduzir um livro bom, bom mesmo, a coisa ganha algum sentido. A Yasmina sabe rir e fazer rir da desgraça humana de cada dia, sem medo de brincar com a morte e seus tabus. E sabe escrever diálogos como pouca gente. Fiquei apegada aos personagens de Babilônia, tão bem construídos. Que bom que agora eles existem falando português.
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8 months ago
Resolvi trazer pra cá esse registro de teor inspiracional — vai que a “moda” pega, né? Esse à minha esquerda é o Diogo Cardoso, @diogo_porra , tradutor afiadíssimo, que já traduziu por exemplo o livro A mais recôndita memória dos homens, do @mbougarsarr . E à minha direita está o @armandgauz , que acabou de participar da Flip, promovendo o livro de pé, tá pago, também traduzido pelo Diogo. A @ercolanoeditora teve uma ideia tão brilhante quanto fácil de implementar (mas que eu nunca tinha visto): botar os dois pra assinar o livro — na Flip, pelo que me contaram, e também no Rio, na Travessa, como eu mesma vi. Reconhecer o trabalho de @quemtraduziu passa também por gestos bem simples.
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9 months ago
Um presente que ganhei nessa Flip de 2025 veio direto das mãos da querida editora @silvianaschenveng , da @editoramundareu : esse baita livro que tive o prazer de preparar. A tradução, excelente, é da @leticiapmei . É sempre delicada essa tarefa de pôr as mãos na tradução de outra pessoa, uma responsabilidade enorme. Até onde ir? Como não cair na tentação de ficar trocando as soluções simplesmente porque “preferimos” outra saída? Existem muitas formas e estratégias pra traduzir cada frase, cada milímetro de texto, mas na preparação a gente precisa se conter. Lembrar que a tradução já está feita, assinada por alguém que se debruçou muito tempo naquele texto. Ao mesmo tempo que tem esse componente delicado, aprende-se muito observando tão de perto as escolhas de outra tradutora. Adoro transitar pelas duas atividades — traduzir e preparar — e acho que as duas se complementam muito bem. Me sinto uma tradutora melhor porque sou também preparadora e uma preparadora melhor porque sou também tradutora. Leiam a Violaine Bérot pelas mãos da Letícia Mei!
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9 months ago