Fernanda Vasconcellos voltou às novelas sem nostalgia e para deixar marca. Três Graças entendeu isso desde a primeira aparição de Samira. A personagem nunca foi construída pelo excesso e o último capítulo apenas confirmou algo que a novela já vinha insinuando há meses: Samira não precisava dominar capítulos inteiros para dominar memória de público.
A homenagem a Nazaré Tedesco funciona justamente porque Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva compreendem história de novela. Vestido vermelho, peruca loira e criança no colo não aparecem como paródia. A referência entra como linguagem. Noveleiro reconhece imediatamente porque a cena conversa com imaginário coletivo da televisão brasileira. Samira sequestra a neta de Gerluce carregando nas costas décadas de vilãs que fizeram do melodrama território de obsessão e loucura. Só que Fernanda evita caricatura e o gesto dela nunca busca imitação.
E então chega a prisão. Não apenas física. Existencial.
O salto de oito anos encontra Samira caminhando pelo corredor da carceragem enquanto outras detentas recebem visitas. A direção entende que solidão precisa de espaço. Por isso a câmera acompanha Fernanda em deslocamento lento, deixando eco de passos preencher cena antes mesmo do diálogo surgir. Quando a carcereira pergunta se ela não tem filhos, netos ou ninguém esperando por ela, o silêncio prevalece.
Samira olha para cima quando finalmente responde “tenho sim, arrependimento”, e o enquadramento acompanha movimento como se buscasse saída impossível para personagem.
Samira termina sozinha porque sempre foi sozinha. A cadeia apenas materializa prisão emocional que carregava desde início. E talvez esteja aí maior acerto de Fernanda em Três Graças: transformar vilania em consequência de corrosão interna permanente. A novela jamais tenta absolvê-la. Mas consegue fazer público enxergar ruínas humanas por trás da monstruosidade.
Fernanda voltou às novelas depois de dez anos para fazer história e fez.
Foto: Reprodução/ Globo
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Depois de quase dez anos longe das novelas, Fernanda Vasconcellos voltou aos folhetins com destaque na pele da traficante de bebês Samira, uma das vilãs de “Três Graças”. Na trama, que chega ao fim nesta sexta-feira (15), a personagem termina presa após ajudar Ferette (Murilo Benício) a sequestrar a filha de Joélly (Alana Cabral), e acaba demonstrando arrependimento pelos crimes que cometeu. Com mais de 20 anos de carreira na TV e personagens dos mais variados, a atriz afirma que Samira ocupará um lugar especial em sua trajetória. “Ela marca meu retorno às novelas depois de tantos anos. E chegou num momento em que me sinto mais madura, mais segura como atriz, e me deu a chance de explorar um universo mais complexo, cheio de mistérios. Foi uma personagem muito instigante de construir”, conta ela, em entrevista exclusiva à coluna.
📲 Leia a entrevista completa com @fevasconcellos no site do @jornalextra (o link está na bio).
📷 @jorgebispo
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A atriz @fevasconcellos , de 41 anos, é a capa da Revista Ela do último domingo. Após dez anos afastada das novelas, ela retorna como Samira, a vilã de Três Graças, exibida às 21h na TV Globo.
Em conversa com a repórter Laís Rissato (@lairissato ), a atriz falou sobre a rotina de gravações entre São Paulo e Rio de Janeiro. Para minimizar o impacto na vida do filho, Romeo, de 3 anos, ela mantém horários organizados para alimentação, sono e banho.
“Não é uma tarefa fácil, mas sinto que ele está ficando mais independente. Explico que é meu trabalho contar histórias”, comenta.
Confira a matéria completa no site da Revista ELA. Link na bio.
Fernanda Vasconcellos não fez uma vilã.
Ela construiu uma presença. Sem grito. Sem exagero.
Só talento.
Daquelas personagens que não pedem espaço, tomam a cena em silêncio.
E é justamente por isso que, quando Três Graças acabar, vai ficar um vazio difícil de preencher. Porque vilã assim não aparece toda hora.
Samira já entrou pra sua lista de grandes vilãs?
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Adivinha quem está na capa da ELA de hoje?
Após dez anos afastada das novelas, Fernanda Vasconcellos vive a vilã de “Três Graças” com intensidade. No folhetim, que termina dia 15, ela interpreta Samira, uma traficante de bebês. Mãe de Romeo, de 3 anos, do casamento com o empresário e produtor Cássio Reis, a atriz paulista de 41 anos foi impactada pela trama. “Ao sair de cena, choro, às vezes preciso ficar sozinha, o dia se torna meio esquisito”, conta em entrevista à repórter Laís Rissato (@lairissato ).
Fernanda também fala sobre maternidade à flor da pele, companheirismo na relação com Cássio, com quem está há 14 anos, e importância da terapia, por ajudar a ser quem é e a existir de forma mais livre”. “E a conhecer os meus limites”, afirma.
Leia no impresso e no on-line.
Foto: @hudsonrennan
Edição de moda: @larissalucchese
Beleza: @anacarolsabadin
Assistente de foto: @fernandobentes
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Camareira: @lingomes_
Edição de arte: @dushkatanaka e @mayu_estudio29
O encontro entre Samira e Raul em Três Graças desloca o eixo da vilania para terreno um pouco mais instável e é exatamente aí que Fernanda Vasconcellos mostra, mais uma vez, sua força em cenas dramáticas. O choro não surge como pedido de absolvição, mas como ruptura. Samira não tenta convencer ou se explicar. Ela só reage quando ouve “você é podre” e o silêncio que antecede o “Raul…” carrega mais informação que qualquer fala: respiração curta, voz falha e corpo que não sustenta mais o controle absoluto que ela sempre teve e o afeto escapa.
Esse detalhe altera a leitura da personagem. Samira sempre operou pelo domínio: olhar fixo e fala medida. Nesta cena, a fissura aparece diante do único olhar que realmente a ameaça: o do filho. Chorar na frente de Raul não é fraqueza gratuita, é perda de poder. A personagem prova ao público que o sentimento existe, mas não organiza ética. Isso sustenta a coerência de uma vilã: ela sente, mas não se transforma.
Do outro lado, Paulo Mendes constrói Raul a partir da implosão. O texto de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva não trabalha com gradação, mas com acúmulo. Cada frase de Raul vem carregada de passado recente, para além dele saber que Samira é sua mãe. Ele soube que Ferette é seu pai e que ela executou Jorginho. Quando ele diz “tira o meu nome da sua boca”, não há só repulsa, mas tentativa de reorganizar identidade. A agressividade verbal funciona como contenção de colapso.
A direção artística sob comando de Luiz Henrique Rios entende isso com planos fechados que comprimem o espaço e obrigam o espectador a encarar microreações. A câmera alterna entre os rostos medindo distância emocional e cada corte aproxima e evidencia impossibilidade de reconexão. O ambiente isolado não serve só à lógica da fuga, mas à criação de campo sem escape emocional.
O resultado não aponta redenção. Samira tenta acessar algo que nunca cultivou e não sabe nomear. Raul recusa esse acesso porque ainda está em estado de sobrevivência emocional. O que se vê não é reconciliação interrompida, mas vínculo que nunca conseguiu existir sendo exposto com violência.
Foto: Reprodução/Globoplay
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Recebemos @fevasconcellos , que está no ar como Samira na novela Três Graças, para um bate-papo especial cheio de bastidores e histórias incríveis 💫
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A sexta-feira de Três Graças pertenceu aos vilões e não apenas por imposição do roteiro, mas por domínio absoluto de cena. Grazi Massafera, Murilo Benício e Fernanda Vasconcellos transformaram o encontro dentro do carro em núcleo dramático fechado, sufocado e, ao mesmo tempo, vivo, com tonalidade cômica na medida certa.
A engrenagem escrita por Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva não busca grandiosidade externa. O conflito se resolve no aperto. Samira retorna pressionando, Ferette hesita, Arminda invade. Não há respiro e isso tudo constrói tensão mais eficiente do que qualquer sequência espalhafatosa.
Quando Samira e Arminda disputam quem matou mais, o texto flerta com absurdo e o riso de quem assiste surge não como alívio, mas como sintoma de exaustão moral.
Grazi acerta o tom ao deslocar o perigo para o incômodo cômico. Há irritação, ironia e pressa convivendo no mesmo olhar. Fernanda tensiona o espaço com energia imprevisível, enquanto Murilo segura o centro como homem cercado, já sem controle sobre o próprio jogo. Os três não dividem cena, eles disputam oxigênio.
Esse desequilíbrio é acerto. Vilões cansados erram, se expõem mais e brigam entre si. O cerco aperta e a narrativa acompanha a contração com rigor visual.
O carro vira dispositivo narrativo e a direção entende o momento e transforma limitação de espaço em potência narrativa. Isso passa diretamente pelo trabalho de Ana Paula Guimarães, Felipe Herzog, Emer Lavinni, Larissa Fernandes e Naína de Paula, sob a direção geral de Luis Felipe Sá e a direção artística de Luiz Henrique Rios. Dentro do carro, corpos comprimidos e câmera colada nos rostos criam sensação constante de sufoco, como se o ar estivesse acabando junto com as opções dos personagens. Intenção pode até não ter sido literal, mas resultado é incontestável: a cena aprisiona quem assiste com a mesma força que encurrala os vilões.
No gancho final, o pacto dentro do carro não soa como estratégia brilhante, mas como tentativa desesperada de sobrevivência. E é justamente aí que Três Graças acerta: vilões unidos não por força, mas por medo.
Foto: Globoplay
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