Três dias, três estados: São Paulo, Minas e Rio de Janeiro.
Foram incontáveis quilômetros, metros infinitos de subida — e um coração passando dos 200 bpm já no primeiro dia. Que subida dura… e que calor. O peito ardia, as pernas reclamavam, e os olhos sorriam quase sempre - A maior parte do tempo aqui eu só consegui ver o toptube recebendo gotas de suor .
Seguimos subindo, envoltos pela mata. Entre clareiras, cadeias de montanhas se revelavam — e eu tentando registrar tudo com os olhos.
Minas chegou. E o pão de queijo?
Hora de voltar: descer o que subi, rindo sem perceber, feliz por ser ciclista.
O segundo dia também foi de subidas duras — mas, mais uma vez, recompensadas pela vista. Ver a estrada serpenteando, cheia de ciclistas, deixou tudo ainda mais bonito.
Asfalto virou bloquete, irregular, exigente. Cada metro pedia atenção. A bike aguentou o tranco — e meus tríceps e trapézio já deixavam claro que a conta viria.
Terceiro dia. Minha maior escalada até aqui: 22 km.
Sem pressa, cadência controlada. Porque depois de subir… ainda tem mais.
Passamos pelo RJ. 22 km conquistados. Agora desce pra Minas — e volta tudo.
Subir mais 15 km depois disso, com dois dias pesados nas pernas e trechos no bloquete… o boleto chegou. E com juros.
Mitocôndrias de férias. 7 km/h. E eu, com carinho, xingando o “esporte de merda” — como diria
@renanbossi
Quando cruzei de novo o limite do estado, veio tudo junto: exaustão, dopamina, endorfina — e aquele “não sei como consegui”.
Chorei. Enquanto o GPS tentava localizar não só minha posição, mas minha alma. Obrigado
@alceu0 por me acolher nesse em outros momentos !
Hora de voltar. Descer os 22 km que subi.
E aqui eu arrepio só de lembrar: a
@juduartebr guiando na frente, desenhando as curvas; o vento batendo no corpo a mais de 80 km/h; as paisagens passando de canto de olho… e, no fim, a alma finalmente encontrando o corpo de novo.
Foram “só” três dias de TC.
Dias intensos.
As pernas ainda são puro ácido lático.
Mas o coração — esse segue leve.
Obrigado
@fugacc