O #ᴛʙᴛ foi ontem mas vamos finalizar a sexta - feira relembrando do nosso Seminário Percurso em Terra Firme: cenas e narrativas urbanas, ocorrido nos dias 5 e 6 de março desse ano.
No vídeo, algumas fotos do evento e registro de fala dos nossos convidados.
Foi muito bom tê-los conosco, somos gratos! Vamos adiante, sempre fortalecendo nossa missão de registrar a memória e história do bairro da Terra Firme.
Circuito @artenaoeprivilegio - Edição Belém (PA).
Anfitrião | Direção local @eu_de_marte .
O circuito tem como objetivo percorrer as 27 capitais do Brasil, promovendo arte e cultura acessíveis à todas e todos.
Assim, busca fomentar políticas públicas que reconheçam e valorizem protagonistas locais, promovendo trocas e diálogos fundamentais para essa construção.
Realização: @museuceu , @funarte e @minc
Coordenação Geral: @kleberpagu
Produção e curadoria local @sem.noomi
Co-Produção local @rafaeldaluzserrao
Mais de quatro décadas de luta, união e resistência!
No último dia 15 de setembro, a Associação de Moradores da Vila da Barca (AMVB) completou 41 anos de atuação política e comunitária.
Fruto do desejo coletivo de transformar a realidade local, a AMVB nasceu das primeiras reuniões realizadas nas casas dos moradores e seguiu até a conquista de sua sede própria, tornando-se símbolo de cooperação, inclusão e organização popular.
Graças a essa força, a Vila conquistou energia elétrica, água encanada, a primeira unidade de saúde e tantos outros direitos básicos. Em cada ata assinada (ou marcada com digitais), em cada reunião de quarta-feira e em cada doação de alimentos durante a pandemia, pulsa a história de quem acredita no bem comum.
Em 2025, celebramos não apenas a fundação da AMVB, mas também a memória viva de quem construiu a história da Vila da Barca - e renovamos o desejo de tempos melhores!
#VilaDaBarca #MemóriaViva #HistóriaDaVila #LutaColetiva #AMVB #Belém #CulturaPeriférica #DireitoÀCidade #HistóriaDaAmazônia #ComunidadeUnida #Resistência
✨ A primeira edição do Roteiro Cozinha Periférica foi gigante e potente! 🌿🔥
Foram dias de memórias, aprendizados e frutos que fortalecem a cultura amazônica, com mulheres periféricas ocupando o protagonismo.
Nosso agradecimento especial a todos os apoiadores que acreditaram nesse sonho coletivo. 🫶🏽
Com realização do projeto “Memória e Cultura” da @csviladabarca , o projeto conta com apoio fundamental da Embaixada da Suíça no Brasil e do Instituto Clima e Sociedade, além das parcerias que fizeram tudo acontecer: Comissão Solidária Vila da Barca, PEStudio, Maré Cheia, Na Cuia, Viela Norte, UNAMA, Sebrae, Studio Beauty Hotercia Cardoso, Yasmin Nails, Salgado do Paulão, Andreza Melo e Paulo.
E esse é só o começo dessa história! 🚀
Continue acompanhando nosso Instagram e projetos, porque vem muito mais por aí! ✨
📸 @taibarral
#CozinhaPeriférica #CulturaAmazônica #ProtagonismoFeminino #Amazônia
O tempo tem a capacidade de mostrar que tudo muda e eu tenho me esforçado para mudar para melhor.
Sem neuras ou cobranças absurdas. E também não melhor que o outro ou alguém. Apenas ser melhor do que eu fui ou achava que era. Melhor do que ontem e, amanhã, melhor do que hoje.
Ser menos reativo e mais cauteloso, menos temeroso e mais audaz, menos duro (inclusive comigo mesmo) e mais sensível.
E entender que mesmo as mudanças, boas ou ruins, tem seu próprio tempo.
Enfim, que sejam tempos de mudanças!
Minha gordinha virou uma estrelinha essa semana. Ela chegou em casa de forma inusitada, miudinha, peluda e, de repente, era um "bicho peludo", como a vovó gostava de chamar.
Papai vinha um dia (ele conta) do Iate Clube e uma senhorinha pedindo dinheiro na rua carregava um filhote. Ele deu os últimos 20 reais que tinha no bolso e, meio que agradecendo, ela deu o cachorro pra ele. Foi aquela briga! Ninguém queria a responsabilidade, mas ninguém tinha coragem de abandonar. Aí ela foi ficando.
Começou a crescer tanto que a gente se espantou: como que um animal tão pequena ficaria daquele tamanho? Os pelos que eram preto, marrom e branco, ficaram compridos, lisos e brancos, "parece um tapete", como diz a minha vó, a principal tutora dela. Mas ela pouco ficava com eles. Ainda filhote descobrimos um problema sério de pele que ficava pior com a pelagem e o calor.
Por conta disso, ela tomou remédios durante cada dia de toda a sua vida. Mas a Minie foi um animal feliz! Ela adorava o lançou que dormia, ela mesma pegava o paninho e deitava nele. Era extremamente territorialista e ciumenta. Andava na rua sem coleira, acompanhando a gente e parava sempre que íamos atravessar. Era, como a gente aqui em casa, comelona. Mamãe fala que se caísse chumbo derretido no chão ela comeria.
Mas era também muito medrosa. Odiava caixas de papelão, lugares fechados e escuros e fogos de artifício.
A Minie foi um animal feliz e nos fez feliz. Quando a sua hora chegou, por mais difícil que tenha sido, deixamos ela partir. Tenho certeza que ela está agora, ao lado de Francisco de Assis, o protetor dos animais, com o seu pelo brilhante e a língua de fora esperando o primeiro pedaço de qualquer coisa cair no chão.
Quem tem história, tem passado, presente e futuro!
A história da Vila da Barca, comunidade sobre palafitas, localizada as margens da Baía do Guajará, em Belém do Pará, têm suas raízes nas populações ribeirinhas vindas de cidades como Cametá, no baixo Tocantins.
Nesse pedaço de terra encontraram um lugar para viver recomeçar suas histórias. Eram pescadores, coletores e carregadores, donas de casa, boieiras.
Fizeram das dificuldades um símbolo de luta e resistência e criaram uma das maiores comunidades sob palafitas da América Latina.
As imagens são do documentário "Oh Vila da Barca Boa!", projeto selecionado pelo edital de áudiovisual da Lei Paulo Gustavo a partir da Secretaria de Cultura do Pará. A produção é de Pawer Martins e do PEStudio.