Ricardo Martins foi um dos nomes que construíram a música nativista e fronteiriça do Rio Grande do Sul.
Natural de Santana do Livramento, construiu uma trajetória marcada pelo violão, pela voz, pela gaita, pelos festivais e por uma forma muito própria de traduzir em música a experiência da fronteira.
Ricardo tinha muita gana de fazer som e tocar. Às vezes parecia que ia arrancar as cordas do violão que tanto dominava. Havia nele uma força musical muito própria, intensa, fronteiriça, dessas que não passam apenas pela técnica, mas por uma entrega inteira ao instrumento e à canção.
Sua obra passa por registros como Coza de Loco, lançado em 1998, disco em que já aparecem marcas fortes de sua linguagem musical, entre temas cantados e instrumentais, milongas, polcas, canções campeiras e uma escuta profundamente ligada ao pampa. Anos depois, em Transcendência, Ricardo revisitou obras marcantes da música regional, reunindo intérpretes e instrumentistas de diferentes gerações, reafirmando seu lugar como arranjador, violonista e articulador de repertórios.
Uma dessas pontes aparece em “Com os Pés Fincados no Chão”, composição de Zeca Alves @zeca.alves , Pirisca Grecco @piriscagrecco e Ricardo Martins, interpretada por Pirisca Grecco e vencedora da XXXIV Califórnia da Canção Nativa, em 2005. Anos depois, essa foi também a música que gravei violino 🎻 com ele no álbum Transcendência.
Também tive outros encontros musicais com Ricardo. Toquei com ele em festivais e tenho um registro ao lado dele na música “De Lua Linda”, que está no disco de Gujo Teixeira.
(Segue nos comentários)
Um dia fiz uma música para descrever um amigo! Um carinho, uma homenagem a um colega com quem trabalhei vários anos !
Descrevendo o que eu via e sentia daquela personalidade tão original ... Nascia ali o DIÁRIO dele, seus assuntos, sua terra , suas coisas , seus sentimentos ... Seus amores...
Quem diria esta canção ganharia o gosto popular e me traria tantas alegrias !!
Hoje está canção está de luto ! Os amigos estão de luto ! O nativismo perdeu um pedaço !! Partiu o FRONTEIRIÇO !
Sua obra seguirá conosco , seu jeitão, sua genialidade, seu violão único, sua gaita nervosa, seus arranjos , sua inquietude !
Às vezes o espírito é maior que o corpo, a emoção é mais que a razão, e este mundo fica pequeno pra o que a gente quer e sente...
Oremos... e ouçamos o que deixou registrado!
Valeu @ricardo.martins_oficial , nosso eterno Taz!!
- "Jorgeee .....daqui a vinnnteee ano.... eles vão nos entender"!
Primeiro clipe da música gaúcha totalmente feito em IA de Santa Catarina.
Assista no YouTube 📍
#musicagaucha#fandangoraiz#fandangodeprimeira#musicadequalidade #ctg
Muito difícil expressar o sentimento ao assistir uma obra-prima como essa. Quando surgiu a ideia, imediatamente recorri a dois mestres da nossa música: Rodrigo Bauer e Érlon Péricles. O resultado…Só dando play. Fica aqui o agradecimento especial ao Eduardo Loureiro, sem o qual, essa proposta não teria saído do campo das ideias. A produção e direção foi do Érlon. Somos todos missioneiros!! Segue o primeiro trecho (amanhã posto o segundo).
✨ Que honra fazer parte desse projeto tão especial!
“Tenho Quatrocentos Anos”, em homenagem aos 400 anos das Missões, ao lado de grandes nomes da música missioneira. 🎶🌿
Uma celebração da nossa história, cultura e amor pelo nosso sagrado chão missioneiro!
Composição de @rodrigobauerpoeta e @erlonpericles — que também assina a produção do clipe. 🧉🌿🪗
Lançado clipe em homenagem aos 400 anos das Missões
Artistas missioneiros se reuniram para prestar uma homenagem histórica à cultura e à identidade da região com o lançamento do clipe da música “Tenho Quatrocentos Anos”, exibido no Jornal do Almoço desta quinta-feira (RBS TV). A canção celebra os 400 anos das Missões no Rio Grande do Sul.
Composição de Rodrigo Bauer e Érlon Péricles — que também assina a produção e direção do clipe —, a obra reúne grandes nomes da música regional em uma interpretação coletiva: Angelo Franco, Érlon Péricles, Hermanos Guedes, José Estivalet, Laura Guarani, Lincon Ramos, Mano Lima, Marines Siqueira, Os Angueras, Garotos do Fandango e Patrício Maicá.
“As Missões são a gênese do Rio Grande do Sul e assinar a letra dessa canção é uma mistura de orgulho e honra, felicidade e realização! É falar de pertencimento e de raiz!”, comemora Rodrigo Bauer.
O clipe percorre cenários simbólicos dos Sete Povos das Missões, reforçando o valor histórico e cultural de um território reconhecido como patrimônio da humanidade. As gravações foram realizadas em locais emblemáticos da região missioneira, como os sítios arqueológicos de São João Batista, São Miguel das Missões, São Nicolau e São Lourenço.
Também serviram de cenário as estátuas de Jaime Caetano Braun, em São Luiz Gonzaga, e de Noel Guarany, em Bossoroca, além da sede do grupo Os Angueras, em São Borja, e da Catedral Angelopolitana.
Compositor e intérprete, Érlon Péricles destacou a emoção de participar do projeto e retornar à sua terra natal, São Miguel das Missões, um dos cenários do clipe.
“Nasci participando ativamente da história das Missões, desde muito pequeno visitando São Miguel. Trago lembranças familiares desta história, numa época que nem sítio arqueológico se tinha”, afirma.
Artistas missioneiros se unem em homenagem aos 400 anos das Missões
Artistas missioneiros se reuniram para prestar uma homenagem histórica à cultura e à identidade da região no lançamento do clipe da música “Tenho Quatrocentos Anos”, apresentado nesta quinta-feira no Jornal do Almoço (RBS TV). A canção celebra os 400 anos das Missões no Rio Grande do Sul.
Composição de Rodrigo Bauer e Érlon Péricles — que também assina a produção e direção do clipe —, a obra reúne grandes nomes da música regional em uma interpretação coletiva: Angelo Franco, Érlon Péricles, Hermanos Guedes, José Estivalet, Laura Guarani, Lincon Ramos, Mano Lima, Marines Siqueira, Os Angueras, Garotos do Fandango e Patrício Maicá.
“As Missões são a gênese do Rio Grande do Sul e assinar a letra dessa canção é uma mistura de orgulho e honra, felicidade e realização! É falar de pertencimento e de raiz!”, comemora Bauer.
O clipe percorre cenários simbólicos dos Sete Povos das Missões, reforçando o valor histórico e cultural de um território reconhecido como patrimônio da humanidade. As gravações foram realizadas em locais emblemáticos da região missioneira, como os sítios arqueológicos de São João Batista, São Miguel das Missões, São Nicolau e São Lourenço.
Também serviram de cenário as estátuas de Jaime Caetano Braun, em São Luiz Gonzaga e de Noel Guarany, em Bossoroca, além da sede do grupo Os Angueras, em São Borja e a Catedral Angelopolitana, em Santo Ângelo.
Compositor e intérprete, Érlon Péricles destacou a emoção de participar do projeto e retornar à sua terra natal, São Miguel das Missões, um dos cenários do clipe.
“Nasci participando ativamente da história das Missões, desde muito pequeno visitando São Miguel. Trago lembranças familiares desta história, numa época que nem sítio arqueológico se tinha”, afirma.
Quatro séculos de história contados em verso e melodia. É com o coração cheio de orgulho que nós, dos Garotos do Fandango, unimos forças com grandes artistas da nossa terra para dar voz a essa obra que é a cara do nosso Rio Grande. A música Tenho 400 Anos chega para celebrar o legado, a cultura e a força desse chão missioneiro que a gente tanto ama. Gravar a música tema dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guaranis é um marco que fica para a posteridade. Que esse canto ecoe longe e mantenha viva a nossa raiz.