Dia Nacional do Ator
É sempre bom exaltar essa profissão que me motiva a ser quem sou e me fortalece cada ano que passa. Também não posso deixar de comentar o quanto é difícil e doloroso permanecer em uma das profissões que mais luta para não ser extinta. Ser artista no Brasil é preciso muita garra, muito amor e muita força. Não é fácil se manter vivo em um país que na mesma proporção de riqueza cultural também extingue grandes e grandes artistas que acabam desistindo no meio do caminho por falta de oportunidades e apoio. Sigo na luta! na dor e na delícia de ser artista
A semana começou com a abertura do nosso novo processo “É assim que você olha?” na @faroffasp
Nosso @coletivoimpermanente segue na pesquisa e se deliciando nessa nova fase
Esse olhar generoso é de @sobre.domingos AMEI!
O QUE MEU CORPO NU TE CONTA?
Entramos na terceira semana da nossa peça. Venho agradecer todo o público que tá junto com a gente lotando as sessões. Vocês nos instigam ainda mais. E por falar em sessões lotadas, nessa sexta já não temos mais ingressos disponíveis e pouquíssimos pro sábado, mas já aproveita o feriado no domingo e vem com a gente se jogar nas nossas narrativas. Eu tô falando de lotado, mas sempre tem a filinha da esperança. Já anota aí: sextas e sábados às 21h domingo às 18h no @teatromanaslaboratorio te vejo lá!
📸 @eye.company
um pouco do que foi passar três dias no rancho cozinhando a lenha, tomando caldinho de feijão a noite e vinho branco com uva verde durante o dia na cachoeira
Meu melhor amigo
Eu conheci flavio na pandemia. Na ideia de fazer com que a roda não parasse de girar. Dois atores e uma pandemia. Encontros diários pra debater sobre as cenas e ligações de no mínimo três horas pra saber um da vida do outro. Ali já era a gente. Ali a gente já tava caminhando pra irmandade que temos hoje. Foram dois anos online, só se comunicando através de um zoom ou uma vídeo chamada qualquer do WhatsApp. Na sequência eu broto em São Paulo. Flavio também. A gente se encontra. Se abraça e não se separa mais. Chegamos no palco: BUMMM! Química, tesao, paixão e uma cumplicidade em cena que dificilmente a gente acha em outras pessoas. Foi uma mistura tão boa que um ano depois entramos em um outro trabalho, dessa vez sendo inimigos em cena. Se odiando no palco e gargalhando cada vez que a gente esquecia o texto. 6 anos de amizade. Seis anos de amor. Em cima do palco ou fora dele, o que importa é que eu e flavio somos uma dupla, uma grande BUUUM como a gente mesmo se chama. E hoje, uma das pessoas que eu mais amo no mundo tá fazendo aniversário. E eu só te desejo que a vida seja generosa, acolhedora e sorridente como você é. Quem tem flavio na vida tem SORTE. Quem tem acesso ao flavio do dia a dia, aquele que faz um purê cheio de pedaço de batata e acha que tá arrasando, o flavio que gargalha e faz vc se engasgar com a fumaça. O flavio que chega de supresa na sua casa com algumas Heinekens e uma ipa maracujá que não pode faltar. O flavio que te liga e fala: AMOR TO AQUI! O flavio que dança, canta, rir e chora com você é o flavio mais lindo. Eu entendo os fãs de flavio, eu também sou. E eu sou o número um. FLAVIÔÔÔÔÔ! Eu te amo
Recebi esse carta no final da última temporada do "o que meu corpo nu te conta?" E fiquei um tempo pensando sobre ela e sobre as palavras carinhosas que caio me escreve. É de uma grandeza, uma felicidade e uma sensação de estar no caminho certo, onde eu posso usar da atuação para alcançar, divertir, melhorar e tocar as pessoas com o meu trabalho. Ser artista no Brasil nunca foi fácil, é perrengue que só a gota, mas aí você se depara com um alguém que genuinamente escreve sobre o seu trabalho com toda essa delicadeza. É bom ler e reler pra nunca esquecer e nem se questionar. Obrigado, caio