Editora Âyiné

@editora.ayine

«E, se neste discurso fui breve, é porque mais não serve.» [email protected]
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Quatro livros para aprofundar o pensamento filosófico de Giorgio Agamben: Quando a casa queima. (2021) O irrealizável. Por uma política da ontologia. (2022) A última mão ao inebriamento. (2023) Filosofia primeira filosofia última. (2023)
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9 days ago
Historia facit saltus.
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23 days ago
No segundo encontro do Clube Âyiné de Leitura, seguimos o ciclo com «Campos magnéticos – Escritos de arte e política», de Manuel Borja-Villel, com a participação de Carolina Hallal (@carolina_hallal ). A cada encontro, um título do nosso catálogo é discutido a partir da leitura de um convidado. Os encontros acontecem aos sábados e têm duração de cerca de três horas. Esperamos vocês! Sábado - 25/04 14-17h Galeria Vermelho Rua Minas Gerais, 350 São Paulo
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25 days ago
«Engenheiros da alma», de Frank Westerman, é um livro que contém muitas viagens. Uma viagem pela história da União Soviética, entre canais escavados à força, barragens monumentais e cidades erguidas do nada. Uma viagem pelo sonho soviético de dobrar o espaço e a natureza a uma ideia. Uma viagem pela literatura, entre escritores chamados a narrar esse sonho — e obrigados a lidar com o que realmente viam: contradições, compromissos, injustiças. Uma viagem pelas suas vidas, muitas vezes difíceis, às vezes trágicas. Vidas suspensas entre a verdade e a propaganda. E depois há ainda outra viagem: a de hoje. Frank Westerman se põe a caminho para documentar os vestígios desse projeto imenso, entre o que resiste e o que desmoronou, entre a memória e o esquecimento. «Engenheiros da alma» é tudo isso: uma estratificação de tempos, lugares e vozes que perseguem o eco de uma pergunta eterna: o que realmente permanece quando uma utopia tenta se tornar realidade? «Engenheiros da alma» Frank Westerman (@frankwesterman1 ) Tradução: Mariangela Guimarães Projeto gráfico: CCRZ (@studioccrz ) Coleção: À margem
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1 month ago
É com alegria que anunciamos o lançamento do Clube Âyiné de Leitura. A Galeria Vermelho (@galeriavermelho ) receberá os encontros mensais, abertos e totalmente gratuitos. A cada encontro um título do nosso catálogo será discutido a partir da leitura de um convidado. Os encontros acontecerão aos sábados e terão duração de cerca de três horas. Em comemoração ao mês de aniversário de Pier Paolo Pasolini, convidamos Antonio Miano (@antoniomiano ) para inaugurar o Clube Âyiné de Leitura, com «Pasolini – O fantasma da origem», de Massimo Recalcati como tema do encontro. Na ocasião também será exibido o filme «A PAIXÃO SEGUNDO PASOLINI – Uma homenagem aos 50 anos do assassinato de Pier Paolo Pasolini», realizado a partir da performance de Antonio Miano. A performance foi uma correalização entre o Instituto Italiano de Cultura de San Paolo (@iic_sanpaolo ) e do SESC Pompeia (@sescpompeia ). Esperamos vocês! Sábado - 28/03 14-17h Galeria Vermelho Rua Minas Gerais, 350 São Paulo
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1 month ago
Vencedor do Prêmio Pulitzer, O retorno, de Hisham Matar, tornou-se um dos relatos mais marcantes da literatura recente sobre exílio e perda. Matar parte da história de seu pai, Jaballa Matar, opositor do regime de Muammar Gaddafi sequestrado no Cairo em 1990 e posteriormente transferido para uma prisão na Líbia. Décadas depois, o autor retorna ao país para tentar compreender o que aconteceu. Dessa investigação nasce um livro ao mesmo tempo íntimo e histórico, em que a busca por respostas conduz a uma reflexão sobre memória, ausência e as marcas duradouras da violência política e sobre a relação entre vida privada e história. Nos vídeos, trechos da conversa entre Hisham Matar (@hishamjmatar ) e Nico Mainardi (@nico.mainardi_ ). Nova edição de O retorno, com tradução de Odorico Leal. Projeto gráfico CCRZ Foto da capa Diana Matar
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2 months ago
O budismo de que fala Clerc é essencial no sentido mais literal da palavra. Não é apresentado como patrimônio cultural nem como identidade a ser assumida, mas como revelação de um dado elementar: a maneira como habitamos a vida cotidiana. Por meio do relato e da análise de uma experiência radical, o autor mostra como um ensinamento antigo pode operar no nível mais ordinário da existência, ali onde se formam nossos hábitos mentais, nossas reações, nossas expectativas. As coisas como ela são situa-se nesse espaço: entre biografia e pensamento, entre memória e esclarecimento, na tentativa de restituir ao leitor não uma doutrina, mas uma orientação. Tradução: Priscila Catão Projeto gráfico: CCRZ Coleção: PBÂ
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2 months ago
Ao retomar o fio de sua própria biografia, Hervé Clerc não busca transmitir um saber especializado, mas tornar acessível um ensinamento milenar na forma mais simples e despojada possível. O budismo que emerge destas páginas não está revestido de exotismos nem filtrado por uma linguagem acadêmica. Clerc escreve contra os clichês, contra os tiques interpretativos, contra a ideia de que a profundidade deva se expressar em jargão. Sua prosa avança de modo direto, por vezes coloquial, mas sempre rigorosa, como se a clareza fizesse parte da própria experiência que procura comunicar. O que se oferece ao leitor não é uma teoria do budismo, mas uma possibilidade de compreensão que nasce da experiência e a ela retorna. Tradução: Priscila Catão Projeto gráfico: CCRZ Coleção: PBÂ
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2 months ago
Este é um livro que Hervé Clerc não podia deixar de escrever. Ele o carregou consigo por mais de quarenta anos, desde que, logo após maio de 1968, viveu uma experiência que definiria como «incomensurável em relação a todas as que teria depois na vida e, evidentemente, às que havia vivido antes». Não se tratou da adesão a uma escola nem da descoberta de um sistema filosófico. Foi o encontro com algo que apenas mais tarde reconheceria como budismo — e precisamente em sua essência: nu, imóvel, vazio. As coisas como são nasce dessa distância temporal. Não é o relato de um entusiasmo juvenil, mas o trabalho de uma vida que retorna a esse acontecimento para compreender seu alcance e suas implicações. A iniciação evocada no subtítulo não coincide com a entrada formal em uma tradição, mas com a maturação de um olhar. Tradução: Priscila Catão Projeto gráfico: CCRZ Coleção: PBÂ
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2 months ago
Se a figura do homem como sujeito universal é descentralizada, também as disciplinas humanísticas precisam rever seus pressupostos. «Pós-humano» dedica atenção especial a essa questão. Braidotti observa que os estudos pós-coloniais, as teorias raciais, as análises de gênero e a reflexão ecológica já haviam colocado em crise a imagem coesa do humanismo ocidental. A partir desses campos, torna-se possível esboçar um humanismo reformulado, atento às diferenças e às interdependências globais. A condição pós-humana não é uma hipótese futura, mas uma chave de leitura do presente. A questão não é saber se ainda somos «humanos», mas em que termos redefinimos responsabilidade, pertencimento e convivência. Tradução: Adelaide Pimenta Projeto gráfico: CCRZ Coleção: Lucciole O livro estará disponível em 20/03/2026
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3 months ago
O pós-humano, na reflexão de Rosi Braidotti, não diz respeito apenas à relação entre seres humanos e tecnologia. Envolve a maneira como concebemos a vida em seu conjunto. As economias globais contemporâneas tratam como recurso toda forma de existência: animais, sementes, organismos, ecossistemas. Essa ampliação da lógica de mercado produz hibridizações e deslocamentos que tornam instáveis as categorias tradicionais. O humano deixa de aparecer como centro separado e soberano, passando a integrar um continuum material e biológico. O livro aborda essa transformação sem recorrer nem ao entusiasmo nem à nostalgia. A crítica do antropocentrismo é necessária, mas não suficiente: é preciso interrogar as estruturas econômicas e políticas que orientam esses processos e avaliar suas consequências em termos de sustentabilidade. Tradução: Adelaide Pimenta Projeto gráfico: CCRZ Coleção: Lucciole O livro estará disponível em 20/03/2026
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3 months ago
No debate contemporâneo, a palavra «pós-humano» é frequentemente associada a cenários tecnológicos futuristas. No livro de Rosi Braidotti, o termo assume um significado diferente e mais radical. Não indica uma humanidade aperfeiçoada ou superada, mas a problematização da ideia moderna de sujeito como unidade autônoma, racional e universal. As transformações tecnológicas e científicas das últimas décadas — ambientes digitais, biotecnologias, próteses, engenharia genética — tornam evidente o quanto essa figura era historicamente situada. A distinção nítida entre o humano e aquilo que não é humano já não se sustenta como princípio organizador. «Pós-humano» propõe ler essa crise não como perda de identidade, mas como oportunidade teórica: pensar o sujeito como entrelaçamento de relações, práticas, dispositivos e formas de vida. Não uma dissolução, mas uma redefinição. Tradução: Adelaide Pimenta Projeto gráfico: CCRZ Coleção: Lucciole O livro estará disponível em 20/03/2026
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3 months ago