Na era da tecnociência, o nascimento está longe de ser puramente biológico: somos filhes da fusão, da interface, da reinvenção. Os nossos corpos ciborgues - híbridos de carne e circuito, de desejo e código - não comunicam apenas através da linguagem: só o grave nos conduz, o balançar frenético, os braços erguidos, só as mãos que se unem, não vulgarmente em jeito de reza, sustentam a promessa de um encontro com o outro. Ciborgues, corpos que recusam os limites do Humano, fundam a EXOTIKA e as noites em que nos encontramos para dançar e celebrar a nossa existência.
Nesta sexta edição da EXOTIKA, pela última vez este ano, reencontramo-nos no Lux Frágil para mover, redesenhar e reinventar os nossos corpos e as nossas estruturas. No bar, Markov e Runnan abrem o circuito; na disco, Astrea, MEIBI e Lolsnake conduzem-nos ao pulso. Estreiam-se as performances de Tomás Fernandes e Leandro Vasconcelos - onde o humano e a máquina se confundem, e a noite se transforma em playground experimental e estético dos nossos imaginários coletivos.
Profoundly rare. Notably difterent.
text by
@egotwink
sem palavras para descrever estes momentos na
@exotika.official capturados pelo lindo
@capitaogoma
obrigado
@luxfragil ❤️🩹