2024. a professora @ sobrevoltar (Paula) foi fundamental no meu fortalecimento da ideia: nosso olhar é ferramenta insubstituível em qualquer trabalho. Aulas práticas que fugiam da minha zona de conforto, do que era premeditado dos meus desejos, e que me faziam duvidar da minha capacidade de ser útil (eficaz) em áreas que não projetavam exatamente meus sonhos. Mas não tem como deixar de ver o mundo como a gente vê, aliás, até tem, e fotografar é parte disso, é que não existe concorrência ao transmitir com exatidão o jeito que vemos as coisas ao nosso redor. Escrevendo, fotografando, cantando, nenhuma reprodução escapa da parcela singular que cada um de nós carregamos.
Meu primeiro amor foram as palavras. Justamente a coisa que descobri do lado de fora da barreira silenciosa que ergui à minha volta, muralha essa feita pra abafar o barulho do mundo. Irônico descobrir a força da palavra e, ainda assim, subestimá-la como perda de tempo. Depois foi o cinema, que era a prova viva de que som e imagem podem existir juntos, e como a vida naturalmente também é, mas, como humano, é natural precisar de outras provas também. Volto às mesmas perguntas a vida inteira, às vezes com respostas diferentes. Primeiro aprendi a palavra, depois aprendi a olhar, ou em sequência diferente — ainda tô aprendendo. Escrevo, tiro foto, mas ainda tenho vídeo. Tô suave e andando.
início do ano passado fui um dos alunos selecionados do Senac pra registrar o desfile do São Paulo fashion week, experiência que aconteceu graças tbm ao fornecimento dos equipamentos necessários pra fotografar o momento e ainda tive a honra de conhecer minha amiga maravilhosa, Amanda, que compartilhamos essa história. sem ofensa a galera da moda, mas tudo num filme é mais bonito.
Me preparei a vida inteira pra um momento que só existia na minha cabeça. Não só isso. Tudo tinha um significado diferente graças aos DVD que mainha vendia na feira do rolo e eu tinha liberdade de escolher os filmes que quisesse assistir. Se existia tantos mundos e pessoas diferentes ali na TV... então eu também poderia ter uma vida diferente. Existia um filme daqueles atrás de todas as paredes que separavam as casas e mercados. Estávamos num sonho e o despertar disso era a chave que a gente precisava pra ter fé em alguma coisa.