pisar no tapete vermelho. sentar com gente de tudo quanto é lugar empacotada em trajes de gala e ares importantes. navegar por esse cenário que sempre pareceu ficção. então é assim que é entrar dentro de um sonho? é que… sonho sempre pareceu coisa de sonho pra quem veio de tão longe, como eu.
e não digo sobre atravessar o globo até o @iemmys . digo de ter vindo de muito longe na vida. estar ali, plena na minha liberdade, força, alegria e beleza. uma guerreira latina peladona dentro de um belíssimo @misci__ — confesso: buguei.
fiz escola pública a vida inteira em nova venécia (e quase fui expulsa algumas vezes). como é que eu tô aqui, na maior premiação internacional de TV, como roteirista-chefe? por um segundo, quis agarrar os gringos pelo smoking e gritar isso na cara deles. mas lembrei que eu era uma guerreira latina peladona dentro de um belíssimo vestido e mantive a pose.
eu penso a vida em cenas, e uma me veio à cabeça: na adolescência, eu era obrigada a ir pro colégio de saia no joelho porque era crente. odiava ser a única a ir assim. não porque fosse diferente, mas porque aquela não era eu. enquanto eu dobrava a esquina pra aula, dobrava a saia junto. rebeldia sempre foi inegociável pra mim.
ser dona do meu corpo, depois que ele foi roubado de mim num abuso, também.
aí eu entendi: só cheguei inteira e íntegra no emmy, concorrendo com O Prazer é Meu — uma série sobre histórias escritas no corpo de mulheres e feita por mulheres incríveis — porque sempre fui rebelde.
me rebelar contra a violência, contra a escassez, contra o controle e a opressão: foi isso que me trouxe até aqui.
é por causa da rebeldia que o prazer vai ser sempre meu.
vestido: @misci__
acessórios: @carlospenna.design
bolsa: @ryzibrand
REALIZAR UM SONHO É FODA! ainda mais com um projeto que exalta a potência feminina, desenvolvido ao lado de mulheres tão poderosas, talentosas, parceiras e tesudas. meu coração tá jorrando que nem squirting ❤️💦❤️💦❤️💦
“o prazer é meu” tá disponível no @globoplay . assistam 🫦💪💃🏻
Reteté tá na lata! meu curta de estreia é um retorno aos anos 90 — à minha criação em igreja neopentecostal. mais que isso, é sobre mãe e filha, sobre duas mulheres tentando se manter fiéis a si mesmas em um ambiente conservador, patriarcal e rigidamente dogmático. é choro e riso soltos. é corinho de fogo na ponta do pé. é rebuliço e línguas estranhas. é igreja em transe.
uma vez, num retiro de carnaval, quando era adolescente, recebi a profecia de que me tornaria missionária. não me tornei, é claro, mas fiz um culto, o céu desceu e os irmãos caíram no reteté. de certa forma, cumpri meia profecia — e realizei um sonho inteiro.
uma imensidão de obrigadas a todo mundo que calçou o sapato de fogo comigo e fez o azeite descer — em especial à @piquebandeira , que abraçou o filme pelo útero ❤️
o fim de ano me fez voltar à viagem ao méxico — à experiência de quase-morte que @passeri.bruno e eu passamos no país. ali eu aprendi que é preciso deixar morrer o que precisa morrer, pra que caminhos novos e encantados nasçam. os mexicanos ensinam que reverenciar a morte é uma forma de celebrar o fato de estar vivo. que 2026 tenha o espírito de frida e a frase que ela imortalizou em sua última pintura: ¡viva la vida! ✨✨✨
é pisar nos eua que a paranoia vem a galope. é tudo tão feito pra gente não estar ali, que a certeza é uma só: vão me prender. e tome metralhada de pensamentos intrusivos: “é claro que eles tavam espionando quando eu era criança e roubei danette no mercadinho do bené” etc.
pra ajudar, a imigração andava mais lenta que pedalinho de lagoa e perdi a conexão. acabada, deitei no sofá pra esperar o novo check-in. o segurança veio conferir se eu aguardava algum voo ou era mais uma sem-teto. já tava imaginando o ice correndo atrás de mim e fiquei me chicoteando por ter pulado o cardio o ano inteiro. mas deu tudo certo e lá fui eu pro emmy internacional.
“o prazer é meu” fala de prazer feminino, mas não de um feminino genérico: é um estudo preciso sobre a mulher brasileira. num ano de caça aos imigrantes e de recorde de feminicídios no brasil, estar entre os 4 melhores documentários para tv do mundo, exaltando nossa potência latina no país que tenta nos apagar, foi um ato político pra cacete. me senti eva abocanhando não só o fruto proibido, mas a serpente inteira.
enquanto muitos dos indicados de não ficção se voltaram pra guerras e outras violências, nós fomos na contramão: falamos de pulsão de vida. em nosso painel, nos apresentaram como corajosas, inovadoras, sensíveis, engraçadas e… chocantes. porque exibimos vulvas. é curioso como o mundo ainda se espanta com a anatomia feminina, mas naturaliza (e premia) corpos violentados e assassinados. lembrei dos inquisidores cristãos chamando o clitóris de “botão do diabo”, incapazes de aceitar um órgão feito só pro nosso prazer. censuraram, óbvio, pra nos controlar. esse choque todo, imagino que seja como ver deus — e descobrir que ele mora entre nossas pernas.
perdemos o troféu pra um doc sobre a guerra na ucrânia, mas saímos vencedoras, com nossa equipe irreverente, alegre, ousada e radiante aplaudida pela indústria inteira. mulheres brasileiras em nova york vivendo e pregando sua própria liberdade. por que choras, ice? 😘❄️
boto fé que ainda há de chegar o dia em que o gozo vai ser maior que a morte.
#OPrazerÉMeu @globoplay
roupas e sapatos: @misci__
joias: @carlospenna.design
bolsas: @ryzibrand
A Netflix divulgou as primeiras informações oficiais de Habeas Corpus, nova série nacional de ficção jurídica estrelada por Marjorie Estiano e Any Gabrielly, que vivem as protagonistas de uma trama intensa inspirada em um caso real de revisão criminal.
Inspirada no trabalho do Innocence Project Brasil, a série acompanha uma professora de Direito (Marjorie Estiano) que coordena um grupo de revisão criminal dedicado a reverter condenações injustas. Entre os casos que chegam até ela está o de um jovem preso por um crime que não cometeu. Determinada a provar sua inocência, ela conta com o apoio de seus alunos, sem imaginar que sua pupila mais talentosa (Any Gabrielly) busca algo pessoal: reparação por uma injustiça trágica que a marcou profundamente.
O elenco reúne grandes nomes: Danton Mello, Marisa Orth, Naruna Costa, Natália Lage, Vladimir Brichta, Felipe Ricca, Hypólito, Luiza Gabus Mendes, Nicolas Lee, Paula Cohen, Pedro Roza e Renata Gaspar, entre outros.
Com direção geral de Luiz Villaça, que também cria a série ao lado de Leonardo Moreira e Donna Oliveira, Habeas Corpus é uma produção da Café Royal, com produção executiva de Adriana Tavares. A direção dos episódios é assinada por Luiz Villaça e Flávia Lacerda, enquanto o roteiro é de Leonardo Moreira, Donna Oliveira, Jeferson Tenório, Silvia Gomez e Victoria Negreiros, com assistência de Luiza Aron.
📷 Divulgação/Netflix
#PipocaNacional: Seu ponto de encontro com o Cinema Brasileiro 🍿
Foram anunciados os indicados oficiais ao Emmy Internacional 2025! O Brasil marcou presença com 8 indicações em novelas, séries e produções de entretenimento.
Os vencedores serão revelados no dia 24 de novembro, em Nova York.
📸 Reprodução
#PipocaNacional: Seu ponto de encontro com o Cinema Brasileiro 🍿
hoje é aniversário da minha irmã e se eu pudesse avaliar no google como é ser irmã da minha irmã eu daria cinco estrelas pra minha irmã
@keolliperfumes ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️