Barão Vermelho 1982. Peguei essa raridade na
@titanvinylstore . Uma nova prensagen da Rocinante Três Selos. Destaque vai para o aniversariante Cazuza, com letras que fugiam do lugar comum do pop rock , textos que abordam o estilo de vida boêmio, as disilusoes amorosas , com imagens fortes , "mas se tiver nos olhos uma luz bonita, fica comigo e me faz feliz, é que estou sozinho a tanto tempo que eu me esqueci, o que é verdade o que é mentira envolta de mim" ( Por Aí) " "quando sol vier socar minha cara , com certeza você já foi embora" ( Down em mim) , " ver o amor como uma abraço curto pra não sufocar" ( Bilhetinho azul) ," e se eu achar tua fonte escondia te alcanço em cheio, o mel e a ferida" ( Todo Amor que ouver nessa Vida). Versos que remetem a predileção de Cazuza por Dalva de Oliveira, Lupucinio Rodrigues, que dentro do rock soa inusitado. Não foi uma unanimidade, criticado por uns pelos "excessos da Dalva de Oliveira " nas letras, enquanto outros o viam como original, espontâneo e fora curva dentro do rock. Com relação a sonoridade de Cazuza ( voz), Roberto Frejat ( guitarra) De Palmeira ( baixo) Mauricio Barros ( teclado) e Guto Goffi ( bateria) , remete a rock n roll e o blues da década de 70, mas, aqui e ali, aparece um diálogo com a new wave, por exemplo "Todo amor que ouver nessa vida" . Produzido em poucos dias, num clima de farra no estúdio, ficou mal gravado , mas é um registro cru e espontâneo do Barão. Essa edição do disco consta com duas faixas bônus: Nós, um reggae de ótima letra que reflete as incertezas do futuro:" por enquanto somos belos bêbados cometas.." , só foi lançado no LP Maio abandonado (1984) e Sorte ou Azar, uma balada , com sabor de MPB, que ficou de fora da edição original. Um ótimo disco!