Essa imagem não é uma ficção.
É muito comum pessoas me perguntarem como eu consegui fazer essa foto sem que ele se desse conta, acreditando que ela é o resultado de uma suposta pegadinha e que a minha “esperteza”está justamente no fato de ter feito esse retrato sem que ele percebesse o resultado final. Pois bem…eu e Jair Bolsonaro criamos esta imagem juntos.
Ele estava ciente o tempo inteiro do que estávamos fazendo.
Explico. Quando fiz o teste de luz (foto 2) olhei no visor da câmera para ver como estava e acabei rindo quando vi a foto. Ele, vendo meu sorriso, falou “eu sei que se vc tá rindo é pq é melhor pra vc e pior pra mim… mas eu tô pouco me fudendo pra isso! Deixa eu ver como tá “
Mostrei a foto (foto 2). Bolsonaro riu e imediatamente disse “ vamos fazer mais!”
E assim soltou uma gargalhada (foto 1) se divertindo com o efeito da luz em seu rosto. Essa foto (1), que ficou mais conhecida, só existe justamente porque ele viu o teste de luz, sabia como o retrato estava ficando e por isso achou graça. Depois fez variações diante da câmera (fotos 3, 4, 5 e 6). Sempre acompanhando os resultados.
Esse retrato é uma criação conjunta. Propus a luz, e ele, ciente de tudo, gargalhou, performou e se divertiu, vendo no que a sua própria imagem se transformava.
Pra quem me pergunta como consegui fazer esse retrato sem que ele visse… minha resposta é: ele sabia, ele viu, ele gostou, ele propôs e achou graça.
Essa imagem não é uma ficção.
Mais algumas fotografias que venho fazendo há anos dos caminhos criados pelos pedestres resistentes em Brasília. O processo é lento pq faço as fotos em chapas de filme de grande formato 4x5. Em geral, no período de seca os caminhos saem brancos (terra seca, quase morta) nas fotos. No período de chuva, eles ficam pretos (terra vermelha, viva e molhada). Na pandemia eles sumiram, a grana cresceu.
Foto para o disco "Villa-Lobos" da GRANDE pianista Erika Ribeiro.
Que prazer que foi fazer esse trabalho!
Uma felicidade enorme em compartilhar essa foto. Mais um trabalho pra @rocinantegravadora que faço com muito orgulho🌿
A equipe maravilhosa, passou por grandes desafios (@dudubaron que o diga...) para chegarmos até essa capa. Em outra postagem conto tudo. Agora só queria compartilhar essa BELEZURA de disco. Apenas escutem... é um absurdo.
Ficha técnica
Erika Ribeiro: piano e wurlitzer
Ldson Galter: contrabaixo e enxadas
Marcelo Galter: wurlitzer e arranjos
Natália Mitre: marimba e berimbau
Reinaldo Boaventura: percussão, enxadas e quente-frio
Direção artística: Erika Ribeiro e Sylvio Fraga
Direção musical: Marcelo Galter e Erika Ribeiro
Produção musical: Marcelo Galter
Gravação: Arthur Damásio, Flávio Marcos Batata e Pedro Durães
Assistente de gravação: Paulo Maganinho
Mistura: Pedro Durães
Masterização: Zino Mikorey at Vivid Dreams
Edição: Arthur Damásio
Coordenação artística: Jhê
Coordenação técnica: Flávio Marcos Batata
Projeto gráfico: Celso Longo + Daniel Trench
Direção de arte da capa: Rocio Moure e Diego Bresani
Fotografia da capa: Diego Bresani
Assistência de fotografia: Luca Narracci
Figurino: Rocio Moure
Beleza: Eduardo Barón
Fotografias no estúdio: Lucca Mezzacappa
Direção executiva: Bruno Vieira
Produção executiva: Alessandra Ramalho e Raquel Cardoso
Assistente de produção: Flora Gaiad
Produção local: Alethéa Perdigão
Afinador de piano: Carlos Gustavo Kersten
É com grande satisfação que anunciamos a representação do artista Diego Bresani.
Diego Bresani (Brasília, 1983) é diretor de teatro e fotógrafo. Graduado em Artes Cênicas e mestre em Artes Visuais pela Universidade de Brasília, também estudou fotografia de grande formato no ICP, International Center of Photography, em Nova Iorque.
Sua pesquisa se desenvolve nas fronteiras entre a fotografia documental e a encenação. Em seu trabalho, investiga criticamente as formas de ocupação e apropriação de Brasília na contemporaneidade, dedicando-se às paisagens que emergem na cidade inventada há quase 70 anos.
Paralelamente, desenvolve um consistente trabalho de retratos de artistas, políticos e personalidades publicados em veículos como Revista Piauí, M Magazine, Vogue, The Guardian, GQ Brasil, Revista Amarello, Marie Claire e Revista Cult, entre outros.
Em 2014, sua série “Ao Lado” venceu o V Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Em 2015, realizou a exposição individual “Theatre” no Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique, em Paris, e apresentou “Tuer/Matar” na Alfinete Galeria, em Brasília. Em 2016, realizou a exposição “Respiro: retratos 01” na Galeria Athos Bulcão, em Brasília, reunindo mais de 180 retratos produzidos ao longo de sua trajetória.
A Gravadora Rocinante começa a lançar a série Obra Viva de Hermeto Pascoal, dedicada a composições inéditas ou pouco exploradas do
gênio alagoano. Este é o Vol. 1 Flautas aborda peças que Hermeto escreveu para o instrumento de sopro entre 1982 e 1985.
Para ilustrar as capas dessa série, o querido amigo Sylvio Fraga me convidou para ir com ele ao sertão sergipano para fotografar as esculturas do grande artista Véio.
Essa é a primeira capa dessa série especial que tenho muito orgulho de participar.
Esse álbum só de flautas é lindo demais!