quando chegar lá, me envie um cartão postal - livro de artista; 2025
((o meu tcc tá no mundo! disponível pra quem quiser ler no repositório da ufpe (attena), é só checar o link na minha bio 💌))
o projeto quando chegar lá, me envie um cartão postal, é uma simbiose entre arte relacional, arte postal, gravura performance, fotografia e escrita. dividido em três fases: 1) investigação do meu processo artístico e desenvolvimento de 80 cartões feitos em gravura; 2) uma performance em que os postais foram disponibilizados para que o público enviasse gratuitamente para onde quisesse (uma coisa meio central do brasil); 3) a construção deste livro de artista/pasta de arquivos que reune essa pesquisa de três anos (2022-2025) e é focada na investigação da arte postal enquanto ferramenta de democratização da arte e do saber e potencial criadora de redes de afeto e conexão entre seres.
o livro/pasta, feito manualmente, é meu trabalho de conclusão de curso na graduação de licenciatura em artes visuais da ufpe e funde em si a construção das minhas pesquisas artística e acadêmica. a obra é o texto, o texto é a obra. escrito em cartas é composto também por cartões-postais, relatos dos participantes da performance, fotografias de nina xará, carimbos feitos em gravura em diferentes suportes: massinha, pvc expandido, neolite, isopor (e o que aparecesse na minha frente e eu gostasse da forma), a estrutura da pasta e dos envelopes foi feita em papel, manualmente, com auxílio de márcia xará (@marciaxara )
imagens do tcc por @ninaxf
30 de abril finalizamos a exposição coletiva Nada é verdade, mas tudo aconteceu, na Galeria Capibaribe (CAC-UFPE). Nela, expusemos, eu, junto ao @moverocotidiano , coletivo que integro ao lado de @marina.capitulino e @belxara nosso fotolivro Delírio Urbano, o 3° desdobramento da nossa performance de mesmo título. Também ocupamos o espaço com as ações “Texturas e Rastros” (ação investigativa em que exploramos o espaço usando carimbos de massinha como ferramenta) e “Processo em Realidade Virtual” em que convidamos o público para imergir na 4° versão de Delírio Urbano, feita para o formato de óculos de realidade virtual. Ainda tivemos a oportunidade de participar como convidadas em uma aula de carimbos na disciplina do curso de Design da UFPE. Foram dois riquíssimos meses compartilhando histórias junto de outros 12 artistas e suas performances transmutadas nas linguagens de vídeo e fotoperformances. 🚲🚦🩶
e num fim a vida é isso, aproveitar dias quentes pra visitar amigos, comer peixe frito, rever memórias, criar novas, falar 37 coisas diferentes em 3 horas, trabalhar, arrumar, desarrumar, ouvir música, tocar música, ler em voz alta pra quem se ama, aproveitar todas as casas que se tem e torcer pra ter quem a gente ama mais perto por mais tempo
semana passada tive a sorte de participar da oficina de preparação de elenco com @clebiasousa e que delícia é poder ouvir alguém falar sobre seus saberes de forma acessível, leve e rica, obrigada clebia <3
e obrigada demais à @making_of_capacitacao por promover esse espaço de troca!
como foi bom te reencontrar. e estranho.
mas tudo bem, eu já tenho certa experiência com as estranhezas dos reencontros. abraço o desconforto. eu-abraço-o-desconforto-do-reencontro. e por isso eu voltei pra recife e depois voltei pra belém e pra macapá e de novo voltei pra recife. no meio dos caminhos que percorro entre um lugar e outro, passei a repetir, quase como um mantra, essa frase que eu criei. ela vem na cabeça quando me pego fantasiando esbarros; olhos atando-se no meio do caminhar; eu e minha prima sentadas num café quando finalmente as datas das nossas agendas coincidem; ou simplesmente quando volto pra casa no final do dia ou depois de um ano. mas eu sinto medo do que vou sentir, já sei o quão deliciosamente estranho é reencontrar.
sei lá. como que se encontra alguém depois da saudade, depois do conflito, depois de declarações e sutilezas trocadas?
mapeamentos memoriais || 25-26
*esse é um trechinho do texto “abraçar o desconforto do reencontro” da minha série imagética-verborrágica mapeamentos memoriais. ele completo tá no meu substack q tu encontra no link da bio*
07 de agosto de 2025
caro leitor,
perceba que não sou muito das cronologias terrenas.
-> partes do processo de desenvolvimento do meu tcc e do dia da defesa. sou profundamente grata pelas pessoas que me acompanharam nos meses de construção desse livro, nada se faz só e sem as suas mãos ele não existiria. primeiro muito obrigada ao meu orientador @eduardoromerolba que me concedeu espaço, tempo e cabeça pra fazer isso acontecer, além de apoiar a ideia maluca de escrever o tcc e fazer uma versão física dele em três meses; agradeço muito as minhas amizades que leram e releram, que me indicaram leituras, que refletiram comigo minhas reflexões, em especial mellanie, relvane, bel e nina que tiveram algumas de suas horas de vida roubadas pelas minhas palavras; agradeço demais ao gabriel cardona que me acompanhou por horas exaustivas no ateliê de gravura pelo simples prazer da companhia, mas também pelo trabalho babado de formatar meu documento inteiro de várias formas diferentes (coisa que sou uma pomba lesa fazendo); agradeço mais que demais a márcia xará, artistona que me ajudou a fazer todos os moldes dos envelopes e pasta manualmente! sozinha, talvez eu tivesse desistido da ideia; agradeço mari nunes que, além de ser a pessoa a quem enderecei boa parte das cartas escritas nesse texto, levou as próprias mãos e MAIS DUAS diretamente da frança pra trabalhar, tahoe e melissa, que passaram a primeira manhã delas em recife fazendo cartão postal comigo; obrigada demais todo mundo que esteve no lab de fotografia e no ateliê de gravura, carimbando, imprimindo carta ou só falando abobrinha e fazendo do meu trabalho algo mais gostoso; e por fim, agradeço quem colou no dia da defesa pra me celebrar e principalmente quem, nos dias seguintes, deu suporte ao meu luto de realizar e finalizar esse projeto tão desejado!
p.s.: se tiveres interesse em conhecer a versão física do meu tcc, fala comigo! ele tá no mundo pra se espalhar 💌