Bom, o pessoal sabe que sou monossilábico e um pouco mais retraído as vezes, mas vou tentar expressar o que foi essa experiência pra mim.
.
.
Se eu idealizasse duas semanas perfeitas, não chegaria nem perto do que vivi com vocês no Rio de Janeiro. O que começou com uma simples corrida pela areia da Praia da Barra, onde eu tava recém sendo introduzido à pessoas que mudariam minha vida nos próximos dias, veio a se tornar uma experiência tão intensa e transformadora, que talvez eu nem tenha conseguido assimilar ainda. A gente riu e falou que era apenas o início, mas num estalar de dedos já estávamos no último dia, chorando e nos abraçando.
Eu, que nunca troco uma palavra logo depois que acordo, hoje sinto falta do agito que rolava pela manhã. Dos planejamentos, do bom e do mau humor,
"quem vai de ônibus?",
"não esquece o bicard", "alguém pode passar o cartão pra mim?"
Acordar se tornou tão solitário. Onde tá a fila? Quem vai me pedir shampoo ou day after agora? E trocar ideia sobre o arrependimento (ou nem tanto) de ter ficado acordado até às 5h da madrugada.
O intercâmbio cultural com pessoas tão singulares me fez ficar, inclusive, com mania de alguns, gíria de outros, trocamos muitas ideias e visões, e eu amei cada segundo.
Eu comi Cuscuz e gostei, repensei os cuidados com minha barba e apesar dos pesares, "eu tô bem, eu tô bem". Bora pra Krakovia? Sexta feira é dia de Lapa, e segunda de Pedra do Sal. Pegar o ônibus sozinho agora é mó sem graça, e até as paradas pra comprar jornal me fazem lembrar da galera bolada, e eu dou risada.
As conversas no ônibus e a caminho do MAR, as noites de beber no hostel e também fora dele, as danças, abraços, risadas, trabalhos, rodas, debates, jantinhas, turistadas, pé na areia, muambas, saara, sair a procura de um buda, tudo isso vai ficar na minha memória pra sempre.
Levo cada um de vocês no coração.
xoxo deninho.