Demorou quase um ano, mas o "eterno retorno do samba de malandragem", mote do álbum e do show "Cuidado, Zehzeira!", de Zeh Gustavo, vai ter novo capítulo: no próximo dia 28 (maio, 2026), quinta-feira, às 19h, o Centro de Referência da Música Carioca Arthur da Távola (R. Conde de Bonfim, 824, Tijuca) recebe o sambista para mais uma noite especial de culto brincante aos bambas e ancestrais do nosso maior gênero. Os ingressos já estão à venda no Sympla (link na bio, story...), a partir de 25 reais. Vamos juntos?
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O TIME
Produção: Janice Morais. Fotografia: Yasmim Loureiro. Direção musical: Daniel Delavusca. Músicos: Gabriel Veras (violão 7), Felipe Pedro (cavaquinho), Nayara Danielly (sopros), Érica Santos, Mário Ribeiro e Márcio Sorriso (percussão).
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A RESENHA
"Extra! Extra! Que o novo craque nacional é o Beto Bom de Bola!", assim cantava o vate Sérgio Ricardo no Festival da Canção de 1967, num samba impregnado da magia do morro e que conseguiu unir vaias e aplausos, direita e esquerda, na ânsia geral de torná-lo um clássico a não ser revisitado. Eis que, como um cartão de visita, "Beto Bom de Bola" foi o primeiro passo de Zeh Gustavo na gravação de "Cuidado, Zehzeira!" - álbum cuja arquitetura, pode-se dizer, levou meia vida do sambista, e cuja produção durou 3 anos. Na durindana, na artesania, fruto daquela tenacidade que o incauto chama teimosia, com a limitação de espaço que quem tem critério no que faz também sofre, eis o "disco", lançado em 2025. Com 12 faixas, entre composições próprias e reinterpretações, "Cuidado, Zehzeira!" dialoga diretamente com o legado de Luís Barbosa, Moreira da Silva, Jorge Veiga, Nei Lopes e Miguel Gustavo, reafirmando o samba de breque como linguagem. Assim, o álbum ativa o humor, a crônica social e o comentário crítico como dispositivos de leitura do presente.
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O LINK
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14 days ago