Como resultado das discussões, publicamos um Manifesto em Prol do Engajamento Cristão, a fim de expor o que acreditamos e como nos moveremos no que tange ao engajamento social cristão.
Surgimos em 2019, quando nos organizamos para dar assistência a uma família - uma mãe e seus 10 filhos -, que teve sua casa destruída após um incêndio, ficando em condição de extrema vulnerabilidade. Desde então, já organizamos ações no Sol Nascente - considerada pelo IBGE a maior favela do Brasil -, assistimos outras famílias e somamos forças com algumas instituições.
Nos movemos em duas frentes
* Promoção de uma visão bíblica acerca da ação cristã na sociedade, a fim de pavimentar um caminhoequilibrado para o posicionamento cristão.
* Ações diretas de assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
No que acreditamos:
A missão cristã no mundo é composta pela pregação do evangelho e a realização de atos de justiça; uma não exclui a outra. O indivíduo só pode receber a salvação e ser redimido por meio da pregação do evangelho de Jesus Cristo.
A realização de atos de justiça é uma ordenança deixada por Jesus Cristo, sendo, deste modo, um dever de todo cristão realizá-los.
Nosso objetivo:
Refletir, a partir do que a Bíblia estabelece, a justiça de Deus no tempo presente. Acreditamos que todos os seres humanos foram criados à imagem de Deus, portanto devem ser respeitados e tratados com zelo e amor.
A justiça de Deus é a verdade do evangelho revelada por meio de uma vida transformada — e que, transformada, transforma tudo ao redor dos cristãos.
Bondade, generosidade, caridade e outras formas de doação, seja de recursos ou de afeto, são práticas presentes em inúmeras religiões. Por moralidade, autodesenvolvimento, expectativas espirituais futuras ou simplesmente pelo bem da convivência humana, atos de bondade fazem parte da vida em sociedade e revelam aquilo que chamamos de graça comum. Essa graça, manifesta em beleza, vida e criatividade, permite que toda a humanidade — ainda que parcialmente — reflita algo do Criador.
Para os cristãos, porém, essa bondade precisa nascer de uma fonte mais profunda: a revelação do amor de Deus.
As Escrituras apresentam os conceitos de Mishpat e Tsidkenu. Mishpat diz respeito a ações concretas que corrigem injustiças e protegem os vulneráveis. Já Tsidkenu — derivado de Yahweh Tsidkenu, “O Senhor, nossa Justiça” — aponta para a fonte salvífico dessa retidão: a justiça de Deus imputada a nós.
Esses termos aparecem repetidas vezes em contextos legais, rituais e proféticos, revelando um padrão moral que nasce do caráter de Deus e se estende a nós pela graça que recebemos. As Escrituras afirmam que Deus nos amou mesmo quando estávamos em culpa e dívida infinita. Se desejamos imitá-lo — fazendo o que vemos nosso Pai fazer (1 Jo 2:6; Jo 4:34) — então também devemos estender misericórdia, sem deixar que as falhas alheias sejam barreiras. O amor ao próximo deve fluir de um coração transformado e de um compromisso de imitar Cristo.
Viver de modo coerente com o evangelho é refletir o caráter do Deus justo. Para Jesus, justiça e misericórdia caminham juntas e se expressam no cuidado integral pelo próximo — espiritual, material e afetivo.
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”
_Mateus 5:7_
Se Deus nos amou mesmo quando éramos irresponsáveis e pecadores (_Rm 5:8_), nós também somos chamados a estender graça, cuidado e discipulado ao próximo.
O que é o Reino de Deus? A resposta para essa pergunta direciona totalmente a forma com que andamos nesta vida. Entender o Reino de Deus é entender a obra de Cristo na Cruz e como vivemos a partir dela.
2025 foi um ano de aprendizado e fundamentação para o Bridges! Tivemos neste ano nosso Panorama sobre Justiça Social, encontros que aconteceram no período de 6 sábados e teve como objetivo o alinhamento de nosso grupo acerca da Justiça Bíblica e do posicionamento cristão na sociedade moderna. Participamos também em 2025 da Ação de Natal do Projeto Ame-os, como também iniciamos o acompanhamento da família do Everson. Somos gratos ao Senhor por tudo que Ele fez em nós e através de nós e estamos com muitas expectativas para o que Ele irá fazer no ano de 2026!
É Natal.
Quem poderia dizer que um choro ecoaria por toda a eternidade?
Quem diria que a virgem daria à luz ao fim da escuridão?
Quem diria que o Criador das estrelas, montanhas e vales deitaria em pobre manjedoura?
Qual sábio diria que a frágil criança era a canção divina reverberando por toda a realidade?
Qual homem diria que a ponte entre o Eterno e o finito dormia nos braços da jovem mãe?
É Natal.
Cristo, ponte entre o ofensor e ofendido
Cristo, ponte entre o faminto e o banquete
Cristo, ponte entre o cego e a luz
Cristo, ponte entre o aflito e o consolo
Cristo, ponte entre o ferido e a cura
Cristo, ponte entre o solitário e sua família
Cristo, ponte entre os náufragos e a terra firme
É Natal.
Jesus nasceu e o fim da escuridão, do pecado e da morte agora pisa a Terra
Tronos são depostos
Poderes são subjugados
Trevas são dissipadas
Pobres são amparados
Viúvas são acolhidas
Estrangeiros são repatriados
Deus pisou na Terra e seu Evangelho agora toma forma. A ponte Eterna agora está posta.
Ele é a salvação que anunciamos.
É Natal.
Como igrejas podem, de fato, impactar a sociedade?
É inegável a presença de igrejas dentro da sociedade como um todo. Desde os centros abastados, até zonas de periferia e de vulnerabilidade social. Assim, é possível mensurar o impacto social da igreja nos diversos contextos em que ela está inserida?
A necessidade de impacto nas estruturas sociais não tem, e não devem ter, a ver com uma espécie de revolução social. Mas sim tem a ver com uma expressão de amor para com o próximo. Perceber a pobreza de uma forma humanizada, sendo atravessado pela falta que muitos têm de instrumentos básicos para sua sobrevivência e de sua família, é amar o próximo abundantemente. Enxergar cada ser humano como digno, atentando-se à sua identidade de criatura de Deus, é amá-lo como a si mesmo. Preocupar-se com o bem-estar de todos, voltando os olhos para o cuidado da cidade, é prezar, em amor, pela qualidade de vida de todos, independentemente de suas condições materiais.
O envolvimento social do cristão está ligado ao amor pelo próximo; amor este que deve permear sua relação com o dinheiro, a vida e a cidade. Ao próximo deve lhe ser resguardado: o acesso às condições materiais básicas para que possa viver; a humanidade que a sua criação lhe oferece, o direito de estar vivo e ser respeitado; um espaço agradável para desenvolver sua vida com os seus.
Amar a sociedade é amar cada indivíduo, refletindo e comunicando os pensamentos e desejos de Deus acerca de cada um.
Entre os meses de agosto e setembro, estivemos reunidos aos sábados em um projeto chamado “Panorama sobre a Justiça Social”, onde discutimos, em suma, como deve ser o engajamento cristão ante as injustiças existentes na sociedade.
Baseamos as nossas discussões na seguinte bibliografia:
- “O Cristão em uma sociedade não-cristã” de John Stott
- “Justiça Generosa” de Timothy Keller
- “O Conhecimento do Santo” de AW Tozer
- “A Missão Cristã no Mundo Moderno” de John Stott
Foi um tempo bastante interessante e que inaugura um novo tempo para o Bridges, que agora se disporá também a contribuir com a construção teórica de um engajamento cristão social.
Vamos juntos ajudar o Simão! ❤️
Para doar via pix:
[email protected]
Ele precisa de alguns itens essenciais:
•guarda-roupas
•cama de solteiro
•colchão
•roupas (calça 38 e camisa P)
•e outros móveis básicos.
Se puder contribuir, estaremos no anfiteatro 13, na quinta-feira, das 12h às 13h, recebendo as doações.
Compartilhe, doe, ore. Faça parte dessa corrente do bem!
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A justiça social é um dos meios de agradar a Deus ✨
Através de 3 pilares conseguimos desenvolvê-la considerado Jesus como parâmetro a ser seguido 🙌🏻☺️
Confira os pilares e comenta aqui, o que mais você acha ser essencial para a prática da justiça social ?
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