Debora Silva Maria

@debi1977gmail.com_

Movimento Mães de Maio.
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Todo dia das mães mexe comigo porque eu sei o que é sentir falta de um filho, acordar e continuar lutando mesmo depois que arrancaram um pedaço da nossa vida. Se ainda existe esperança de futuro nesse país, ela continua sendo embalada, sustentada e protegida pelo colo das mães.
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6 days ago
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2 years ago
“Se acontecer alguma coisa com você, eu vou atrás até no inferno”. Essas foram as últimas palavras de Débora Silva para seu filho, Rogério, em maio de 2006. Ele nunca chegou em casa. ​Vinte anos se passaram desde que a violência policial mudou a vida de Débora e de centenas de outras famílias. O que nasceu de um luto profundo e de uma promessa feita no leito de um hospital transformou-se no Movimento Mães de Maio — uma rede de afeto e resistência que luta por justiça, reparação e para que nenhum outro jovem negro e periférico tenha o mesmo fim. ​Débora não se vê como ativista, mas como uma mãe cumprindo uma missão dada pelo filho. Conheça essa trajetória de dor, luta e legado de cura na reportagem completa da Periferia em Movimento. ✊🏾🌹 Reportagem Viviane Lima (@vi.vianelima ) Personagem Débora Silva Maria (@debi1977gmail.com_ ) Edição Thiago Borges (@thiago.borges1 ) Distribuição Carolina Rosa (@caminoenancestral ) ​🔗 Leia a reportagem completa no site: periferiaemmovimento.com.br ​#MãesDeMaio #Justiça #CrimesdeMaio #PeriferiaEmMovimento #MemóriaELuta
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2 days ago
Faltam poucos dias para o Cordão da Mentira ocupar as ruas de São Paulo com arte, memória e resistência. Neste ano, denunciamos os “Crimes de Maio: 20 anos de impunidade — o maior espetáculo da farsa continua”, porque há feridas que o Estado tenta apagar, mas que seguem pulsando na memória do povo. A história não se encerra nos livros, ela atravessa os corpos, as periferias, as mães em luta e todos aqueles que se recusam a naturalizar a violência e o esquecimento. Desde 2012, o Cordão transforma o asfalto em território de denúncia, alegria insurgente e enfrentamento. Se a mentira é projeto político, nossa bateria responde com verdade, presença e ocupação das ruas. No dia 16 de maio, a Paulista será novamente tomada pela força de quem acredita que memória é compromisso com o presente e justiça é tarefa coletiva. Dia 16 de Maio (Sábado) às 16h Concentração: Parque Trianon / MASP Venha somar sua voz, seu corpo e sua coragem. Porque para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça. Contribua também com a construção do Cordão: PIX: [email protected] #CordãoDaMentira #MemóriaVerdadeJustiça #DitaduraNuncaMais #MãesDeMaio #SãoPaulo AtoDeRua ArteEMemória
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4 days ago
“Parir um novo Brasil” significa romper com essa lógica histórica de desumanização. Significa recusar a ideia de que certas vidas valem menos. Significa construir um país onde mães negras não precisem transformar a própria dor em trincheira política para serem ouvidas. Talvez nenhuma organização social tenha traduzido tão profundamente o Brasil contemporâneo quanto as Mães de Maio. Porque sua existência escancara a falência moral de um Estado incapaz de proteger seus cidadãos mais vulneráveis. Mas também porque sua resistência aponta para outra possibilidade de futuro. São essas mulheres — negras, periféricas, historicamente invisibilizadas — que vêm produzindo uma das mais radicais experiências de defesa dos direitos humanos no país. Não a partir de gabinetes ou discursos abstratos, mas da experiência concreta da perda, da violência e da sobrevivência. Elas seguem parindo um novo Brasil porque insistem em defender a memória quando o Estado impõe esquecimento. Elas reivindicam vida em um país acostumado a administrar a morte. E talvez seja justamente aí que reside a dimensão mais poderosa de sua luta: as Mães de Maio não lutam apenas pelos filhos que partiram, lutam pelas gerações que ainda virão. Por um país que ainda não existe, mas que elas insistem em construir todos os dias — contra a barbárie, contra o racismo, contra o silêncio. Acesse a matéria pela bio. Texto: Ailton Martins | Frequência Caiçara Siga o instagram #frequênciacaiçara Apoie o jornalismo #independente #direitoshumanos
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5 days ago
A ausência de respostas não é apenas falha institucional. É projeto político. É expressão do racismo estrutural que organiza a segurança pública brasileira desde a escravidão. Em um país onde a morte negra é historicamente naturalizada, as vítimas dos Crimes de Maio foram tratadas como números descartáveis. A suspeita permanente sobre corpos pretos e periféricos serviu, mais uma vez, como autorização silenciosa para matar. “Imagine a dor, advinhe a cor”. Imaginar a dor exige também reconhecer quem são os corpos autorizados a sofrer sem comoção nacional. Se centenas de jovens brancos de bairros ricos tivessem sido executados em poucos dias, o Brasil provavelmente trataria o episódio como uma tragédia histórica incontornável. Haveria comissões independentes, responsabilização institucional, cobertura permanente, reparação às famílias e pressão internacional contínua. Mas os mortos de maio vieram das franjas urbanas, das comunidades invisibilizadas, dos territórios onde o Estado costuma chegar armado antes de chegar com direitos. Acesse a matéria pela bio. Texto: Ailton Martins | Frequência Caiçara Siga o instagram #frequênciacaiçara Apoie o jornalismo #independente #direitoshumanos #portodesantos
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8 days ago
Somos luta: há 20 anos. E por quantos outros mais necessários por Justiça por nossos filhos! Foto: @ailton_martins_filmes
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8 days ago
Para centenas de mães da periferia do estado de São Paulo, o calendário congelou naquele mês de maio de 2006, em que seus filhos foram mortos — muitos deles executados — em uma onda de violência que se espalhou pela capital, Baixada Santista e interior do estado. Vinte anos depois, o que ficou conhecido como Crimes de Maio ainda não foi oficialmente reconhecido pelo Estado brasileiro como um massacre. No lugar de respostas, vieram o silêncio, a impunidade e, para essas mulheres, uma longa travessia de dor. Foi desse cenário que surgiu o movimento Mães de Maio — formado majoritariamente por mulheres negras, periféricas, que decidiram fazer o que até então quase nenhum movimento social havia feito de forma tão direta e persistente: denunciar a violência do Estado, nomear seus mortos e enfrentar as instituições até as últimas consequências. Crimes de Maio retaliação e a violência de Estado. Parte 2. Acesse a matéria pela bio. Texto: Ailton Martins | Frequência Caiçara Siga o instagram #frequênciacaiçara Apoie o jornalismo #independente #direitoshumanos
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10 days ago
ATENÇÃO: A atividade do dia 14/05 (quinta-feira) do Tribunal Popular teve seu endereço alterado para o auditório da OAB (Ordem dos Advogados), localizado na rua Maria Paula, 35 - Centro, São Paulo - SP. 20 anos dos Crimes de Maio: Unifesp e Mães de Maio realizam jornada por memória, justiça e não repetição Evento marca duas décadas do episódio de violência estatal com programação que inclui Tribunal Popular, debates com autoridades e atos públicos em São Paulo e na Baixada Santista. SÃO PAULO – MAIO DE 2026 – O Projeto Enfrentação — resultado de uma parceria estratégica entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por meio do Centro de Arqueologia e Antropologia Forense (CAAF), e o Movimento Independente Mães de Maio — promove, entre os dias 13 e 17 de maio, o evento “20 anos dos Crimes de Maio”. Financiado pela Secretaria de Acesso à Justiça (SAJU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o projeto busca contribuir para o pleno acesso ao Estado de Direito das famílias das vítimas da violência estatal no Brasil. A iniciativa proporciona escuta qualificada das demandas por justiça para que essas vozes sejam ouvidas e reconhecidas, garantindo os direitos à verdade, à memória, à justiça e à não repetição. Para marcar as duas décadas dos “Crimes de Maio” de 2006, o evento reúne mães e familiares de diversos estados (RJ, MG, BA e CE), além de representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil. O objetivo é fortalecer espaços de reflexão e incidência política em torno da agenda de direitos humanos e segurança pública. Post de origem: @caaf_unifesp
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11 days ago
Ato das Mães de Maio: 20 ANOS SEM RESPOSTA Símbolo de resistência e da luta contra a violência do Estado, o movimento independente Mães de Maio convoca a todes para um ato político na Estação Cidadania (Av. Ana Costa, 340), no domingo, 17 de maio, com concentração a partir das 15h. A data marca o mês que completam 20 anos do Massacre de Maio de 2006, que gerou uma luta incansável por Justiça. Foram mais de 500 famílias que perderam seus entes queridos para as forças de "segurança" do estado de São Paulo, deixando cicatrizes nas comunidades. A Lei Estadual nº 15.501, de 16 de julho de 2014, instituiu a "Semana Estadual das Pessoas Vítimas de Violência no Estado de São Paulo", originada através do pedido do Movimento das Mães de Maio da Baixada Santista. E em maio de 2018, foi publicada a Lei Municipal/3.428, em Santos, incluindo no calendário o Dia oficial das Mães de Maio, dia 12 de maio, abrindo a semana das pessoas Vítimas de violência do Estado, de 12 a 19 de maio. Convidamos você a se juntar a nós neste ato. Sua presença é fundamental para ecoar as vozes das Mães de Maio e fortalecer a construção de uma sociedade mais justa. Ato político Concentração a partir das 15h, na Estação Cidadania Local: Av. Ana Costa, 340 - Santos - SP, 11060-000 Mães de Maio - Memória, Verdade, Justiça e Liberdade!
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12 days ago
Uma doença também produzida pela negligência do Estado, pela ausência de resposta e pela impunidade diante do assassinato de seu único filho homem, negro. A impunidade é mais uma forma de descaso do Estado. Esse abandono tem levado mães e familiares a adoecerem. Em muitos casos, o câncer aparece como consequência de uma vida atravessada pela dor, pela espera e pela falta de justiça. Fica este alerta gritante, quase duas décadas depois das denúncias feitas pelo Movimento Independente Mães de Maio: Sem justiça, memória e reparação, não haverá democracia. @debi1977gmail.com_
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14 days ago
Exibição do filme "Cheiro de Diesel" — dirigido pela aguerrida 'cria da Maré' Gizele Martins, ao lado de Natasha Neri —, seguida de um bate-papo com a combativa mãe Débora Silva Maria, fundadora e presidente do Movimento Mães de Maio, além de Maria Sônia Linas (pesquisadora do Projeto Enfrentação) e Vitória Santos (educadora popular e integrante da Campanha Despejo Zero). . O encontro, uma iniciativa do Cine Arte Posto 4 - Santos, discutiu o papel do cinema na denúncia de violações de direitos humanos e a necessidade urgente de reparação para vítimas da violência estatal. O documentário registra os traumas deixados pela ocupação de favelas e morros do Rio de Janeiro pelas Forças Armadas a partir de decretos presidenciais de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs). Moradores da Maré, da Penha e do Morro do Salgueiro (São Gonçalo) relatam a rotina de medo com soldados armados de fuzis e tanques de guerra nas ruas. . @cheirodedieselfilme @debi1977.gmail.com_ @cinearteposto4
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20 days ago