E já estão em pré-venda com preço reduzido os livrinhos que lanço neste mês pelas Edições Macondo, a nova edição do Lição da Matéria e o Pavilhão, meu novo livro de poemas. No link que está na imagem e na bio dá pra ler o belo texto de orelha do Pavilhão, escrito pelo professor e crítico Gustavo Silveira Ribeiro, e também um pedacinho do próprio livro. --
É um pouco estranho lançar livro no contexto atual, mas também não deixa de ser um alento, uma alegria, uma saúde. O Lição da Matéria foi lançado há pouco mais de um ano pelo Prêmio Paraná de Literatura de 2018 e só tem me dado alegria, bons encontros e abertura de mundo desde então; ele está esgotado desde meados do ano passado e sai agora exatamente do jeito que eu queria, com algumas pequenas modificações, errinhos corrigidos e um poema inédito que pertence à sua época de composição, mas que acabou não entrando na primeira edição. --
Já o Pavilhão foi quase todo escrito nos últimos doze meses e é quase todo inédito; acho que é um livro que dá continuidade ao projeto do Lição, mas é também mais lírico, talvez um pouco mais próximo à carne dos dias. Estou feliz demais com o resultado e espero que vocês também gostem. --
Quero agradecer muito enfaticamente a muita gente que participou do processo de edição, mas especialmente ao meu editor, Otávio Campos, que acolheu os livros com grande generosidade e cuidado. Deem uma olhada no catálogo da editora, que está incrível, e apóiem esse projeto independente. Em breve divulgaremos alguns poemas dos livros por aqui, já que por ora não teremos evento de lançamento.
Já está aqui em casa, então é real-oficial: chega agora em setembro pelo @circulodepoemas_ esse projeto antigo, que venho tocando há mais de dez anos. Nem estou acreditando.
São 90 poemas de Enzensberger que selecionei e traduzi, de toda a sua produção: desde seu primeiro livro, Defesa dos lobos, de 1957, até o póstumo Poemas leves, publicado em 2023, alguns meses após a morte do poeta.
É um poeta formidável, dos grandes da língua alemã, que dialoga de forma muito produtiva, acredito, com a poesia brasileira contemporânea. É meio inexplicável, portanto, que sua poesia tenha sido tão pouco publicada em livro no Brasil.
Por isso, a ideia da antologia foi fazer um recorte das várias facetas de seu trabalho: dos poemas políticos „irados“ de juventude aos mais líricos; da sua dicção mais prosaica às tentativas mais experimentais; dos poemas em diálogo com as ciências, a matemática e a filosofia aos textos zoopoéticos, e assim por diante. Segundo me consta, a antologia acabou se tornando a mais abrangente disponível em português até o momento.
Escrevi também um posfácio apresentando o poeta e agradecendo a todo mundo que participou da empreitada. Mas fica aqui também meu agradecimento público a todo o pessoal do Círculo de Poemas, em particular a @hotel_peninsula_fernandes , que topou o projeto desde o início, e a @tarsodemelo76 , que o editou com generosidade e paciência.
Nem estou acreditando. É muito tempo convivendo com esses poemas, traduzindo e retraduzindo, falando, aprendendo, sonhando com eles. Não são meus poemas, mas são também meus poemas. É bom demais vê-los no mundo. Espero que vocês gostem.
Acabaram de chegar por aqui alguns exemplares da reimpressão d’O pai do artista’, plaquete que publiquei pelo @circulodepoemas_ em setembro de 2022 e que estava esgotada há um tempo. Ela foi semifinalista do Prêmio Oceanos no ano seguinte.
A ideia das plaquetes do Círculo à época era que fossem escritas a partir de uma imagem anterior ao século XX. Escolhi essa pintura de Paul Cézanne de 1866: “Louis-Auguste, o pai do artista, lendo O Acontecimento“. Digamos que a plaquete é uma tentativa de olhar com calma para a pintura.
Ainda gosto bastante desse poema, desses poemas – uma grande alegria saber que eles poderão voltar a circular por aí. Já dá pra comprar no site do Círculo e nas melhores casas do ramo :-)
Convidamos toda a comunidade para o encontro de quarta-feira, dia 20 de maio, neste debate que desvela as intersecções entre a psicanálise e a filosofia, dois campos intrinsecamente ligados e que, no contemporâneo, produzem sofisticadas e inovadoras chaves de leitura para nossa realidade.
Auditório Bicalho, 17h30 ⭐️
Aberto ao público, inscrições no link da bio! ⭐️
amizades:
começa amanhã o seminário EXPERIMENTAR O EXPERIMENTAL: LITERATURA E OUTRAS ARTES. Organizado por mim e pelo @danielarelli , o evento é resultado do encontro e da parceria dos Grupos de Pesquisa que ambos coordenamos no âmbito da UFMG e do CNPq: o @nucleo.escape e o @arcoufmg
Dedicado a pensar, sob múltiplas perspectivas, a questão da vanguarda e da experimentação artística, o seminário contará com palestras, mesas-redondas, bate-papos e performances.
Serão dois dias de trabalho: segunda-feira todas as atividades acontecem na Escola de Arquitetura da UFMG, na Savassi. Na terça, na Faculdade de Letras da UFMG (auditório 2003), no campus Pampulha.
Muito gente boa (críticos, pesquisadores de diferentes áreas, artistas) estará reunida conosco: confiram a programação e apareçam.
Entrada livre e sem necessidade de inscrição prévia.
E não é que a Ouriço chegou a seu quarto número? Me lembro bem de quando a coisa toda começou, em 2020, em plena pandemia, e combinamos que faríamos pelo menos quatro. Pois bem: aí estão. E só dá gosto de ver como ela tem sido, a cada novo número, tão bem recebida pelos leitores. E como ela vem tentando, modestamente e a seu modo, inventar seu espaço no mundo da poesia brasileira contemporânea.
Não sei se entendi muita coisa do ofício do editor nesses anos todos - ofício que, na minha ignorância, respeito mais a cada dia. Acho que cheguei a pensar efetivamente como editor algumas vezes, nas quais me vi inadvertidamente dizendo pra mim mesmo que, afinal de contas, editar deveria ser mesmo mais ou menos assim. Mas, de qualquer modo, tenho a impressão de que exercitei com a edição, sim, aos trancos e barrancos, mais uma forma - pra além da leitura, da escrita, da tradução, da crítica, mas sempre com um pouco de tudo isso - de trazer a poesia mais pra perto. E sobretudo: uma forma coletiva. Só por isso, já valeu demais.
Enfim, esta postagem meio derramada - vocês hão de me perdoar - é só pra agradecer a todo mundo que tem lido e apoiado a revista nesses cinco ou seis anos, e dizer que amanhã, sábado, a partir de 11hs, lançaremos com um grande time a Ouriço 4 em BH, na livraria Quixote. Apareçam! Está todo mundo convidado.
Por fim, deixo aqui algumas fotos da família reunida, e de alguns poemas do grande Marcel Broodthaers - o poeta que é artista que é poeta que é artista - que selecionei e traduzi para este quarto número. Poemas bonitos e estranhíssimos, como costuma ser a beleza.
Nos vemos amanhã!
📸 Eis o ensaio de fotos da Revista Ouriço, assinado por @tricknagem
A @revistaourico (uma coedição de @relicarioedicoes e @macondoedicoes ) chega ao volume 4 e se firma como revista de poesia & crítica cultural numa edição especialíssima inspirada na obra de Sebastião Uchoa Leite e partir daí para explorar a poesia como esse espaço de conexão e contágio entre a vida e a página. 🦔
Com projeto gráfico de Leo Passos e uma seleção que transita entre a poesia inédita, ensaios e traduções, este volume reafirma o compromisso da Ouriço com o pensamento crítico e a potência da palavra.
Arraste para o lado e veja quem compõe este time! ➜
📍Lançamento em Belo Horizonte
09/05, sábado, 11h
Quixote Livraria (@quixotelivraria )
Rua Fernandes Tourinho, 274 – Savassi
Imperdível!💙📖✨
#ouriço #poesia #literaturabrasileira #criticacultural #eventogratuito
❤️🌠É SEMPRE UMA ALEGRIA A CHEGADA DA REVISTA OURIÇO!!
❤️🌠Ouriço – Revista de poesia e crítica cultural (vol. 4).
❤️🌠A quarta edição da revista Ouriço toma como mote o verso “Respirar o ar sujo de tudo”, retirado do poema “finale com brio”, de Sebastião Uchoa Leite, para pensar a poesia como experiência de corpo, de respiração e de abertura ao mundo. Partindo da presença da doença na obra do poeta — especialmente na série “Dentro e fora da UTI”, do livro A regra secreta —, o número explora a tensão entre interior e exterior, ficção e vida, regra e segredo, entendendo o poema como espaço de consciência do corpo e de reconexão com o cotidiano.
❤️🌠Ao assumir a respiração como imagem central, esta edição propõe a poesia como lugar de contato e contágio entre linguagens, artes e modalidades de discurso. Assim como o corpo respira, também o poema se abre na página e na voz, misturando-se ao ambiente que o cerca — à rua, à cidade e ao que não é poesia. Inspirados por esse movimento de saída e expansão, os autores convidados respondem livremente ao convite de pensar o poema como gesto de troca com o mundo.
❤️🌠Resultado da parceria entre as editoras Relicário e Macondo, a revista Ouriço é editada por Ana Martins Marques, Daniel Arelli e Gustavo Silveira Ribeiro, reafirmando a poesia como espaço de circulação, mistura e sobrevivência, sustentado pela respiração compartilhada entre escrita, leitura e vida.
Lançaremos no dia 9 de Maio de 2026 aqui na livraria.
Chegou por aqui o "Marx a Contrapelo", coletânea de textos fundamentais sobre e a partir de Marx que ajudei a produzir com os camaradas Renata Guerra, Felipe Catalani, Pedro Resende, Amaro Fleck, Bruno Serrano e Luiz de Caux. É um conjunto rico de textos que engloba leituras que vão da teoria crítica frankfurtiana aos críticos do valor-dissociação, passando pela Nova Leitura de Marx. Também este trabalho teve de esperar quase dez anos para ver a luz do dia, então vocês podem imaginar o tamanho da nossa satisfação. O livro sai finalmente numa edição caprichada pela @editoraelefante . Recomendo demais.