Maria Silvana, 48 anos, natural de Feira de Santana, é uma mulher cuja história de vida é marcada por superação, transformação e força. Casada e mãe de seis filhos, sendo quatro no céu e dois na Terra, Lucas e Marina, ela vivencia uma jornada cheia de desafios e momentos intensos, mas sempre com uma imensa capacidade de se reinventar.
Formada em Odontologia, Maria Silvana teve sua carreira interrompida de forma inesperada após um diagnóstico de câncer. No entanto, em vez de se deixar abater, ela encontrou uma oportunidade de se redescobrir. Foi nesse momento que ela se viu chamada para uma nova jornada: a cerâmica.
A arte de moldar o barro tornou-se para ela uma forma de ressignificar suas próprias dores, curar os lutos e encontrar um novo caminho de expressão. Com a cerâmica, ela passou a criar peças que são mais do que simples objetos; elas carregam histórias de vida, emoções e reflexões profundas sobre sua trajetória pessoal e sobre o universo feminino.
Uma de suas obras mais representativas é a escultura Colo de Mãe, uma homenagem a todas as mulheres que, ao longo de suas vidas, se tornam o abrigo e o suporte para os outros, muitas vezes se reinventando em cada fase da vida. Essa peça é um reflexo claro da própria experiência de Maria Silvana, que, mesmo diante das adversidades, encontrou na arte uma forma de recomeço e de força.
A frase que guia sua vida e sua arte, “COLOCA O PÉ QUE DEUS COLOCA O CHÃO”, reflete sua confiança em Deus e em um processo de fé e transformação, onde ela segue a caminhada sem saber exatamente o que o futuro reserva, mas sempre com esperança e determinação.
Hoje, Maria Silvana segue em sua jornada como ceramista, não apenas criando arte, mas também criando asas para ela mesma e para outras mulheres que se veem em sua história. Sua vida é um exemplo de resiliência, fé e capacidade de se reinventar, inspirando a todos que conhecem.
“NO CALOR DO MEU COLO” nasceu das memórias que me aquecem até hoje.
Na noite de abertura, vi minha história ganhar voz, cor, abraço e presença, que conseguiram amenizar um pouco da minha saudade.
Cada peça carrega um pedaço da minha infância, da fé, do sertão, da força das mulheres da minha família e do amor que aprendi no colo de Biba, minha mainha.
Foi uma noite de reencontros, emoção e pertencimento.
Obrigada a cada pessoa que esteve comigo sentindo esse calor tão íntimo e tão nordestino. 🤎✨
Vídeo @videoforruy ❤️
Trilha sonora, presente de @anaclaudiapaim , que eternizou meu amor e o de Biba ❤️
#NoCalorDoMeuColo #MariaSilvana #CerâmicaAfetiva #ArteNordestina #ExposiçãoDeArte FeiraDeSantana
“Visita Afetiva com a Artista” foi mais que um encontro no museu.
•
Foi troca, abraço, memória e presença.
Receber pessoas tão especiais no calor da minha arte tornou esta tarde ainda mais bonita e inesquecível. 🤎🌵
Obra “MEIO SOL, MEIO SOMBRA”
•
Entre o sol e a sombra,
entre a seca e a chuva,
o sertão ensina:
até os pássaros aprendem a refazer o ninho e continuar.
🤎🌵
Todo projeto precisa de um convite para começar.E de uma rede de apoio para florescer.
Eu prefiro chamar de anjo da guarda.
Ana me fez o convite e, desde aquele dia, foi carinho, força, escuta… foi colo.Me acolheu nesta casa, Galeria Carlo Barbosa (CUCA), me convidou para sentar, permanecer e acreditar.
Hoje, olhando para esta exposição, consigo sentir o tamanho da importância da sua amizade em cada detalhe vivido aqui.
E, para completar tanta delicadeza, ainda transformou em música o amor meu e de Biba, eternizando sentimentos e acalentando meu coração.
Algumas pessoas passam pela nossa vida deixando marcas.Outras deixam abrigo.
Obrigada @anaclaudiapaim e seu amor Geo, que fez toda a diferença com a sua voz e sensibilidade 🤎🤎🌵🌵