Título: O jardim etnobotânico medicinal como possibilidade de entrelaçamentos na paisagem de Goiás
Resumo: O trabalho proposto investiga de que maneira as paisagens acolhem ou suprimem saberes ancestrais de determinados grupos com especial interesse na fitoterapia, conhecimento acerca das plantas medicinais, como importante ferramenta de resistência política, socioambiental e cultural dos povos originários da terra. Neste contexto, o estudo da etnobotânica busca compreender a relação subjetiva dos sujeitos com a paisagem dinâmica, para assim, documentar as tradições culturais e suas dinâmicas próprias. Compreende-se assim, o jardim como um espaço desenhado e produzido a partir de uma “ecologia de saberes”, em constante construção e ressignificação, fomentando assim a conscientização ambiental e sociocultural da paisagem decolonial. Dessa forma, com a troca de conhecimentos entre pesquisador e sujeitos locais no que se refere ao uso de plantas medicinais, é proposto um jardim etnobotânico medicinal na Casa Coralinas, sede da associação de artesãs goianas Mulheres Coralinas (
@mulherescoralinas ). Este jardim chamado de Jardim da Memória se constrói a partir das reminiscências do antigo Jardim da Transfiguração, procurando entender as diferentes dimensões das paisagens de cura, no caso da cidade de Goiás. Com o jardim de uso público resultante do entrelaçamento de conhecimentos, sujeitos e paisagens busca-se que o diálogo e a interação entre os saberes científicos e outros saberes contribuam para a preservação da diversidade ambiental e cultural do Cerrado, fortalecendo a relação sujeito/plantas/saberes e discutindo diferentes noções de saúde, direito à paisagem decolonial e biodiversidade.
Palavras-Chave: Cerrado; paisagem decolonial; patrimônio; plantas medicinais; saberes.
Autoria: Gabriel Aires Peixoto de Lima
Orientação: Profa. Dra. Camila Gomes Sant’Anna (
@santannacamilag )
Ano: 2022
Softwares: AutoCAD, SketchUp, Lumion, Photoshop.
Trabalho de conclusão de curso, arquitetura e urbanismo, UFG.