O ato de dançar é muito mais do que reproduzir movimentos chegando a uma coreografia enquanto culminância.
Dançar é expressão!
Dançar é falar!
A dança possibilita uma comunicação.
Para os corpos pretos, a dança atravessa mares, nos conduz a lugar de realeza e nos conecta aos nossos ancestrais.
A @ciamuntu preza por essa memória que fala, que dança, que é viva e conta a sua própria história.
Em data tão especial, parabenizamos @veralopesdanca por toda a criação e trajetória que reforça a potência da história preta através de corpos que dançam e resitem.
Viva a dança!
Viva Muntu!
Viva Vera Lopes!
Texto
@historias.devivare
Segunda-feira foi um daqueles dias em que a política encontra seu sentido mais profundo. A entrega do Diploma Ruth de Souza à professora Vera Lúcia é afirmar que a Alerj pode — e deve — ser atravessada pela força viva da cultura negra, pela memória e pela continuidade de um legado que nunca foi interrompido, apesar de todas as tentativas.
Foi uma honra, como mulher do teatro, da literatura e, hoje, deputada, promover esse reconhecimento em forma de homenagem. Nossa mandata foi eleita para tensionar as formalidades que muitas vezes não nos contemplam e para transformar reconhecimento institucional em reparação histórica. Vera não recebe apenas uma homenagem: ela é reconhecida como expressão de uma linhagem que vem de Ruth de Souza, de Abdias e de tantas outras e outros que reinventaram o Brasil a partir da nossa estética, da nossa ancestralidade e da nossa luta.
Num cenário de desfinanciamento e apagamento, a sua coragem em manter a cultura viva é um gesto profundamente político. Vera constrói, resiste e aponta caminhos. E é por isso que digo, com convicção: não é a Assembleia que concede esse reconhecimento — é a nossa história que se impõe através dela.
O Teatro I💙PRIO recebe em única apresentação, no próximo dia 20 de abril, às 19h, o espetáculo TERROSAS realizado pela @ciamuntu
🎟 ENTRADA GRATUITA!
Com direção e concepção de Vera Lopes, TERROSAS é um encontro de mulheres negras que narram suas trajetórias a partir do universo literário afro-feminino latino-americano, transformando palavra, corpo e memória em ação poética.
Um espetáculo teatral do nosso tempo, que valoriza a herança afro-brasileira e propõe a visibilização de escritoras negras historicamente silenciadas ou pouco abordadas nos espaços formais de educação e cultura. Ao dar voz às narrativas plurais historicamente invisibilizadas, o espetáculo constrói, por meio da linguagem teatro/dança, uma narrativa sensível que entrelaça literatura, memória, identidade e resistência.
A Cia MUNTU é formada por jovens artistas recém-formados ou em vias de formação na Escola Estadual de Teatro Martins Penna, com pesquisa sobre a corporeidade negra em cena. O trabalho se configura como um estímulo à profissionalização e à inserção de novos criadores em um cenário cultural independente atento às urgências sociais, políticas e estéticas do nosso tempo.
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TEATRO I💙PRIO (no Jockey Club)
Endereço: Av. Bartolomeu Mitre, 1110B - Leblon
Ingressos: Retirada de ingressos gratuitos na bilheteria do teatro
Bantu Malungo Congo Angola
Cabinda Mandinga Zulus
Fula Somalis Jêje Hauçás
Mina Malê Nagô
Nomes de nações, memórias e ancestralidades africanas que ecoam em cena.
Dia 20 de abril, às 19h
Apresentação única de Terrosas
Teatro PRIO, Jockey Club, Lagoa
Entrada gratuita — link na bio.
Foto: @kavita_kavita
Pés no chão, corpo na arte e o coração em festa!
Dia 20 de abril, às 19h, celebraremos Diplomação de nossa diretora, Veras Lopes, com a força da terra e do palco: a Cia MUNTU apresenta o espetáculo TERROSAS, selando esse momento tão especial no Teatro PRIO - Jockey.
Com muita honra e alegria. espero por cada um de vocês, parceiros e parceiras de palco e da vida, estudantes atuais e ex-estudantes, para transformarmos essa noite em uma maravilhosa celebração coletiva!
@veralopesdanca@martinspenna_oficial
No dia 20 de abril, às 19h, o espetáculo TERROSAS chega ao @teatroprio , em APRESENTAÇÃO ÚNICA.
Com direção e concepção de Vera Lopes, TERROSAS é um encontro de mulheres negras que narram suas trajetórias a partir do universo literário afro-feminino latino-americano, transformando palavra, corpo e memória em ação poética.
Nesta noite, haverá também a entrega do Diploma Ruth de Souza à diretora @veralopesdanca , pela Deputada @danieli.balbi
🎭 Apresentação única
📍 Teatro PRIO — Jockey Club, Lagoa
🗓 20 de abril
🕖 19h
ENTRADA GRATUITA, formulário na bio
Luís Gama (1831–1882), filho de Luiza Mahin, nasceu livre, mas foi vendido como escravizado aos 9 anos. Autodidata, conquistou a própria liberdade e atuou como advogado abolicionista, libertando mais de 500 pessoas — tornando-se o Patrono da Abolição no Brasil.
André Rebouças (1838–1898), engenheiro baiano, foi um dos principais articuladores do movimento abolicionista. Defendia não só o fim da escravidão, mas a inclusão real das pessoas libertas, com acesso à terra e a direitos.
Machado de Assis (1839–1908), neto de pessoas escravizadas e criado na Pequena África, tornou-se um dos maiores nomes da literatura brasileira. Sua obra, marcada pela ironia e crítica social, revela as contradições do país — inclusive raciais, refletidas em sua própria trajetória.
Três nomes essenciais que ajudam a pensar o Brasil para além da escravidão: na luta, na criação e na construção de futuros possíveis.
Fotos @raqueloliveirafotografias
Catarina Cassange
Foi uma mulher africana escravizada no Brasil que lutou constantemente por liberdade. Fugiu do cativeiro quando estava grávida. Contou com uma rede de apoio na sua fuga e busca por liberdade. Foi intensamente perseguida pelo seu proprietário que distribuiu vários anúncios no Diário do Rio de Janeiro entre 1838 e 1839. Era uma habilidosa vendedora e costumava circular pela rua do Livramento. Na sua luta por liberdade e se abrigou em casas e posteriormente no “quilombo de Laranjeiras”, onde acabou dando à luz seu filho.
Fotos @raqueloliveirafotografias
Donga, Tia Ciata e João da Baiana. 🎵🎶
Tia Ciata, Hilária Batista de Almeida, foi central na formação do samba no Rio. Baiana, empreendedora e articuladora cultural, transformou sua casa na Pequena África em um espaço de resistência, com rodas de samba, capoeira e práticas do Candomblé. Foi ali que nasceu Pelo Telefone, marco inicial do gênero.
Entre os frequentadores estavam Donga, que registrou o samba em 1916, e João da Baiana, percussionista fundamental na construção da sonoridade do samba, ajudando a consolidar o pandeiro e trazendo novas batidas para as rodas.
Orientação Musical: Fernando Almeida
Mercedes Baptista ingressou no Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde enfrentou o racismo que marcaria sua trajetória, e também sua luta.
Coreógrafa do Teatro Experimental do Negro, integrou a companhia de Katherine Dunham em Nova York. De volta ao Brasil, transformou a dança em ferramenta de resistência.
Fundou o Ballet Folclórico Mercedes Baptista, introduzindo elementos afro na dança moderna brasileira e abrindo caminhos para a valorização do artista negro em cena.
Foi também pioneira na criação de alas coreografadas nos desfiles das escolas de samba e responsável por inserir o estudo da cultura afro-brasileira como disciplina obrigatória na Escola de Dança Maria Olenewa, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Seu legado é movimento, memória e transformação. ✊🏾
Foto:
@raqueloliveirafotografias
Foi coletivo, potente e necessário ✊🏾
A @martinspenna_oficial esteve na 10ª Marcha dos @21diasdeativismocontraoracismo com a @ciamuntu dando vida a personagens da Pequena África e da intelectualidade negra.
Obrigada a quem somou nessa caminhada.
Seguimos, porque o combate ao racismo é diário. 🖤