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cheguei ao Brasil quando tinha 10 meses.
em casa, falo espanhol com minha mãe e português com meu pai e meu irmão (até hoje não sei pq). aprendi inglês aos 4 anos e, desde então, acho que 85% da minha vida passei falando, sonhando e pensando em inglês.
mesmo tendo morado em São Paulo quase minha vida inteira e tendo adquirido um jeito bem “paulista” de ser, quando me perguntavam de onde eu era, eu achava difícil responder.
fiquei 5 anos fora, me conhecendo pelo mundo, voltei pra São Paulo por vontade própria. acho que tinha um caso de amor pendente com o Brasil. sei lá.
desde então, passei a romantizar absolutamente tudo aqui e o que, pra mim, significa ser brasileiro. pela primeira vez em 24 anos, se alguém me pergunta de onde eu sou, tenho certeza de que meu coração pertence a essa terra.
passei a usar o português como a forma mais sincera de expressar meus sentimentos, estar por dentro das gírias mais gostosas do mundo e ter um ouvido sensível pra identificar o sorriso de alguém na fala. isso, outro idioma não tem.
precisei ir por aí pra entender que não existe calor humano como o que existe por aqui. que, mesmo numa cidade cinza e exigente como São Paulo, o povo brasileiro pinta tudo de cor, mesmo na chuva.
pra mim, carnaval não é coisa obscena. pra mim, pular carnaval é ver e celebrar de perto a grandeza desse povo. é o meu jeito predileto de agradecer, com um sorrisão no rosto, ao Brasil por me receber de braços abertos. por me adotar. e por ser terra de tanta diversidade - nação das letras e melodias mais bonitas.
de todos os lugares que eu poderia ter crescido, aqui, sem dúvida nenhuma, foi o mais mágico de todos.
obrigada.
Rio de Janeiro, Fevereiro 2026
que gostoso foi receber essas aqui
@s3tstore