Esse mural se chama “O Abraço que Guarda”.
Ele nasceu do desejo de falar sobre o cuidado, o afeto e o que é construir um lar não só dentro das casas, mas também entre elas.
Nas comunidades, o cuidado muitas vezes nasce da necessidade e com tantas mães solo trabalhando e lutando pra sustentar suas famílias, é comum que o papel de cuidar acabe caindo nos ombros do irmão ou da irmã mais velha.
E o que me toca é que, na maioria das vezes, esse mais velho ainda é uma criança, mas que já entende, no corpo e no gesto, o que é proteger, acolher e amar.
Foi a partir desse sentimento que veio a imagem dessas duas irmãs se abraçando.
Elas representam essa rede de afeto que se forma no cotidiano, quando o amor vira responsabilidade e presença.
A inspiração vem do símbolo adinkra Eban, da cultura Akan de Gana, que fala sobre o lar, a segurança e a proteção.
Pra mim, esse abraço é mais do que um gesto, é a forma mais simples e mais bonita de construir abrigo um no outro.
Esse mural afirma que o cuidado não vive só dentro das casas, mas também nos vínculos, nos gestos, nos encontros e na forma como a comunidade se sustenta e se ampara todos os dias.
O mural foi realizado no conjunto da Caixa d’Água, em Padre Miguel, através do projeto
@muralafetivozo , que promove arte, memória e identidade local, fortalecendo os vínculos com o território. A iniciativa foi contemplada pelo edital Fluxos Fluminenses, da
@sececrj .
A construção desse mural não seria possível sem o apoio de
@iogs81 , na manipulação do maquinário e na pintura, da
@Lissahnigra , na pintura e nos registros, a
@2050oficial pela disponibilidade do oculos VR e do
@f12stencil e família, que colaboraram com o stencil e auxílios. Gratidão enorme a todos os amigos e artistas que foram prestigiar e fortalecer essa ação!