A felicidade não me inspira.
Nos momentos mais eufóricos, parar para escrever?
As palavras acontecem quando eu sangro, quando eu preciso me desintoxicar.
Mas
e quando elas vêm para eternizar?
Mudei de ideia. E sou apaixonada por isso.
Sempre foi o sentimento, a inspiração.
E no mês que abre o outono, foi o amor que me despertou.
O outono é isso, como amar:
dias equilibrados entre o sol leve e a brisa fresca.
No outono, suar até acontece.
E escrever não é só sangrar,
pode ser desaguar,
desopilar,
criar memória.
Com outono, amor e sorrisos,
abril de 2026 merece ficar aqui.
Você já sentiu uma cosquinha que começa no pé, direito ou esquerdo, e irradia para a perna?
Sobe a panturrilha, coxa, quadril e chega no abdômen, ali bem no estômago ela intensifica.
Ondas de sentir que fazem rir.
E talvez, chorar.
O corpo sente, cria sinapses.
Faz um show cerebral de descarga elétrica, daqueles tipo fogos de artifício.
O corpo sabe antes da mente.
Ele avisa, ele sente.
O corpo anuncia e celebra a risada, o amor, a tristeza e o cansaço. Ele sente sem julgar.
Ele caminha por onde você conhece, mas nunca passou.
Você já sentiu essa cosquinha?
Aqui tem espaço demais.
Eu vivo inteira, ardente dentro da pele. Quem não acompanha, me perde.
Eu sei, isso não é um jogo. Vou mudar o verbo: quem não me acompanha, abre espaço, me dá tempo para o desencanto.
Ah, e eu sou o encanto, ele puro.
Sou mar feito de chuva, com ondas e trovão. Furacão de toque suave.
Pra quem tem medo de se molhar, não posso oferecer mais nada.
(fotos de fev/26, texto de fev/25)
Às vezes, sinto seu cheiro pela casa.
Olho ao redor e não vejo você.
Isso foi há dois dias? Um ano? Uma semana?
Eu não sou boa de tempo.
Sou boa de cheiro e o seu estava aqui.
Junto com seu cheiro, tudo o que você trouxe pra mim: calor, frio, pressa, calma.
Seu cheiro estava no sofá, na cama, eu não parava de sentir.
Seu cheiro estava em mim e eu segui.
Seguindo o seu rastro, descobri: eu sou você
vesti o que me dava medo. as camadas mais profundas à luz.
para descamar, afundar. o excruciante de negar-se a si
viver no real, sem ser, é cortar-se com faca afiada e não sangrar.
vazar para sangrar, desaguar. emergir. respirar. flutuar
vestir certa rebeldia das ondas salgadas e tomar a vida, minha.
me tornar dona desse mar.
Viajar com ela é isso
Carregar mil tralhas
Fugir de fogos
Pensar no valor da galinha,
caso uma ela pegue
um banho para tirar m* de vaca dos pelos
no meio da preparação da ceia,
E no segundo dia do ano,
ja pensar em outro banho, dessa vez pra tirar o carvão da fuça
Conhecer outros lugares mais completa, com pelo menos 1/3 do meu coração por perto e 2x mais pelos por toda a parte
Viajar com ela é ficar ainda mais triste com a chuva e o trovão, com raiva dos fogos e até do estouro do espumante
Acho que eu nem gosto mais de viajar sem ela,
nem gosto mais de viver sem elas
esforço dobrado para viver os melhores momentos da vida cuidando de quem cuida tanto de mim
Viajar com ela é estar mais perto do melhor de mim ✨ um dia ainda levo as 3
O óbvio precisa ser dito, né? Aprendi com ela.
Ela que é pequena de tamanho, passa na vida das pessoas agindo gigante. Engraçada e espontânea, ela convence qualquer um de qualquer coisa, o difícil é convencer ela, só com bons argumentos. E ela move o mundo com leveza e dedicação.
Foram 5 anos desde que Pri entrou pela porta do marketing no número 140, tive o prazer de estar perto.
Juntas criamos. Criamos campanhas, ações, conexão profissional e amizade. Ela me empurrou com carinho para minha melhor versão e eu voltei de outro estado pra criar muito mais com ela.
Pri, agora é com vc: nós criamos muito, né? E sei que você ainda vai criar muito, muito mais. Vou estar sempre ao seu lado para ver o mundo mais bonito e leve que só voce sabe fazer.
Minha admiração está aí e mesmo que nem tão perto assim, conta cmg❤️
moda é arte
e na minha opinião, arte precisa ter luta.
a moda pode tornar-se assim, uma ferramenta de liberdade.
Foi lindo e emocionante, @monicasampaiosr e @santaresistencia . Parabéns.
E @priscilaterra obrigada por tanto carinho e confiança.
livro, selfie, tarot, livro, vinho, livro, caipirinha, tarot, selfie, samba, amigas, (des)amores … julho.
passamos do meio de 2025 e me lembro do que o mestre disse: a vida e o tempo são começo, meio e começo.
na espiral do sentir não existe espaço para ser menos, a vida é imensa.
ainda é dia 26 e eu não acredito mais no fim, julho é só o começo
Você tem sido descuidado?
Bem na hora que o sol tá batendo
No canto do passarinho
O café acabou de passar
A água tocou seu rosto
A fruta ficou madura
A cerveja tá no copo, gelada
Rosa dizia que eram horinhas, mas hoje, sinto que são segundos. Daqueles descuidados e felizes.
Carnaval no Rio, né?
Aquilo tudo o que falam:
“Manda a loc, amiga”, “que bloco é esse mesmo?”, “qual é a música?”, “O Rio não tem igual, né?”, “O bloco tá concentrando ou já saiu?”, “Não entendi até agora o que aconteceu”, “esse bloco toca funk?”, “tô cansada, mas eu quero ir nesse”, “não tenho pix nesse celular”, “olha esse Sol”, “vamos pra sombra?”
O carnaval é TUDO o que falam, mas já falaram o que sentem?
Uma explosão. E, olha, nossa mente gosta de uma explosão.
Calor, suor, saliva,
cerveja quente,
ar condicionado do metrô, brisa que tem DDD 21.
Sorriso só com o olhar.
A festa da liberdade, na rua, na esquina e com pouca, ou pouquíssima roupa. É de sentir, não de falar, nem de escrever.
E quando é que você vai
cantar
gritar
se emocionar
com uma música do lado de uma pessoa que você nunca viu e certamente nunca mais vai ver?
Só no carnaval.
A festa da sensibilidade é para poucos, pra quem tem axé. Ela é disso, de axé, de energia, encruzilhada. Te afoga sem iludir e mata a sede.
E as outras? As outras não tem axé. Até 12/02/26 ✨