Restaurar florestas é uma das grandes respostas à crise climática. Mas, para ser uma solução verdadeira, a restauração também precisa enfrentar as desigualdades que marcam os territórios.
A crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma. Populações negras, periféricas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, extrativistas e agricultoras familiares estão mais expostas aos impactos da degradação ambiental, da insegurança territorial, da falta de infraestrutura e dos eventos extremos.
Por isso, falar de restauração e reflorestamento é também falar de justiça climática, equidade racial, trabalho digno, renda, participação social e fortalecimento das comunidades.
No evento Diálogos Antirracistas
@ceert 35 anos: Democracia, Clima e Equidade,
@marinapiatto10 , diretora executiva do Imaflora, participa do painel “Reflorestamento e Restauração: Equidade como Caminho para uma Transição Justa”.
A contribuição do Imaflora parte de uma visão clara: restauração não é apenas plantar árvores. É recuperar paisagens, proteger a biodiversidade, cuidar da água, gerar oportunidades e fortalecer modos de vida nos territórios.
Para isso, a equidade precisa estar no centro: quem participa, quem decide, quem trabalha, quem recebe os investimentos e quem se beneficia dos resultados.
Uma transição climática justa não pode reproduzir as desigualdades da economia que queremos superar. Ela precisa reconhecer saberes locais, ampliar oportunidades para mulheres e juventudes, fortalecer organizações comunitárias e garantir que os territórios sejam protagonistas das soluções.
Restaurar florestas também é restaurar oportunidades, direitos e caminhos para um futuro mais justo.
Acompanhe o Imaflora nessa agenda.
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