Caminar caminando
"Caminando aprendemos que en esta vida estamos aprendiendo a caminar desde el corazón, porque caminar con los pies no basta: ese es apenas el primer paso. A medida que crecemos, nos damos cuenta de que también caminamos con nuestra familia, con nuestros amigos, con nuestra ciudad, con nuestros ríos y nuestras montañas; y comenzamos a comprender que nuestros pasos laten con la tierra y no sólo se posan sobre ella, como creíamos antes [...]"
Comprei o bilhete para subir de funicular. Seriam apenas 5 minutos de subida até o topo da montanha, mas fiquei naquele "será que eu vou?". Resolvi mudar de planos tão rápido como uma criança numa das cabines do Silvio Santos: "Você aceita trocar uma subida panorâmica com duração de 5 minutos por uma caminhada com mais de 1.605 degraus?". Simmm!
Eu não tinha nenhum pensamento edificante durante subida, só queria não pôr os bifes para fora. Levei 1h13 minutos. Fiz umas 5 paradas para me recompor. Comprei manga verde temperada e abacaxi no caminho. Perguntei à vendedora como chegavam lá todos os dias com as suas mercadorias. Ela disse: "Por las escaleras". Como diz a placa, a última antes da chegada, caminhando aprendemos a caminhar com o coração, porque com os pés não basta. Vamos caminhando.
Realmente duvidava se faria ou não esse percurso a Bogotá. Viajar tem um lado cansativo e custoso. Objetivamente, tem o tempo do traslado, a espera, o dispêndio financeiro, o cansaço pelas horas mal dormidas e as tarefas suspensas do seu dia a dia que não desaparecerão magicamente frente ao distanciamento físico do seu ambiente de trabalho. Numa viagem qualquer, se se antecipa demais os seus desdobramentos, pairam por um lado as preocupações e as dúvidas se "valerá a pena" e, por outro, dominam as expectativas superestimadas do que fazer. Quando cheguei ontem, fui tratar de refazer uns percorridos típicos da cidade que havia feito apressadamente anos atrás. Hoje, pela manhã, me levantei menos cansada do que ontem e sem muitos planos. De fato, havia acabado de voltar de uma intensa experiência na RDS Igapó Açu que dependia de uma logística difícil e arriscada pela BR 319. Nem tive tempo para ajeitar a mala, apenas tirar as roupas sujas, verificar o tempo e a temperatura da cidade a ser visitada nos próximos dias, e jogar algumas peças dentro. Por tudo isso, achei que não valeria arriscar acumular cansaço com mais um deslocamento. Daí lembrei que havia dado alguns bolos na minha professora de espanhol, adiando as aulas por causa de compromissos de trabalho. Então, achei que era interessante vir e praticar o idioma. Mas querer dar utilidade a essa viagem me pareceu meio bobo. Não tem nada útil aqui nesse percurso, apenas é preciso se deixar fazer o caminho enquanto se caminha. Encontrei essa calçada de concreto no Jardim Botânico de Bogotá, que é belíssimo, por sinal. Ela (a calçada) lembra que a vida também pode ser escrita e inscrita sob e sobre as durezas.
Coisas fantásticas muitas vezes são indetectáveis numa primeira mirada. Estávamos em busca do cipó d'água no entorno da escola; a mesma espécie que cedeu espaço, outrora, para abrigar a sua edificação, que é como uma pequena maloca na floresta. Durante a breve incursão, um pedaço generoso do cipó foi cortado para o deleite de alguns que se aventuram a sorver a água que gotejava depois de um golpe certeiro. Mais tarde, o Prof. Angel, mestre e guia na trilha, segredou: um cipó d'água é um recurso de sobrevivência, deve apenas ser cortado quando extremamente necessário. Essa era uma observação importante e que dava ainda mais sentido para a existência da escola Igapó Açu.
🚩Nesta quarta (11/03), a Sind-UEA estará presente na Roda de Conversa "Mulheres em ação: política, direitos e cidadania", atividade realizada no âmbito da programação da Semana 8M da Escola Normal Superior - ENS/UEA, onde apresentaremos à comunidade o Protocolo de Combate, Prevenção, Enfrentamento e Apuração de Assédio Moral e Sexual, Racismo, LGBTFOBIA e qualquer discriminação e violência.
✊🏾 O Protocolo foi aprovado no 43º Congresso do ANDES-SN e se manifesta como um instrumento robusto de combate, prevenção e apuração de assédio moral/sexual, racismo e LGBTfobia nas IES, focando no acolhimento de vítimas. O documento orienta a criação de comissões permanentes, serviços psicológicos e ações de reparação, servindo de base para seções sindicais exigirem políticas institucionais nas universidades e institutos.
‼️A Sind-UEA protocolou essa proposta na Reitoria da UEA, em audiência realizada com o Reitor @professor_zogahib no mês de fevereiro, e confia no seu acolhimento para o amplo debate e afirmação de compromisso institucional para o enfrentamento ao assédio e todas as formas de opressão na UEA.
🗓️ A atividade acontece nesta quarta, às 8h30, no Auditório da ENS/UEA.
#8M
#atentas
🚩 A Sind-UEA acredita firmemente na participação das mulheres na construção sindical e movimento docente por valorização da carreira, justiça e equidade. Na foto, um registro da Vice-presidenta da Sind-UEA, Ceane Simões, no 44o Congresso do ANDES-SN, realizado na Universidade Federal da Bahia.
📷: Sue Anne (ASCOM ADUA)
#44congressoandes
#8M
🚩 Mulheres da Sind-UEA na luta antiimperialista, internacionalista e em defesa das mulheres e da carreira docente!
📷: Sue Anne (ASCOM ADUA)
#44congressoandes
#8M
Uma infância chamada "Cael", entre tantas; entre aquelas que comprimidas pela vida urbana e suas violências e limitações materiais, temporais e afetivas, ousa arrancar à unha algum tesouro escondido. Nada há de mais valioso do que uma criança se entregando ao desejo de descobrir um mistério e deixar que uma curiosidade a absorva completamente por alguns instantes. Nesta cena, "Cael", um menino de 8 anos, se depara com um tronco em decomposição: o examina cuidadosamente, toca, sente a sua textura, experimenta profanar o seu sono profundo. Não satisfeito com o que vê, começa a desnudá-lo, importa arrancar cada pedaço de casca, mais e mais, como uma casca de ferida no corpo que coça e provoca uma sensação corpórea irrefreável. Assim, arrancando a capa superficial dessa matéria, "Cael" pôde visualizar a movimentação de pequenos seres esbranquiçados atravessando a sua segunda camada; formas de vida outra que atravessam a dureza do tronco para transformá-lo. Pergunto com "Cael": essa não poderia ser a metáfora de uma vida?