Eu sempre amei surfar, mas nunca havia morado na praia. Surf sempre foi uma atividade de feriados e férias. Durante a pandemia, o surf virou uma válvula de escape do confinamento. Uma maneira de sair de casa e respirar um ar puro. Esses escapes começaram mensais, depois viraram semanais, o famoso bate volta de São Paulo pra Baixada Santista. Isso virou uma rotina saudável, que influenciou e modificou todo meu jeito de viver.
Pra quem surfa, sabe que prancha é uma obsessão, sempre em busca da prancha mágica. Cada pessoa, tem uma, um modelo, formato, volume pra si. Eu descobri que pra mim as pranchas com traços mais oldschool são as minhas pranchas mágicas: Mids, Mini Simmons, Twin Wing swallow, e por ai vai. Pranchas que pra mim tem um temperamento próprio, e abrir um diálogo com elas requer uma certa paciência e criatividade.
Essas pranchas me instigaram demais, comecei ir atrás do porque elas eram assim, tamanhos, medidas, tipos de quilhas. Consequentemente, comecei a estudar shapes de pranchas involuntariamente. Inspirados nos meus amigos
@ogrosurfboards e
@plumasurfboards , resolvi fazer um curso de Shape na
@shapersco_ com o
@chico_mend , e o resultado é o que vocês tão vendo nas fotos. O processo de lapidar uma prancha virou algo que me identifiquei muito, e me apaixonei por isso.
Hoje, moro na praia, surfo o máximo de horários que consigo. E nada mais legal do que poder testar a própria prancha no mar. Nunca é tarde pra ensinar novos truques a um cachorro velho.