"Fear not at all; fear neither men nor Fates, nor gods, nor anything. Money fear not, nor laughter of the folk folly, nor any other power in heaven or upon the earth or under the earth. Nu is your refuge as Hadit your light; and I am the strength, force, vigour, of your arms."
AL III:17
Comer quando houver fome.
Beber quando houver sede.
Dormir quando houver sono.
Transar quando houver tesão.
Morrer de pé.
Receber a morte como o amante recebe o amado após uma longa jornada.
Areté!
Feliz por saber que só sei que não sei
Que quem sabe não fala, não diz.
Vida, alguma coisa acontece
Morte, alguma coisa pode acontecer.
Que o mel é doce é coisa de que me nego afirmar,
Mas que parece doce, isso eu afirmo plenamente!
Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
Alguns livros que ainda não havia publicado aqui...
1. Três Livros de Filosofia Oculta - Cornelius Agrippa
2. Assim Falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche
3. A Chave dos Grandes Mistérios - Éliphas Lévi
4. Tratado da Reforma do Entendimento - Baruch Spinoza