Picumã, quase uma cantiga sabor fruta. remete a origens tão misteriosas quanto o próprio tupi-pajubá. e chega até mim com mansidão pelas ruas do centro de são paulo ao lado da doce amizade de
@gab.o.k depois, na virada de dezesseis pra dezessete de agosto, saio de casa pela primeira vez saindo na vida diretamente da antiga casa de meu coração paraense
@memoriasdofundoh nessa noite, exatamente nessa noite de começo de primavera fria, faz-se cumprir a profecia da baila e assim me apaixono, mais do que isso, me encanto por um único olhar.
é esse esse olhar que me segue o resto da noite e mesmo sem ainda saber seu nome, sigo o sentimento caminhando pelo quilombo
@raizesdemariah até encontrar com aqueles mistérios refletidos em cada canto espelhado do baile. lá se escancaram os gestos delicados e o receio de quem pisa nesse mundo pela primeira vez em agosto, mês de Jagun, Orixá que a cada passo traz a cura para qualquer ferida colonial e a coragem para ser alguém de verdade em um mundo constantemente fake.
seguindo as linhas do destino passo a encontrá-la em todo lugar que vou e logo sinto que seu coração já é parte do meu, como alguém da família ou uma pessoa que te conhece há muito tempo. encontro com seu sorriso tímido de quem nem imagina o que estaria por vir em dois mil e vinte e cinco, tendo no coração apenas o ritmo daquele momento em que era enfeitiçada e parida por essa Picumã. Picumã, teia do guarani ou a aranha que tece seu próprio cosmos como um gesto encantado de Oxalá, me contou meu irmão do futuro
@bardejio
encontro com seus sonhos, trejeitos, incoerências, palavras e feitiços tudo antes do ano acabar. antes sequer mesmo de nascer e aprender um pouco sobre os segredos da cabaça da existência.
encontro com Luma e ela me encanta de volta.