Estes são trechos de uma produção que completa agora seus 6 anos, em meio à pandemia e enquanto eu ainda estudava arquitetura, produzi Devaneio Desperto, meu primeiro trabalho autoral em dança que veio, naturalmente, da elaboração literária de tudo o que senti naqueles tempos em que eu era só corpo, casa e saudade. Parafraseando Camila Sosa Villada: minha dança é mortalmente atravessada pela literatura. Esbarrei hoje novamente com esse trabalho e percebi o quanto eu tinha a dizer — e disse. Que bom que disse. Sei que ainda vou muito devanear sobre o sagrado que carregamos desde sempre. Enfim, isso tudo também é devaneio, e que venham sempre mais e mais e mais…
Ficha técnica:
Intérprete: Brumano
Trilha Sonora Original: @airongs
Operação de Câmera e Direção de Fotografia: @phecomph
Direção e Edição: Brumano
Concepção e Roteiro: Brumano
Produção: Brumano e Phelippe Mor
Equipe de Produção: Airon Gischewski, @nanamendola e @claaaaarice
Consultoria Geral: @pedro_trad
Projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc.
A primeira foto foi tirada por alguém que eu com certeza amo muito, a segunda é um registro do @vilalucas (a quem também amo muito) lá em 2022. Volto às duas só pra que eu possa me lembrar de que quem eu já fui mora pra sempre em mim e ainda há muita morada a ser construída:
Mas o contraste não me esmaga - liberta-me; e a ironia que há nele é sangue meu.
O que devera humilhar-me é a minha bandeira, que desfraldo; e o riso com que deveria rir de mim, é um clarim com que saúdo e gero uma alvorada em que me faço.