Quem diria que um livro cheio de “loucos” renderia tanta gargalhada e reflexão?
Nosso encontro sobre O Alienista, de Machado de Assis, foi daqueles que fazem a gente repensar o que é estar no padrão ou não, e para quem? — e sair apaixonada pela genialidade do autor. Foi unânime todas amamos o texto e assumimos nossa insanidade por uma noite, no jantar temático e harmonizado do encontro 💚📖
A noite foi de degustação com três vinhos cuidadosamente eleitos: o Espumante Casa Valduga Brut (Pinot Noir e Chardonnay, brasileiro, em homenagem ao nosso autor Brazuca); o Casa Viva Sauvignon Blanc (chileno, fazendo referência à Casa Verde do Alienista); e o Mumm Rosé Brut (argentino, para a sobremesa, só porque sim! ).
Começamos com a salada verde e vinagrete de polvo divino da
@karinasavegnago , e seguimos para o Camarão Coco Brasil – camarões empanados, arroz de moqueca cremoso com catupiry e coentro, farofa de panko e bacon.
🥂 Colocamos à prova dois estilos de vinho que apostam na acidez e no frescor: o espumante, de fato, limpou o paladar nas duas provas, com suas borbulhas recortando a gordura da fritura e do vinagrete; o branco, com seu toque de ervas e mineralidade, complementou os pratos, acentuando os sabores do coentro e da cremosidade.
O que sobressaiu foi a revelação sensorial: sozinho, o espumante mostrou-se mais interessante em boca, versátil e refrescante; o Casa Viva, por si só, pesava um pouco pelo toque herbáceo intenso, mas degustado com os pratos, brilhou completamente – a acidez cortou o catupiry e a moqueca, transformando-o no par perfeito para frutos do mar.
Seguimos rindo e debatendo até o pudim de leite da Patropi, que encontrou no Mumm Rosé Brut uma companhia discreta e elegante – não brigou com a doçura, nem a ofuscou, uma “loucura mansa” digna do asilo de Simão Bacamarte.
E, como tem sido nossa tradição, terminamos com um chá calmante de erva-cidreira e camomila da
@monigraca .
Todos os vinhos da noite vieram da
@borgesbebidas . 🍷✨
@debnobre6 (texto)
@fabibritto (imagens)
#paginasdecantadas