No passado dia 27 de novembro, o Ciclo Albardeira viveu a sua última apresentação — e fê-lo através do encontro singular entre Guilherme Simões e Maria Tristão.
Ao longo de quatro anos, o Ciclo Albardeira habituou-nos a abrir portas a universos improváveis: trouxe músicos de norte a sul, gerou residências artísticas e cruzou a música com desenho de luz, videoarte, memes, pintura e até arranjos florais. Sempre em busca de novas formas de ver e ouvir.
Nesta 18.ª apresentação, a viagem foi conduzida pelos sons eletrónicos e orgânicos do
@gzcoelh — já bem familiarizado com este palco — e pela paleta sensível e inesperada da
@mariartristao , pintora radicada em Copenhaga mas natural de Mira de Aire.
Juntos, criaram um lugar onde cada pessoa encontrou uma paisagem diferente, mesmo estando todas a olhar e a escutar o mesmo. Talvez aí resida o poder desta dupla: todos ouvimos e observamos a mesma coisa, mas todos ouvimos e observamos coisas diferentes.
Este Ciclo termina aqui, bem representado, com uma criação que simboliza aquilo que sempre procurámos: encontro, risco, escuta, partilha.
Obrigada ao público que nos acompanhou, aos artistas que confiaram, aos técnicos que fizeram acontecer, a todas as pessoas que vão para além destes rótulos; e ao
@teatromunicipalourem que acolheu esta aventura desde o início.
Um obrigado especial a quem esteve presente nesta última viagem: foi uma bela forma de fechar um capítulo.
O Ciclo Albardeira despede-se, mas a Albardeira continua.
E continuaremos a inventar novas formas de estar juntos. 🌹