Tenho plena consciência de que eu nunca seria capaz de contar esse tipo de história sozinha, por isso venho falar a partir das referências que abracei pra tentar explicar um pouco do que eu estava sentindo.
Começo citando Tia Dodô, que com uma frase curta, resumiu um universo: “o museu do pobre é a parede de casa”.
Impossível não citar também Angélica Ferrarez (@angelicaferrarez ), grande referência para mim, em “A poética do espaço e o caso das casas-museu”:
“Os objetos trazem uma circularidade cultural que está diretamente relacionada ao processo de pertencimento cultural e, portanto, de identidade. Logo, a presença de objetos e sua memória contam muito sobre a identidade e vão ao encontro de subjetividades que ressoam no próprio objeto, como categoria que engendra memórias, linguagens e poderes.
Refletir sobre as casas-museu é acionar o “museu-narrativa”. Significa sugerir ao campo da Museologia Social esse espaço da memória como dispositivo de poder (Foucault, 1979), capaz de trazer à cena um museu contracolonial (Bispo, 2015)”
No catálogo da exposição “Pequenas Áfricas: o Rio que o samba inventou” (IMS-SP) tem outro trecho que quero compartilhar com vocês: “Comer, no samba, equivale a preservar a a vida, comunicar e reforçar memórias individuais e coletivas”.
#arte #artecontemporanea #artecontemporaneabrasileira #artista #samba #riodejaneiro
Contra-atacar, contra-atacar
Óleo sobre tela
30x60cm
2026
Conhece a liberdade sem olhar no dicionário.
Importante destacar a referência ao trabalho Lanças (2022) do artista e camarada @jefferson_medeiros__ , usada para a lança de São Jorge 💫
#artecontemporaneabrasileira #arte #saojorge #latinoamerica
Falam que a gente só conhece alguém de verdade depois de comer um quilo de sal juntos.
Esse quilo de sal, que leva aí seus bons meses para ser consumido, atravessa desde o cotidiano banal até o extraordinário numa segunda-feira qualquer.
Atravessa a intimidade, as conversas difíceis, as bobeirices despretensiosas.
Atravessa o desenvolvimento dos sentimentos, a relação com o lar e o reencaixe da vida.
Acabei com o meu primeiro quilo de sal sozinha pela primeira vez na vida. Se por um lado tive a grandíssissima sorte de sempre ter olhares velando por mim, por outro me faltava a coragem de saber que sozinha eu também conseguiria. Me faltava o tempo a sós, o tédio dentro da minha própria rotina, o medo de um lugar que não conhecia.
No meu primeiro quilo de sal teve choro a beça, uma porção farta de insegurança e muita, muuuita conversa com o espelho que me levaram à muitos encontros, dentro e fora.
Dos altares do cotidiano que tanto me interessam, vi em um saleiro a contagem do tempo que marcava o tempo de uma revolução.
Toda a vida que cabe em um quilo de sal
30x30cm
Óleo sobre tela
2026
A artista Bea Machado participa da mostra “Casa Fluminense”, que reúne a potência criativa do estado do Rio de Janeiro em um encontro que celebra toda a pluralidade do território.
A mostra acontece na @sigacasabrasil e reúne trabalhos de 60 artistas, ficando em cartaz até 08 de julho.
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The artist Bea Machado is featured in the exhibition “Casa Fluminense,” which brings together the creative power of Rio de Janeiro state in a gathering that celebrates the full plurality of the territory.
The exhibition is held at @sigacasabrasil and features works by 60 artists, remaining on display until July 8.
@beamachado
é festa e fé nos subúrbios!
Salve São Jorge ✨
Salve a festa que nos salva, salva a fé que nos sustenta!
E sim, eu não aguento, tive que colocar o copinho do @osambadavolta 🥹✨
#saojorge #salvesaojorge
Tive a grandissíssima honra de ser entrevistada pelo @defavelas para a primeira edição da revista aMARÉlo e saiu essa matéria lindíssima ao lado dos queridos @guilherme_kid e @lucas.ururahy .
Agradeço imensamente ao @rafaelsseara pelo convite, pela confiança e pela condução e escuta da deliciosa conversa-entrevista.
Agradeço também ao @zonaoesteativa e @defavelas pelo espaço 💝✨
Venham ver a revista e ler as matérias! Está incrível e lindíssima! Vou colocar o link nos stories pra facilitar!
No último dia 09 inaugurou a exposição “Casa Fluminense” na @sigacasabrasil ♥️
A exposição conta com 60 artistas desse Brasil lindo e euzinha tenho a honra de participar com três obras:
Reza forte protege samba, 2026
Deu Galo na cabeça, 2025 e
Contra-atacar, contra-atacar, 2026
Agradeço muuuuito à todos que passaram por lá para prestigiar o meu trabalho e a exposição, e deixo aqui o convite para quem ainda não foi! A exposição está linda linda 🥹♥️
Agradeço também à toda equipe por todo carinho e cuidado! Agradeço muito também aos curadores @marcelocampos7825 , @cadu.artist , @jocelinopessoa , @aliawamiri e @taniaqueiroz3 💝
Que honra compor esse grande elenco de artistas 🥹
Até 08 de julho de 2026 estaremos por lá!
Entrada gratuita!
📹 @jonatxs.art
Foram alguns (muitos) anos de terapia para entender e verdadeiramente assimilar o óbvio: eu tive menos mãe porque não tive pai.
Demorei mais que um par de décadas para entender os vazios na minha infância e atribui-los aos responsáveis. Imagina a dificuldade que é atribuir algo a alguém que nunca existiu!
O que sei é que foi extremamente importante (e revolucionário) pra mim entender tudo isso e entender meu lugar na vida de cada uma dessas pessoas - até mesmo pra saber que, diante de algumas situações e vícios, eu nada posso mesmo.
Comigo-ninguém-pode
117x83cm
Óleo e acrílica sobre tela
2026
Foi num banho de mar… salve minha mãe Iemanjá!
Foi graças a rainha do mar… salve minha mãe Iemanjá!
“Iemanjá, odoyá
Odoyá, rainha do mar”
É que o mar que parecia sereno de longe, me rebuliçou no primeiro mergulho.
Levou de mim tudo o que não queria ficar e me entregou um espelho com tudo o que eu precisava.
100x70cm
Óleo sobre tela
2026
A gente sabe reclamar, MAS TAMBÉM SABE AGRADECER✨
Obrigada obrigada obrigada por toooodos que me lembraram que não seguimos só nesse mundo!
E obrigada ao diretor do programa, Henrique Mathias, e também à equipe do @domingao pela escuta atenta e o diálogo aberto.
Sigamos!