Quase duas semanas depois e eu ainda tô digerindo o que foi o
@elementoemmov . Confesso que de início não entendi muito o slogan "muito mais que um festival", até ver tudo acontecendo na minha frente! Daí vieram várias reflexões, lembrei dos palcos anteriores, da primeira vez que fui pra curtir, da edição que me inscrevi pra oficina de roadie... Fui vendo os amigos nos bastidores, cada um numa função diferente e cada um com um sorriso maior que o outro. Pensei que muitas vezes é colocado pra gente que nossos sonhos não são viáveis, que a gente não é capaz de trabalhar com algo que a gente goste de fato, que a gente tem que aceitar as condições e ir trabalhar pra sustentar os sonhos dos outros, ou pra ter a tão desejada 'estabilidade', o reflexo disso nas quebradas vem através da depressão, de problemas com auto-estima, de vários irmãos e irmãs foda, cheios de potencial duvidando da própria capacidade. Lembrando dos sorrisos e do orgulho das pessoas que encontrei, lembrando do brilho no olhar dos amigos no público, nos bonés e camisetas ostentando o nome da nossa cidade, dos nossos coletivos, dos nossos grupos, agora reflito e entendo o "muito mais que um festival", o Elemento é remédio pra auto-estima, lembrou que Ceilândia é foda e que a gente é a cara dessa cidade e que nossa cidade não merece nada que seja menos que o incrível, que seja menos do que nós somos! Pensando na minha trajetória desde a oficina até chegar no palco como roadie entendi o porquê do "muito mais que um festival". Diferente da maioria dos festivais, o Elemento não acaba quando termina o último show, o Elemento se multiplica, se amplia, abre portas para que gente nossa possa ocupar espaços que, até então, sempre nos foram limitados! Foi um corre louco, aquele cansaço de satisfação depois de uma missão cumprida com êxito, mas a melhor sensação mesmo é saber que não acabou e que, cada vez que eu encontrar os amigos pelos palcos desse quadrado é um fruto da continuidade do Elemento em Movimento!
O mundo é nosso! 📷 Thamires Cursino