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CIDADE EM RETRATOS • Athos Souza fala com carinho da mãe Rose ao se lembrar dos primeiros anos de vida, quando deixaram a cidade mineira de Rubim, no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais. “A gente foi para a Bahia e, depois, para Belo Horizonte, em busca de oportunidade de trabalho, estudo. Sempre nós dois, juntos”, conta.
Athos conheceu a fotografia em 2012, quando trabalhou como projetista de cinema em uma ação que exibia filmes pelo interior do país, em praças públicas. Nessas idas e vindas, precisava registrar as experiências usando uma máquina digital. Só, depois, de volta a BH que teve contato com câmeras analógicas, com filme e revelação. “A primeira vez que eu vi o processo acontecendo, de usar um filme, rebobinar, colocar em uma bobina e revelar, automaticamente, enxerguei uma oportunidade de renda”.
Nas redes sociais, Athos Souza criou a conta “Festival de Filmes Vencidos” (
@festivaldefilmesvencidos ) em que publicava as fotos que tirava. Na pandemia, após receber um estoque de filmes de um amigo, passou a usar a conta para vendê-los. Depois, foi comercializando itens como máquinas fotográficas antigas. Quando viu, tinha iniciado um negócio. Com o tempo, percebeu que boa parte dos clientes era aqui de São Paulo e, resolveu abrir um espaço físico por aqui, no bairro de Santa Cecília. “50% dos nossos envios eram para São Paulo. Aí eu vim, colocamos uma máquina de revelar filme, as pessoas chegavam e a gente revelava na hora”.
A chegada a São Paulo, pela primeira vez, o deixou impactado. “Fiquei um pouco assustado. Tudo é networking (risos). Todas as conversas tinham algum interesse de trabalho”. Athos Souza (
@athosouza ) é mais um personagem da coluna Cidade em Retratos, produzida por Arthur Covre (
@arcovre ) aqui na
@radiobandnewsfm