E, enfim, chegou a colação.
Me tornar professor de filosofia sempre pareceu mais improvável do que ser indicado ao Grammy. Olha que fita… coisas que só a graça explica.
Se eu for falar de tristeza
O meu tempo não dá
Tenho prazeres na vida
Para aproveitar
Sei que o amor oferece tanta coisa boa
Eu não vou me preocupar com uma coisinha à toa
Se hoje estou cheio de vida
Amanhã também posso morrer
Se hoje dou um beijo novo
Amanhã também posso esquecer
Se o passado foi ontem
Amanhã o futuro virá
Se eu for falar de tristeza
Este vídeo traz a parte final da apresentação do meu projeto de pesquisa.
Nele, apresento a diferença entre dois modelos de cidadão: uma ética de responsabilidade X uma ética de separação. (que Santo Agostinho me perdoe pela redução).
Foi olhando para essa diferença que comecei a perceber o quanto é fácil, e quase inevitável, a fé cristã se apropriar da lógica de separação presente no maniqueísmo.
Afinal, quando o outro é visto como o mal, ele passa a ter uma espécie de substância. E, se o mal vira uma coisa, deixa de ser privação do bem. Nesse cenário, combatê-lo parece justificável a qualquer custo, mesmo que isso já não seja justo nem caridoso.
Aí ferramos tudo outra vez: passamos a nos ver como vítimas cósmicas que precisam se libertar e, consequentemente, libertar o outro. Mas a questão que se impõe é: libertar do quê? Pode ser do comunismo ou da extrema direita. Você escolhe o seu mal favorito. Quando operamos nessa dinâmica dual, a teologia consequencialista se torna o único caminho. E essa dinâmica maniqueísta reflete, portanto, não apenas no modo como você se comporta antropologicamente, mas também na forma como se relaciona com o divino.
Enfim, minha pesquisa não abrange o cristão contemporâneo, mas o cristão contemporâneo flerta com a ética maniqueísta o tempo todo (e nem falei dos rituais).
A versão completa da pesquisa estará disponível na revista Comfilotec no próximo mês, para quem quiser se aprofundar. A apresentação completa está no meu canal do YouTube.
Tema: Uma análise dos elementos da ética agostiniana e da ética maniqueísta na formação do cidadão.
Se tiver interesse em ler agora, me manda um direct que eu te envio.
Um grande abraço!
Você me mostrou que o amor pode ser fácil, e eu desconfiei. Nunca tinha visto a paz tão perto do meu nariz. Eu pensei que, pra ser feliz, o chão precisava tremer, e a realidade parecer mentira/que coisa boba. Encontrei, nas besteiras da rotina, a maior beleza.
@lariwmiranda
Aprovação no Exame Final de Monografia em Filosofia — (Nota Máxima) *loucura!
Tema: Uma análise dos elementos da ética agostiniana e da ética maniqueísta na formação do cidadão.
Tudo isso é loucura, família! Por isso se faz
necessário tornar públicos alguns agradecimentos, que fizeram possível este momento.
Primeiro meu amor, @lariwmiranda , que acreditou em mim de uma forma única e enxergou este trabalho antes mesmo de eu saber escrevê-lo.
Aos meus pais, que desde cedo me apresentaram as palavras de um modo que elas me instigaram; ao meu irmão, que mostrou que elas podem nos levar a qualquer lugar; aos meus sogros, que me ensinaram a força que elas carregam; e aos amigos que permaneceram quando eu quase desisti delas.
Preciso expor aqui também meus professores, começando pelo meu orientador, @rochafreimario , pela paciência e pela capacidade de me guiar com precisão neste caminho; aos professores @fabianosjuliao e @barontoluiz , que desde a pré-banca me auxiliaram com conselhos e correções decisivas, tornando este percurso mais possível; e ao professor @_pedro_monticelli_ , que me apresentou o maniqueísmo com profundidade e, de forma tão singular, me ensinou o que é filosofia.
Por fim, dedico este trabalho a Deus, por me permitir vivenciar o milagre da vida.
Hoje é aniversário do projeto + musical que tive o prazer de colocar na pista ao lado do irmão que o Papai do Céu me presenteou. Tudo isso é culpa dele, @gust4voferraz — obrigado, irmão!
1 aninho de “Até Ontem Eu Era Prodígio”.
Que felicidade!