PROGRAMAÇÃO ATUALIZADA!
A programação do evento “Cada lugar na sua coisa: Cenários da Luta Antimanicomial em Sergipe” já está disponível!
Serão três dias de diálogos, trocas e reflexões sobre a Reforma Psiquiátrica, seus desafios atuais e os caminhos possíveis para fortalecer a Luta Antimanicomial em Sergipe.
Fica o convite para acompanhar tudo e se somar a esse debate tão necessário. O evento é aberto, com participação aberta à toda comunidade. Inscrições abertas até dia 17/05 (link na bio).
📅 18, 19 e 20 de maio
📍 Auditório da Reitoria - UFS Campus São Cristóvão
Durante os dias 18, 19 e 20 de maio, no hall do Auditório da Reitoria da UFS, acontecerão mesas de exposição com produções e criações de usuários da REAPS (Rede de Atenção Psicossocial de Aracaju), reafirmando a potência da arte, do trabalho, da circulação e da produção de vida nos territórios do cuidado em liberdade.
O espaço também contará com a venda do livro “Invisíveis: a cidade que ninguém vê”, do jornalista Anderson Barbosa. Toda a arrecadação será destinada ao apoio do Movimento Nacional da População de Rua e da Pastoral da Rua.
Aguardamos vocês!
📍Hall do auditório da Reitoria – UFS/Campus São Cristóvão
O evento será realizado no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Sergipe, Campus São Cristóvão.
Arraste para o lado e confira o local no mapa! 🗺️
As inscrições estão abertas para o público geral e seguem disponíveis até o dia 17/05.
Esperamos você!
As inscrições estão abertas!
Já é possível se inscrever no evento “Cada lugar na sua coisa: Cenários da Luta Antimanicomial em Sergipe”, que será aberto ao público em geral. Todas as pessoas interessadas podem participar!
As inscrições acontecem pelo SIGAA: basta acessar a plataforma, buscar pelo nome do evento e realizar sua inscrição. O link está na bio aqui do Instagram.
⚠️ Atenção ao prazo: as inscrições ficam abertas até o dia 17/05. Não deixe para a última hora!
Esperamos vocês para construirmos juntos esse espaço de troca, debate e encontro!
Oficina de Cartazes Antimanicomiais ✊🏽
Em parceria com o DIAPSI, nesta quinta (07/05), às 17h, no hall do DPS/UFS, vamos construir juntos cartazes antimanicomiais. Os materiais produzidos serão usados no encontro com a REAPS, no dia 20/05.
Traga cartolinas, revistas, cola, canetas e sua criatividade! Vamos nessa?
🗓️ 07/05 (quinta-feira)
🕰️ 17h
📍 Hall do DPS/cech1
CADA LUGAR NA SUA COISA: Cenários da Luta Antimanicomial em Sergipe
Como provoca Sérgio Sampaio, “lugar de poesia é na calçada, lugar de quadro é na exposição”. E quais são os lugares da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial hoje em Sergipe? Quais são seus desafios e horizontes?
Para fazer circular essas questões, o evento “Cada lugar na sua coisa: cenários da Luta Antimanicomial em Sergipe” busca dimensionar a atualidade da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial, 25 anos após a promulgação da Lei nº 10.216/2001, por meio da discussão sobre sua história, da perspectiva dos usuários da rede e de diálogo com concepções anti-opressões e etc.
Com a programação do evento, propõe-se dialogar sobre atravessamentos e transversalidades que persistem na rede de saúde mental, procurando vislumbrar o abismo que nos circunda, que, segundo Wisława Szymborska, “o abismo não nos divide”. Que possamos, em conjunto, discutir, compartilhar e construir margens para a Luta Antimanicomial em Sergipe.
Vamos nessa?
Em breve, mais informações sobre as inscrições e a programação completa.
🗓️ Data: 18/05, 19/05 e 20/05
📍 Local: Auditório da Didática 5 – UFS
18 de maio, Dia da Luta Antimanicomial.
Nós que te agradecemos, Gabriel.
Gabriel é um usuário do CAPS que abriu o evento "Sonhar no Pesadelo: Raízes e futuros da luta antimanicomial em Sergipe" no último dia 14. Em sua fala, Gabriel trás uma máxima daqueles que defendem a reforma psiquiátrica: não há cuidado ao trancafiar a pessoa, o cuidado é feito com a liberdade do sujeito.
No dia de hoje, reafirmamos que a luta ainda está viva e deve pulsar em nós na busca por uma sociedade sem manicômios - sejam eles físicos ou simbólicos.
Lutar contra a lógica manicomial é lutar contra aqueles que definem quais vidas são dignas de serem vividas e quais vidas devem ser silenciadas. É lutar não só contra as instituições manicomiais, mas também contra os manicômios que estão dentro de nós.
Defendemos uma sociedade que busque o cuidado em liberdade, o respeito ao outro em sua integridade. É defender uma vida digna e de qualidade, é enfrentar o preconceito e a discriminação com a REAPS. Essa é uma luta coletiva que envolve usuários, família, profissionais, e todos aqueles que defendem uma sociedade livre dos manicômios. É defender a autonomia e a voz ativa dos usuários dentro e fora dos serviços.
Que o dia de hoje seja um lembrete para todos os outros dias de que a luta não acabou.
MANICÔMIOS NUNCA MAIS!
#lutaantimanicomial
#reformapsiquiátrica
#saudemental
E chegou o último dia do nosso evento, mas não com clima de despedida, e sim de recomeço. Um recomeço que nos convida a despertar de um pesadelo manicomial e seguir na construção de sonhos, resistências e possibilidades de um cuidado que valorize a vida, a autonomia e a liberdade.
O dia começou com muitas risadas e emoção na apresentação do grupo de teatro “Vida em Cena”, formado por usuários do CAPS Jael Patrício de Lima. Suas cenas, ao mesmo tempo leves e potentes, trouxeram reflexões sobre temas do nosso cotidiano e a importância de manter viva a luta antimanicomial. O grito de “Manicômio nunca mais” ecoou nos corpos, nas falas e nos olhos de quem segue resistindo. Também tivemos a oportunidade de conhecer mais da história dos atores e atrizes que nos encantaram com sua presença.
Logo depois, Bruno, oficineiro da rede, conduziu uma homenagem emocionante a Higino, usuário do CAPS Jael que faleceu recentemente. Ao som de muita música e ritmo, celebramos o grafite feito em sua homenagem.
Encerramos a programação com cinco rodas de conversa simultâneas — cinco formas de sonhar em meio ao pesadelo. Temas diversos, conduzidos por profissionais e estudantes envolvidos com a luta, trouxeram outras camadas de reflexão e afeto à jornada.
Esse evento, tão sonhado e construído com muito esforço coletivo, se encerra após três dias de trocas, arte, afeto e resistência. Mas o fim é apenas aparente: o que fica é a certeza de que seguimos.
E chegamos no nosso segundo encontro. Começamos o dia de hoje com o filme "Da pra fazer", um filme italiano que, de certa forma, nos permite sonhar e, para além disso, nos permitiu conversar com os profissionais do CAPS Ivone Lara sobre suas vivências.
A nossa tarde chegou e nós contamos com a participação de pessoas incríveis. Tivemos música e falamos sobre o Censo 2024 de Aracaju e de sua importância. Também falamos sobre a história da luta antimanicomial, e de como ela é importante para assegurar o cuidado em liberdade, e um pouco da história de como nosso evento surgiu. O auditório lotado é um indicativo de como tais debates estão vivos em nós.
Sonho e pesadelo. Isso marca o nosso evento. Hoje, nós pudemos sonhar um pouco. Ouvimos diversas histórias que nos levaram a perceber como a luta está viva e de como ela pode pulsar dentro de nós. Hoje foi um dia de sonhar, um dia sobre manter a luta viva. Como o que foi dito em um dos nossos encontros, "a gente vai sair e vai fazer o que tem que ser feito".
"Em terra de urubus diplomados, não se ouve o canto dos sábias"
O primeiro dia do nosso encontro foi marcado por muita arte, cuidado e resistência. A manhã começou com a apresentação musical de usuários do CAPS AD Primavera, que animaram o público com clássicos do forró em ritmos percussivos.
Ao longo do dia, mergulhamos em reflexões sobre os desafios contemporâneos da luta antimanicomial: nas instituições, nos trabalhadores, em nós mesmos e na sociedade. Como sustentar o cuidado em tempos de retrocessos? Como manter o sonho vivo quando tudo parece pesadelo? Como concretizar, no cotidiano dos serviços, um cuidado que seja verdadeiramente humano, que promova liberdade e valorize a autonomia?
Também tivemos espaço para escutar quem constrói essa luta no chão dos serviços. Residentes, estagiários e usuários compartilharam suas experiências, mostrando que o cuidado em liberdade não é apenas um ideal, mas um exercício diário de reinvenção do mundo.
E seguimos sonhando. Os muros do campus ganharam cor, palavras e memórias. Lambes criados por usuários do CAPS Jael Patrício de Lima tomaram os espaços com arte e frases marcantes, enquanto grafites começaram a surgir no Resun, inscrevendo nas paredes a história e a luta por uma vida sem manicômios.
Como disse Gabriel Santos, em seu relato como usuário do CAPS:
“Não me ajudaram me prendendo, me forçando, me reprimindo, me recolhendo. Eles me trataram me deixando livre para me expressar, para entender o que eu estava passando. E me acolheram.”