NEW SPOTLIGHT
"Anozero 2026 Biennial — To Hold, To Give, To Receive" Interview with Carlos Antunes @carlos_antunes_1969 Director of Anozero
by María Muñoz-Martínez @maria_munoz_m
Far from the logic of the white cube or cultural spectacle, the Anozero Biennial in Coimbra proposes the exhibition as a form of dwelling — where art, architecture, memory, and the body coexist in continuous dialogue.
“An exhibition is not a book; it is the experience of a body moving through space.”
At the centre of this edition stands the Monastery of Santa Clara-a-Nova: not as a neutral container, but as the true living body of the biennial.
Its walls speak.
Its history intervenes.
Its architecture reshapes every artwork inside it.
- Can contemporary art transform the way a city imagines itself?
- What happens when architecture becomes memory instead of infrastructure?
- And can a biennial resist becoming just another cultural brand? A conversation on space, belonging, and the politics of inhabiting art.
🔗 Read the full article on our website → A*Desk Critical Thinking → Spotlight section → Link in bio. Available in English, Spanish, and Catalan.
Featured image: Centrala, Imagined, 2026 @anozerocoimbra
#CriticalThinking #Spotlight #Anozero #ContemporaryArt
I took the train to the university town of Coimbra, two hours north of Lisbon, to visit @anozerocoimbra . This year’s biennial, curated by Hans Ibelings and John Zeppetelli, is shown in sites around the 13th-century city, with the exhibition centered in the Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, a massive monastery perched atop a hill.
The 6th edition of Anozero is titled “to hold, to give, to receive,” and the works gesture toward mutuality and reciprocity as a counterpoint to capitalist extraction. The curators describe the exhibition as a “manifesto for horizontality, mutual aid, symbiosis, and reciprocity.”
I was struck by how many of the works attend to collective loss - brought on by human-made devastation such as warfare and climate change - and renewal in its wake. For instance - to enter the exhibition at the monastery - visitors must first pass through Taryn Simon’s “Start Again the Lament” where they traverse the monastery’s longest corridor in darkness, accompanied by traditional Albanian, Wayuu, and Yazidi laments. A single light at the end guides the way, and the installation requires total surrender to the audio, which is programmed to change throughout the day. Incredibly moving.
More from Anozero ➡️
Agenda de iniciativas/Events programme
PROGRAMA EDUCATIVO
15 MAI · Sexta · 15:00–18:00
Workshops e Convivência Criativa
«Histórias & Estórias Ciganas», com Maria do Carmo de Almeida e Carla Ribeiro
Mosteiro
Inscrições no link da bio
16 MAI · Sáb · 14h30–17:30
Laboratório de Criação
«Na história da arte, quem fica de fora?», com Lilian Maus
Mosteiro
Inscrições no link da bio
VISITAS ORIENTADAS COM O PÚBLICO
Até 5 JUL · Sábados e domingos · 16:00–17:00
Inscrições: [email protected]
PROGRAMA CONVERGENTE
16 MAI · Sáb · 14:00–16:00
«Mão a mão», performance de Francisca Patrocínio
Quebra-Costas
Programa Convergente Anozero’26 — Experiências sensoriais e participativas
16 MAI · Sáb · 14:00–20:00
Conversas, sarau e feira de livros
Atelier a Fábrica
16 MAI · Sáb · 10:00–18:00
«Jardins Transversais», ativação urbana, curadoria de Nelson Ricardo Martins
Terreiro da Erva
16 MAI · Sáb · 14:00–21:00
«Natural», instalação artística de Rucsandra Pop
Quebra-Costas/Torre de Almedina
Programa Convergente Anozero’26 — Experiências sensoriais e participativas
EXPOSIÇÕES
Até 16 MAI · Terça-feira a sábado · 10:30–13:00; 14:30–19:30 «Volátil», de André Silva
Galeria 7
Até 17 MAI · 15:00–18:00
«Mapas do Olhar #03: ancestralidades, migrações e deslocamentos»
Alunos de Artes da Escola Secundária Avelar Brotero
Centro Cultural Penedo da Saudade
Até 3 JUL · Terça-feira a sábado · 15:00–19:00
«Como habitar o tempo», de Nuno Sampaio, com curadoria de Lia Cachim
Fundação Bissaya Barreto – Casa das Artes Bissaya Barreto
Até 3 JUL · 11:00–13:00 e 15:00–18:00
«CUIDADORIA: abraçar, constelar, outrar»
Curadoria de Ana Rito e Hugo Barata
Fundação Bissaya Barreto – Casa-Museu Bissaya Barreto
Até 4 JUL · Segunda a sábado · 14h00–18h00
«Fight Lookism», curadoria Daniel Madeira
Seminário Maior de Coimbra
Até 5 JUL
«Ofícios do Olhar», Miguel Silva
Intervenção instalativa nas montras do comércio da Baixa
Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Até 12 JUL · Segunda a sexta-feira · 10:00–17:00
«Os trópicos têm poros», de Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo
Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra
𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 𝗔𝗻𝗼𝘇𝗲𝗿𝗼’𝟮𝟲
Martín Carrasco Pedrero escreve no «Diario HOY de Extremadura» sobre o Anozero’26, destacando obras que tornam a bienal uma experiência sensorial e emocional. Entre elas estão «Síndrome de Stendhal», de Nan Goldin, a instalação sonora de Taryn Simon, as fotografias de Taysir Batniji, a intervenção do coletivo Centrala, a «Máquina de Escuta» de Vasco Araújo, os retratos de Adriana Molder e a instalação escultórica de Rui Chafes. O percurso inclui ainda «O Peixe», de Jonathas de Andrade, as oliveiras palestinianas fotografadas por Adam Broomberg & Rafael González e «Three Rooms», com filmes de Chantal Akerman e Juha Lilja, que transforma o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova num espaço habitável e político.
«No quiero acabar sin antes recordarles que en 2028 Coimbra albergará la 17 edición de Manifesta, la prestigiosa Bienal Nómada Europea de proyectos de cultura contemporánea. Ambas Bienales unirán sus fuerzas sabedoras que esta colaboración será clave en la mayor visibilidad y consolidación de la ciudad de Coimbra como referente internacional del arte contemporáneo. ¡Ahí es nada!»
—
Martín Carrasco Pedrero writes in Diario HOY de Extremadura about Anozero’26, highlighting works that turn the biennial into a deeply sensory and emotional experience. Among them are Stendhal Syndrome by Nan Goldin, Taryn Simon’s sound installation, Taysir Batniji’s photographs, the intervention by the collective Centrala, Vasco Araújo’s Listening Machine, Adriana Molder’s portraits, and Rui Chafes’s sculptural installation. The journey also includes O Peixe by Jonathas de Andrade, photographs of Palestinian olive trees by Adam Broomberg & Rafael González, and Three Rooms by Chantal Akerman and Juha Lilja, which transforms the Monastery of Santa Clara-a-Nova into a space that is both inhabitable and political.
——— Anozero'26 Segurar, dar, receber / To hold, to give, to receive 11 ABR/APR – 5 JUL
Curadores / Curators
Hans Ibelings e/and John Zeppetelli
Curador Assistente / Assistant Curator
Daniel Madeira
𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 𝗔𝗻𝗼𝘇𝗲𝗿𝗼’𝟮𝟲
Uma reportagem de Marta Costa e Ana Bartolomeu / Notícias UC sobre a dimensão da arquitetura nesta edição da Bienal
«Enquanto núcleo central da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova recebe um número significativo de obras e de artistas, com mais de 25. Como conta o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes, “é uma bienal que tem a arquitetura como elemento central”. E isto espelha-se também em algumas das peças e artistas. De Lina Bo Bardi a Arturo Franco, passando por Arno Brandlhuter ou Centrala, a arquitetura e a arte fundem-se nos corredores e salas do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova.»
Artigo completo, com reportagem vídeo em noticias.uc.pt/artigos/os-espacos-da-bienal-2026-mosteiro-de-santa-clara-a-nova
—
A report by Marta Costa and Ana Bartolomeu for UC News highlights the role of architecture in this edition of the Biennial:
“As the central hub of the Coimbra Contemporary Art Biennial, the Monastery of Santa Clara-a-Nova hosts a significant number of works and artists, with more than 25 represented. As Carlos Antunes, director of the Coimbra Circle of Plastic Arts, explains, ‘this is a biennial that places architecture at its core.’ This is also reflected in several of the works and artists featured. From Lina Bo Bardi to Arturo Franco, including Arno Brandlhuber and Centrala, architecture and art merge throughout the corridors and rooms of the Monastery of Santa Clara-a-Nova.”
Full article, including video report, available at
noticias.uc.pt/artigos/os-espacos-da-bienal-2026-mosteiro-de-santa-clara-a-nova
—
Anozero'26
Segurar, dar, receber / To hold, to give, to receive
11 ABR/APR – 5 JUL
Curadores / Curators
Hans Ibelings e/and John Zeppetelli
Curador Assistente / Assistant Curator
Daniel Madeira
Segurar. Dar. Receber.
O tema do Anozero'26 — Bienal de Coimbra (não Veneza) — nasce de ghabh, a raiz proto-indo-europeia da palavra "exposição" e também de "habitat" e "habitação". Três gestos que são, no fundo, atos de partilha: toda a dádiva precisa de quem dá e de quem recebe.
Com curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli (e curadoria assistente de Daniel Madeira), a bienal pensa a generosidade, a simbiose, a ajuda mútua e a hospitalidade tal como se manifestam na arte e na arquitetura — e, em última instância, no que significa partilhar o mundo.
No centro: o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, que os curadores não enquadram como contentor, mas como interlocutor — séculos de ritual e contemplação reativados pelas obras contemporâneas, num lugar onde passado e presente coexistem em reciprocidade.
Uma bienal construída a partir de uma raiz da palavra parece certa para um momento em que somos, de novo, convidados a pensar no que devemos uns aos outros.
www.anozero26bienaldecoimbra.pt
Hold. Give. Receive.
The theme of Anozero'26 — Bienal de Coimbra (not Venice) — grows from ghabh, the Proto-Indo-European root of the word "exposition" itself, and of "habitat" and "habitation." Three gestures that are also, at their core, acts of sharing: every gift needs someone to give and someone to receive.
Curated by #HansIbelings and #JohnZeppetelli (with #DanielMadeira as assistant curator), the biennial thinks through generosity, symbiosis, mutual aid and hospitality as they take form in art and architecture — and, ultimately, in how we share the world.
At its heart: the Mosteiro de Santa Clara-a-Nova in Coimbra, which the curators don't frame as a container but as an interlocutor — centuries of ritual and contemplation reactivated by contemporary works in a place where past and present coexist, in reciprocity.
A biennial built around a root word feels right for a moment when we're being asked, again, to think about what we owe each other.
www.anozero26bienaldecoimbra.pt
#bienalanozerocoimbra #anozerocoimbra
Agenda de iniciativas/Events programme
Consulte toda a programação da Bienal na agenda do site. Link na bio./Check the full Biennial programme on the website. Link in bio.
PROGRAMA EDUCATIVO
8 MAI · Sexta-feira · 16:30–17:30
Workshops e Convivência Criativa
«A distância que nos aproxima», com TSF-Notícias e RUC (ao vivo)
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
PROGRAMA EDUCATIVO
9 MAI · Sábado · 09:30–18:30
Fórum de Arte e Educação
«Escolas: Desobedecer a quê?»
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
VISITAS ORIENTADAS COM O PÚBLICO
Até 5 JUL · Sábados e domingos · 16:00–17:00
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Participação gratuita
Inscrições: [email protected]
PROGRAMA CONVERGENTE
9 MAI · Sábado · 17:00–17:30
«Sonic Migrations», Giulia Gallina
Sé Velha
Programa Convergente Anozero’26 — Experiências sensoriais e participativas
Até 16 MAI · Terça-feira a sábado · 10:30–13:00; 14:30–19:30
Exposição «Volátil», de André Silva
Galeria 7
Até 17 MAI · 15:00–18:00
Exposição de desenhos «Mapas do Olhar #03: ancestralidades, migrações e deslocamentos»
Alunos de Artes da Escola Secundária Avelar Brotero
Centro Cultural Penedo da Saudade
Até 3 JUL · Terça-feira a sábado · 15:00–19:00
Exposição «Como habitar o tempo», de Nuno Sampaio, com curadoria de Lia Cachim
Fundação Bissaya Barreto – Casa das Artes Bissaya Barreto
Até 3 JUL · 11:00–13:00 e 15:00–18:00
Exposição «CUIDADORIA: abraçar, constelar, outrar»
Curadoria de Ana Rito e Hugo Barata
Fundação Bissaya Barreto – Casa-Museu Bissaya Barreto
Até 4 JUL · Segunda a sábado · 14h00–18h00
«Fight Lookism», exposição coletiva, curadoria Daniel Madeira
Seminário Maior de Coimbra
Até 5 JUL
«Ofícios do Olhar», Miguel Silva
Intervenção instalativa nas montras do comércio da Baixa
Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra
Até 12 JUL · Segunda a sexta-feira · 10:00–17:00
Exposição «Os trópicos têm poros», de Lilian Walker, com curadoria de Cristiana Tejo
Sábados por marcação e sessões especiais
Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra
𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 𝗔𝗻𝗼𝘇𝗲𝗿𝗼’𝟮𝟲
Na Revista E do Expresso, o crítico Celso Martins descreve o Anozero’26 como uma “casa comum”, onde arquitetura, comunidade e empatia se cruzam com algumas das questões mais urgentes do presente, incluindo o genocídio.
Partindo da raiz ghabh — “segurar, dar, receber” —, a bienal surge como um programa coeso que pensa a arte enquanto espaço de partilha e regeneração, propondo formas de habitar um mundo complexo.
Ao longo do texto, destaca-se a dimensão sensorial e imersiva da exposição, com atenção ao papel do som e da experiência corporal. A arquitetura afirma-se como eixo estruturante, refletindo sobre memória, identidade e transformação social, enquanto outros núcleos abordam ecologia, gesto, figura humana e a dimensão política contemporânea.
Para o autor, a bienal afirma-se como um espaço onde a arte não só observa o mundo, mas procura vislumbrar a possibilidade de um recomeço — um gesto simultaneamente estético e político.
Ler texto aqui tinyurl.com/Anozero26Expresso
———
In Revista E of Expresso, critic Celso Martins describes Anozero’26 as a “shared home,” where architecture, community, and empathy intersect with urgent contemporary issues, including genocide.
Starting from the root ghabh — “to hold, to give, to receive” — the biennial is presented as a cohesive programme that understands art as a space for sharing and regeneration, proposing ways of inhabiting a complex world.
The text highlights the exhibition’s sensory and immersive dimension, emphasizing sound and embodied experience. Architecture emerges as a central axis, reflecting on memory, identity, and social transformation, while other sections address ecology, gesture, the human figure, and contemporary political realities.
For the author, the biennial becomes a space where art not only observes the world but also seeks the possibility of a new beginning — a gesture that is both aesthetic and political.
———
Anozero'26
Segurar, dar, receber / To hold, to give, to receive
11 ABR/APR – 5 JUL
Curadores / Curators
Hans Ibelings e/and John Zeppetelli
Curador Assistente / Assistant Curator
Daniel Madeira
AGENDA de iniciativas
Com excepção do Museu Municipal de Coimbra (Sala da Cidade e Edifíco Chiado) os espaços da bienal estão abertos no feriado de 1 de Maio.
30 ABR · Quinta-feira · 18:00–19:00 Lançamento do livro «A Beleza de Um Corpo Nu: Ensaio sobre as cidades», de José António Bandeirinha, com Désirée Pedro, José Reis e Nuno Grande
1 MAI · Sexta-feira ·16:00–17:30 — Percurso Orientado por Artista, com Felipe Barbosa
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Participação gratuita INSCRIÇÃO [email protected]
1 MAI · Sexta-feira ·17:30 — Revista Baleia / Sarau Literário / Sarau do Ouriço
Parque Verde e Florista Lavanda e Jasmim (Rua do Brasil, n°177)
3 MAI· Domingo · 12:00–18:00 — Acolher, tecer e conectar — (CANCELADO)
PROGRAMA CONVERGENTE
Até 3 JUL · Terça a sábado · 15:00–19:00
«Como habitar o tempo», de Nuno Sampaio, curadoria Lia Cachim
Fundação Bissaya Barreto – Casa das Artes
Até 3 JUL · 11:00–13:00 e 15:00–18:00
«CUIDADORIA: abraçar, constelar, outrar», curadoria: Ana Rito e Hugo Barata
Fundação Bissaya Barreto – Casa-Museu
Até 5 JUL
«Ofícios do Olhar», Miguel Silva, Intervenção nas montras do comércio da Baixa
Baixa de Coimbra
Até 17 MAI · 15:00–18:00
«Mapas do Olhar #03: ancestralidades, migrações e deslocamentos», alunos de Artes da Escola Secundária Avelar Brotero
Centro Cultural Penedo da Saudade
Até 12 JUL · Segunda a sexta · 10:00–17:00
«Os trópicos têm poros», de Lilian Walker, curadoria: Cristiana Tejo
(Sábados por marcação e sessões especiais)
Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra
Até 16 MAI · Terça a sábado · 10:30–13:00; 14:30–19:30
«Volátil», de André Silva, Galeria 7
Até 5 JUL · Segunda a sábado · 14h00–18h00
«Fight Lookism», exposição coletiva, curadoria Daniel Madeira
Seminário Maior de Coimbra
Visitas Orientadas
Até 5 JUL · Sábados e domingos · 16:00–17:00
Mosteiro de Santa Clara-a-Nova
Participação gratuita INSCRIÇÃO [email protected]
𝗠𝗲𝗱𝗶𝗮 𝗔𝗻𝗼𝘇𝗲𝗿𝗼’𝟮𝟲
O crítico José Marmeleira/Público destaca o Anozero’26 – Bienal de Coimbra como um percurso onde dor, beleza e experiência estética se entrelaçam, transformando a arte num espaço sensorial e reflexivo sobre o mundo contemporâneo. A bienal reúne obras que abordam conflito, memória e deslocação, propondo uma experiência que oscila entre a inquietação e a contemplação. O Anozero, escreve José Marmeleira, reúne «trabalhos que tornam a arte num sujeito no qual o lamento, a beleza e o amor se escutam e se vêem» . Entre instalações imersivas e obras que cruzam arte e arquitetura, a bienal afirma-se como um espaço onde os visitantes percorrem não apenas exposições, mas verdadeiros “habitats” sensoriais e emocionais. A relação entre obra, espaço e público constrói uma experiência contínua, onde a arte prolonga o pensamento para além das salas expositivas.
—
Art critic José Marmeleira (Público) highlights Anozero’26 – Coimbra Biennial as a journey where pain, beauty, and aesthetic experience intertwine, transforming art into a sensory and reflective space on the contemporary world. The biennial brings together works that address conflict, memory, and displacement, proposing an experience that oscillates between unease and contemplation.
Anozero, writes José Marmeleira, brings together “works that turn art into a subject in which lament, beauty, and love can be heard and seen.”
Between immersive installations and works that connect art and architecture, the biennial establishes itself as a space where visitors move through not only exhibitions, but true sensory and emotional “habitats.” The relationship between artwork, space, and audience creates a continuous experience, where art extends thought beyond the exhibition rooms.
———
Anozero'26
Segurar, dar, receber/To hold, to give, to receive
11 ABR/APR–5 JUL
Curadores/Curators
Hans Ibelings e/and John Zeppetelli
Curador Assistente/Assistant Curator
Daniel Madeira
Anozero’26 acolhe apresentação de um «Ensaio sobre as cidades», de José António Bandeirinha
Désirée Pedro, José Reis e Nuno Grande são os convidados para a apresentação do livro «A Beleza de Um Corpo Nu: Ensaio sobre as cidades», de José António Bandeirinha, que terá lugar no dia 30 de abril, quinta-feira, às 18h00, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra. A participação é livre. Inicialmente anunciada para o dia 29 de abril, a sessão foi reagendada para esta nova data.
Editado pela Tinta-da-china, o livro propõe uma reflexão crítica sobre o conceito de cidade na contemporaneidade. Partindo da ideia de que nunca se falou tanto de cidade como hoje — e, simultaneamente, talvez nunca estivéssemos tão distantes de a compreender —, a obra revisita os fundamentos ontológicos do urbano.
Descrito como um manifesto de tom simultaneamente crítico e poético, o livro percorre temas como os mitos, a ética, a morte, a arquitetura, as dinâmicas suburbanas e a dimensão política da cidade, interrogando os seus fragmentos e apontando para possíveis caminhos de reconstituição.
Como escreve Nuno Grande no prefácio: «Este é um livro obrigatório, que devemos ler e reler, como um aviso ou uma sirene que nos alerta, uma e outra vez, sobre o que estamos a perder enquanto cidadãos do mundo, e sem o qual, provavelmente, nunca mais nos saberemos encontrar.»
José António Bandeirinha (Coimbra, 1958) é arquiteto e Professor Catedrático do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra, onde se doutorou com uma dissertação sobre o Processo SAAL e a arquitetura no contexto do 25 de Abril. Investigador do Centro de Estudos Sociais, tem dedicado o seu trabalho às relações entre arquitetura, cidade e práticas políticas, com particular incidência no século XX português, tendo desempenhado também diversos cargos institucionais e curatoriais no campo da cultura e da arquitetura.
Esta apresentação é uma iniciativa integrada no Programa do Anozero’26,