ontem eu tive a oportunidade de fotografar o show do A$AP Rocky e o do Emicida em um dos maiores festivais do brasil, tô em choque até agora mas muito feliz por realizar um grande sonho.
um grande agradecimento pra quem sempre me motiva a continuar e confiar nos processos da vida.
não é fácil estar no audiovisual pra quem não tem $, é desafiador e em alguns momentos frustrante mas minha vontade de fazer isso virar é maior ainda.
a vida é louca, muita fé pro nosso corre e vamo que hoje tem mais um dia! 😭🤍
hoje foi um dia muito especial. ter sido convidada pra assistir de perto o ensaio da nova turnê do emicida me deixou profundamente emocionada.
lembro da primeira vez que escutei ele, em Rua Augusta, em 2011. eu tinha onze anos.
anos depois, comecei a entender de verdade a ausência do meu pai e toda a problemática em volta disso. eu ouvia repetidas vezes Ooorra e sempre voltava na parte “arrasta, amassa, cartolina com papel crepom, porra, pior que esse aqui tava bom”. ficava obcecada em como uma dor em comum conseguiu me aproximar ainda mais da discografia dele.
o tempo passou e vieram tantas outras músicas que também viraram trilha sonora da minha vida. algumas embalaram momentos felizes, conquistas e encontros. outras me acompanharam em dias difíceis, lutos, dúvidas e recomeços. tem artista que a gente escuta. e tem artista que atravessa a nossa história junto com a gente.
mais anos se passaram, e em Amarelo ele lança Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. e eu pensei: caralho, esse bofe mora na minha cabeça? minha cidade favorita, a cidade dos melhores amigos que a vida podia me dar e, mais importante, do meu namorado.
esse é um texto muito pessoal, não costumo fazer isso, mas esse encontro me provocou a falar aqui e lembrar que a música, antes de ser um mercado ou um negócio, é sobre sentimentos e memórias.
obrigada, emicida. obrigada hip hop por ter salvado minha vida inúmeras vezes.
vai ser mó daora contar pros meus futuros filhos as histórias absurdas e bonitas que eu pude presenciar com os meus próprios olhos.
ce é louco.
Da série: coisas incríveis que já fiz e que eu nunca tinha compartilhado por aqui.
Em 2024, enquanto atuava como Coordenadora de Marketing na KondZilla gravadora, participei do lançamento do álbum Meu Karma, da Jovem MK. Uma das principais frentes do projeto foi a produção de um curta-metragem baseado na história real da MK, traduzindo em linguagem audiovisual tudo que atravessa a narrativa dela, desde a infância na periferia até as escolhas que moldaram seu caminho na música.
O projeto ganhou força com um time criativo muito potente e a parceria com a África Creative, que ajudou a construir a estética e a narrativa do filme. O resultado foi o curta Meu Karma, indicado ao Latin Grammy na categoria de Melhor Vídeo Musical (versão longa). A MK foi a única brasileira indicada na categoria naquele ano.
É muito especial ver um projeto que nasce de uma história tão sensível chegar nesse nível de reconhecimento, principalmente sendo uma narrativa que fala de realidade, contexto e das escolhas possíveis dentro dele. Tenho muito orgulho de ter feito parte disso.