eu tô me sentindo radiante com as coisas que eu venho criando, parece que eu engoli estrelas, me sinto inteira, me vejo como uma alquimista das cores e que há um sol nascendo da minha ori, venho me reconectando a minha melhor versão & que mesmo que eu me perca no caminnho tenha a paciência necessária em acertar o passo novamente.
“o cotidiano é uma extensão do sonho. eu só posso viver de um jeito possível se eu conseguir sonhar.”
foto 8: “a vida não é útil” de ailton krenak, livro que estou lendo pro clube de leitura “intelectualidades marginais”.
amba werá “altar brilhante”
busquem pelo coral amba werá, é um coral indígena da aldeia tekoa pyau no território do jaraguá, são paulo, formado pela etnia guarani mbya, tendo mais de 20 anos de atuação é conhecido por entoar cantos ancestrais!
dormir na esteira representa o retorno ao princípio da vida, o reencontro com a sua ancestralidade, para ter contato com o elemento que lhe deu vida: a terra!
a esteira é sagrada pra gente que é de candomblé, não se pode nem pisar de sapato nela em muitas casas, antes de se sentar ou deitar em uma a gente pede licença e nunca em hipótese alguma durma de barriga pra cima quando estiver nela, é nos ensinado desde o abianato que se deve ter muito respeito pela a mesma, mas o mais sagrado pra mim é saber que a produção da “eni” feita de palha de taboa foi o que colocou comida na mesa dos meus pais, minhas avós tanto materna quanto paterna produziam coincidentemente elas para vender no interior do estado da bahia, para além dos mistérios do candomblé a esteira de palha foi o que permitiu que eu estivesse aqui hoje.
pequeno compilado do que tenho visto, lido e vivido, atravessado pelos saberes orais, cosmologias, memória coletiva e pela imaginação radical, a partir da pesquisa em encantarias narrativas, com o corpo-terreiro e a autoetnografia como método.